DESCONSTRUÇÃO


Existe certa beleza nos momentos de desconstrução da vida ainda que sejam processos dolorosos e nem um pouco fáceis. Há prédios que quando derrubados levam semanas para que seus cacos sejam retirados. Há destroços de casas que somem depois de alguns dias. Há pequenos casebres de madeira que são queimados sem muita dificuldade e em um dia só restam as cinzas mostrando que ali havia algo de valor. Não importa o tempo que leve, sempre há uma dor envolvida.

Contudo, existe uma beleza nesta dor. Você passa a encarar as coisas de forma diferente, com certo saudosismo que para o mais sãos possibilitam ver as lindas memórias construídas, ajudam a perceber que determinados alicerces não foram ladeira abaixo e por ali podem ser construídos outras novas edificações. Ajudam a perceber que havia caminhos que você desconhecia; ajuda-nos a ver o quanto amadurecemos desde a última queda.

Desconstruções são fases. Na verdade, tudo é uma questão de fases. A desconstrução é uma daquelas coisas da vida que podem nos deixar em cacos, mas que, em seguida, nos possibilitam reajuntar tudo e começar de novo. Acredito que esta é a maior qualidade da desconstrução: é o quanto ela nos ensina sobre o quanto temos uma segunda, terceira, quarta, quinta chance. Nos ensina a entender o valor de ter esperança no "seguir em frente". 

Por Jônatas Amaral

"Os 13 Porquês" de Jay Asher: Meu olhar sobre a importância desta obra.



Existem excelentes "porquês" para que você dedique tempo na leitura de "Os 13 Porquês" do autor norte-americano Jay Asher. O seu livro de estreia foi aclamado pelos principais setores de comunicação, além de render uma série da Netflix. Se você assim como eu assistiu primeiro a série, muito do suspense que o autor tenta criar não vai funcionar muito bem, porém você irá encontrar uma obra mais coesa e até mais coerente, na medida em que você terá informações advindas da série que poderão lhe ajudar a entender as entrelinhas desta história.

Fugindo um pouco das sinopses, afinal você já deve saber do que se trata esta história. Certo? Caso não, confira AQUI! Desta forma, prossigamos. Tratar de um tema tão tabu quanto suicídio não é fácil para ninguém, por mais bem intencionado que o autor seja. Por mais pesquisa que este se proponha a realizar. "Thirteen Reasons Why" não é o primeiro nem será o último livro a tratar sobre o tema, mas com toda certeza será um daqueles livros que uma geração vai lembrar com mais intensidade. Afinal, tanto o livro quanto a série são construídos de tal forma que te marca, seja pela reflexões, seja pelos temas, seja pelas cenas tão terríveis, porém reais. Um dos fatores mais interessantes deste livro é sua capacidade de saber deixar detalhes e cenas implícitas. As cenas de violência sexual, por exemplo, presentes no livro não são suavizadas, porém não são descritas. Isso é um detalhe que torna a obra inteligente, pois ela não sugere, ela deixa a informação adentrar no consciente do leitor de forma mais sutil. O acontecimento não deixa de ser forte ou menos real, ele só não é tão chocante para uma criança ou adolescente que possa ler a obra. Faz pensar, não aterrorizar.

A história por si só já é incômoda o suficiente, já que o personagem principal não pode fazer absolutamente nada para mudar. Não é uma questão de escute rápido, pois você ainda pode salvá-la. Não. Já aconteceu. Ela está contando as causas. Se você estivesse na pele do Clay provavelmente não saberia como agir. Um das coisas que mais me agradaram e incomodaram na escrita do autor quanto a isto foi a escolha de intercalar a fala de Hannah com os pensamentos e reações do Clay as fitas. No inicio é incômodo, mas com o tempo você se acostuma e entende. É algo também que pode forçar o leitor a ler mais atentamente, ainda que eu acredite que faltou em alguns momentos mais sensibilidade para essas inserções do Clay.

Muito já se escreveu sobre esta história ao longo deste ano, mas o que de fato sinto por esta obra é um apreço que já está além do âmbito emocional, mas permeia a responsabilidade e importância social que este livro possui, afinal para professores, como eu, este é um livro que abre perspectivas de diálogo com adolescentes (principalmente) não só sobre o suicídio em si, mas sobre machismo, bullying, violência sexual, além da importância da auto-estima e de sabermos com quem contar.


Acredito, aos meus 22 anos, professor, que o personagem contido na fita 13 - Sr. Porter - é o personagem sob o qual meus olhos mais se voltam, pois com ele eu me enxergo/identifico. Sou professor e almejo, também, ser orientador educacional. O que eu faria diante daquela situação? Como eu lidaria? O que eu faria? Entenda, são situações que você nunca vai saber exatamente como agir, mas que você não pode fingir que não pode fazer nada. A culpa que muitas vezes Hannah atribui aos destinatários de suas gravações está em dizer que estes precisam mudar, afinal não havia mais como ajudá-la. É algo pesado, não é mesmo? Complexo. Difícil até escrever sobre. Mas deixo aqui estas reflexões que me recaíram durante a leitura desta obra.

Por fim, gostaria de destacar o penúltimo capítulo que retrata o suicídio em si de Hannah Baker. A única coisa que se sabe é que a personagem usou de remédios para realizar seu intento. O capítulo em si não descreve absolutamente nada. É um capítulo em que você apenas observa o Clay ouvindo um chiado constante, até que, bem no final, temos a última fala de Hannah Baker, que é tocante e sensível. Assim como o final da história que mostra o que mudou em Clay depois daquela noite. Esta é a beleza e importância desta história. Nos fazer refletir sobre o que pensamos sobre as pessoas e o quanto nós, como seres sociais , temos impacto nas vidas um dos outros. Se permita refletir com este livro através das mensagens explicitas e, principalmente, as implícitas contidas nele.

Obrigado. 

Por Jônatas Amaral

Na compra do livro pelo nosso link você ajuda o blog com uma pequena contribuição.

OS OLHOS DIZEM...


Costumeiramente ele se olhava no espelho. Houve o tempo em que se achava magro demais, com ombros largos demais e com um rosto meio estranho, sem falar de um cabelo liso escorrido que o fazia parecer estranho. Houve outro tempo em que ele se olhava ao acordar e amava seu porte físico meio atlético fora de forma, mas na medida certa. Além desse, houve o tempo em que só se achava um garoto charmoso e legal.

Hoje o tempo é outro e tudo que ele consegue ver são os olhos vermelhos envoltos pelas pálpebras que se dividem numa tonalidade meio escura, negra, cinza talvez. Ele não entende. Ele só queria ver aqueles olhos castanhos brilhando naturalmente e não o brilho das lágrimas pesadas. Queria ver os olhos sorrindo do jeito que sempre foram. Queria ver o olhar travesso, gentil e um tanto inocente que sempre teve. Não aquele olhar de cansaço, tristeza e de alguém que precisa de abraços.

A sua esperança é o céu. 

Sua esperança é de que seja só mais um tempo que logo passará. Afinal, a vida não é feita de fases? E as fases não passam?

"Talvez", pensa ele, "tenha sido as minhas escolhas que levaram a me encarar de uma forma pouco orgulhosa na frente do espelho." Parece loucura, pois ele ama o que faz, ama o que estudou, ama o que estuda, se envolve demais, ajuda demais, faz demais, ama demais... No fundo quem escolhe não sentir, sente mais que o dobro. Na maioria dos casos, os olhos dizem um pouco mais da metade do que precisamos saber sobre o que as pessoas sentem, contudo não aprendemos a ler o olhar das pessoas. Aprendemos apenas a olhar e não se importar. Aprendemos a olhar para o lado, para um ponto cego nos rostos das pessoas. Aprendemos ainda menos a olhar nos nossos olhos e nos enxergar neles.

Por J. A. 

TEMPESTUOSO


Anda em linha reta e dobra. Volta à linha reta e faz a curva. Outra linha reta e repete o caminho. Do nada para o lugar nenhum. Ele caminha para esfriar a cabeça e não soltar os berros presos na garganta dolorida. O lugar não permite. O tomariam por um louco.

Tenta puxar assunto, mas se sente compelido a sair. Não quer ser chato ou um tranbolho de lorotas sem sentido como sempre.

Dentro dele existe uma tempestade acontecendo recheada de raios e trovões, raios tão profundos que nem Zeus, se existisse, conseguiria produzir com tanta veemência. A tempestade é intensa como se Zeus e Poseidon tivessem apostado quem conseguiria destruir tudo primeiro.

Ele se acomoda na cadeira, enfim, mas suas pernas não param quietas. Ele daria tudo para sair dali e só ficar ao lado de alguém olhando para as estrelas. Sem falar nada. Não quer está só, mas sua agitação o leva a solidão. Alguém tão calmo por fora e tão tempestuoso por dentro. O seu único desejo naquele momento é o equilíbrio das forças que regem seu interior.

Seu coração chora. Ele já chorou mais do que o necessário. Já chorou por coisas que não devia e agora chora por motivos desconhecidos. Afinal, o que acontece com a alma para que ela, às vezes, esteja tão agitada?

Hiperativo diante de uma vida que está indo rápido demais, parece que nem estamos vivendo...

Por que?

O que está acontecendo?

Ele, então, escreve. Escreve para tirar de si qualquer coisa que o possa consumir. O arrepio o alcança e de novo e de novo e de novo e de novo e de novo e de novo... Diante das tempestades, chorar parece mais fácil. 


Por Jônatas Amaral

[BEDA #03] 3 coisas para pensar antes de aceitar fazer o BEDA e uma mudança necessária!

RESPIRA!!!
Há uma semana eu anunciava com toda a felicidade e determinação do mundo que havia aceitado me desafiar a fazer o BEDA aqui no blog. Persistir com determinação nos primeiros dois dias, contudo o mês de agosto me reservou algumas surpresas logo de cara e novos desafios foram postos à mesa. Desta forma, com tantos desafios, em tão pouco tempo, alguns teriam que ser sacrificados. Produzir 31 posts, um por dia, seria algo que não caberia em meio a tantas novidades. Além disso, fazer as coisas de qualquer jeito não seria justo com este espaço que amo tanto, nem com você que me ler. Não gosto de fazê-lo perder tempo.

Desta forma, o BEDA (Blog Every Day August) passar ser HALF BEDA. Qual a diferença? "Half" é metade de um inteiro, logo ao invés de 31 postagens, haverá 16 postagens ao longo deste mês. Serão todos posts especiais e que espero ser de grande valia para tornar seu dia mais enriquecedor.

Jônatas, isso é desafiador? Sim! Talvez você nunca tenha percebido: nunca, NUNCA, houve mais de 10 postagens por mês por aqui e esse mês iremos bater essa marca. Para você não dizer que esse post não vale já que só estou fazendo até aqui um comunicado, listo abaixo 3 coisas para pensar antes de aceitar fazer o BEDA:

1- Se programar com antecedência.


Viu todo mundo entrando na onda do BEDA? Achou legal? Ótimo! Pegue um caderninho e veja como você irá fazer esta loucura. Se chegar a conclusão de que você não vai conseguir, deixe para o próximo. Não aceite o desafio de supetão e saia anunciando para seus leitores. Se programe, pois não adianta fazer algo de mal jeito e oferecer conteúdo sem graça e irrelevante.

2- Ter posts pré-estabelecidos e quase prontos


O desafio consiste em justamente fazer posts variados ao longo de 30 dias. Encontrar 30 ideias legais para postar todos os dias já é difícil e você não vai conseguir fazer isso de um dia pro outro ou no mesmo dia. É possível? É. Desde que você não faça mais nada além disso. Sejamos loucos, mas com os pés no chão. 

Crie alguns posts com antecedência e comece a escrevê-los. Ter pelo menos uma semana de posts adiantados já é uma ótima frente. Fique ligado!

3- Entrar para um grupo


Grupos como o Interative-se é excelente para te motivar a não desistir e, também, para lhe oferecer ideias para os 30 dias ou para os 15 dias. É divertido e você ainda sabe que poderá ter uma interação constante com um bom grupo de pessoas.

Por fim, me comprometo a postar mais 13 posts até o dia 31 de agosto! E seu comentário é de grande ajuda! Let's go!


Confira os primeiros posts:


[BEDA #02] "P.s. Eu te amo": Escolha... Viver.

 

Muitas vezes coisas inesperadas acontecem e mudam a nossa vida, reviram-na de cabeça pra baixo, tira de nós o nosso porto seguro nos levando para  o alto mar ou para seio desconhecido de uma floresta de pedra. Quando perdemos alguém, o vazio que sentimos é tão profundo e incomensurável. O luto é um estado de alma e nesse estado múltiplos sentimentos nos envolvem. Nunca sabemos como lidar e ainda que vivamos tal fato inúmeras vezes nunca nos acostumamos ou saberemos como lidar.

É assim que eu imagino o luto. Nunca perdi alguém muito próximo para a morte, mas já perdi muitas pessoas na vida. Alguns amigos e alguns amores. É difícil saber que aquelas pessoas existiram e não estão mais do seu lado de alguma forma. Como lidamos com isso depende da forma que aconteceu, da nossa força, mas sempre é algo triste, estressante no mínimo.

Eu entendo, em parte, o que a Holly sente nesse livro chamado "P.s. Eu te amo". Entendo que é difícil se ver perdida numa vida que ainda está na metade. E os filhos que ela não teve como amor da sua vida? E os momentos que não viveria mais com amor da sua vida? A vida segue e não queremos que ela siga em frente. Ela vê seus amigos construindo famílias, tendo filhos, reencontrando o amor. Fico pensando o que aconteceria com ela se Gerry não tivesse deixado algumas cartas para ela? Como ela se reergueria? 

Holly me parece inteligente e muito capaz, mas extremamente dependente, talvez, das pessoas a sua volta. Não a considero nem um pouco egoísta. Mas, ela precisava de algo para se reeguer. Eu queria saber mais de como era a vida dela com o Gerry, como seria sua vida com ele. Mas, eu não posso. Não tenho como.

BEDA
DUBLIN, Irlanda.
Cecelia Ahern através dessa história me levou para uma viagem bem humorada, melancólica, dramática e divertida com alguns personagens que parecem meus amigos de tão próximos que eu fiquei deles. Eu queria ser amigo Sharon e da Denise, sair pra curtir com o Tom e com o Daniel. Faz tempo que um livro não me aproxima tanto de alguns personagens. Fora os lugares que eu visitei com esse livro. É a primeira vez que vou a Irlanda e quero ir lá mais vezes. Será que o Diva Club existe? Quero voltar àquele lugar.

Se eu tivesse um jardim eu convidaria o Richard para cuidar dele. 

Eu poderia ser puramente crítico. Você olha o título do blog e pensa: "Nossa, esse texto é muito pessoal para um blog que se autointitula 'Alma Crítica'". Bobagem. A crítica também é um estado de espírito; olhar algo de forma crítica é olhar, também, com o coração. Sem dúvida esse foi um livro que tocou meu coração e que ficará na minha memória pelo seu humor, pelo bem que me fez.

Às vezes me sinto como a Holly: perdido, querendo que as pessoas entendam o quanto algumas coisas são difíceis para mim no momento, tentando se reerguer e parecer forte, mas me sentindo frágil e confuso por dentro. Tento encontrar algum trabalho que eu realmente goste e que me dê alegria. Nossa, trabalhar onde a Holly trabalha seria incrível! 

Dizem que comédias românticas romantizam tudo, bom, elas são comédias românticas é o que elas provavelmente devem fazer, porém por conta disso as pessoas as tomam por meras histórias imbecis e inverossímeis com a realidade. Olha, talvez se nós romantizássemos um pouco mais a vida, passaríamos a olhar para ela de uma forma mais bonita. A vida não é um filme do Christophen Nolan e também não é um filme de Terrence Malick, muito menos não é um filme de Tarantino. A vida é uma mistura de coisas, a vida também é uma comédia romântica.

Eu espero que se você ler esse livro ele te emocione tanto quanto a mim, não no sentido de chorar até as últimas lágrimas, mas no sentido de te fazer olhar para a vida de forma mais otimista, mais seriamente; com a certeza de que nunca estaremos sozinhos. Ler esse livro me ajudou na fase em que vivo e me inspirou a seguir. Façamos como a Holly: no fim de tudo escolheu, por um tempo indeterminado, simplesmente... viver.

Por Jônatas Amaral

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[BEDA #1] UM DESAFIO LOUCO PARA O MÊS DE AGOSTO...

Hello August and Hello People!

So, Eu estou aqui para anunciar que enlouqueci de vez. Este ano tenho realmente feito algumas loucuras na minha vida e aceitado alguns desafios que todo mundo me olha e pensa: "Você realmente perdeu o juízo, isso não vai dar certo!". Sinceramente e sutilmente estou meio que respondendo: "Dane-se! Bora ver no que dá"!

Cara, a vida é feita de desafios e simplesmente quero desafios para tentar viver intensamente. Tenho encontrado alguns e me jogado neles. Não sou irresponsável e sei que tenho obrigações e tenho que procurar ser cauteloso, porém preciso de coisas que sejam únicas e que superem tudo que já fiz. 

Awesome!!!
Por isto, decidir hoje mesmo aderir Ao BEDA (Blog Every Day August) que consiste, como o próprio nome diz, posts diários durante o mês de agosto. É um desafio antigo, mas de grande repercussão por aí. Este ano entro nessa jornada com a ajuda de ideias e incentivo do grupo Interative-se, que você devia conhecer.

Durante este mês vocês irão ver por aqui resenhas, listas, posts especiais, e quem sabe, um sorteio. Então, se você é novo  por aqui peço que siga o blog pelo GFC e, principalmente, curta a nossa Página no Facebook e vamos curtir esse mês juntos. Seu comentário será de grande alegria para mim e você não sabe o quanto você me ajudará.

Alguns dos posts previstos para este mês estão:

1- As melhores músicas originais de filmes de 2017
2- Meus blogs e Canais favoritos
3- Resenha de "A Metamorfose" de Kafka
4- Post especial sobre "O Morro dos Ventos Uivantes"
5- Um post completamente em Inglês sobre algo que ainda não sei o que é! kkkk

e muito mais!

Se você curtiu? Bora junto se divertir e se desafiar!!! Okay?



Por Jônatas Amaral

Confira os outros posts do projeto

[BEDA #02] "P.S. EU TE AMO": ESCOLHA... VIVER.


Confira os outros blogs participantes:

7 músicas de 2017 que você deve conhecer agora!

Ana Vilela, Anavitória, Imagine Dragons, Luiza Possi, Israel Subirá, Priscila Alcântara, Mar aberto

Chegamos aos últimos meses do ano de 2017 e, provavelmente, ainda teremos muitas surpresas no mundo da música brasileira e mundial. Muitas canções viraram sucessos imediatos como Praying da Kesha! ou mesmo Swish Swish da Katy Perry, mas essas canções todo mundo já ouviu (Como assim você não ouviu? kkk). Nessa lista selecionamos 7 músicas que foram lançadas este ano e que, se você ainda não ouviu ou não conhecia, você deveria fazer isso agora mesmo. São canções de muita qualidade por diversos motivos.

Lets' go!

1# Linda - Projota feat Anavitória


A parceria de Projota com o duo Anavitória ofertou uma canção deliciosa de escutar e curtir. É uma música de amor e sedução leve e com uma letra com muitas referências a artistas que, de alguma forma, falam de amor e que oferecem desde muito tempo as melhores frases para se iniciar paqueras, ainda que hoje em dia elas se tenham ficado meio esquecidas. É uma canção sobre se relacionar. Uma das melhores do ano, com total certeza.

2# Believer - Imagine Dragons


Não é de hoje que Imagine Dragons oferece canções com forte impacto e bastante populares, além de uma sonoridade interessante. O novo álbum, chamado Envolve, é um dos melhores álbuns, em minha opinião, da banda até o momento. Uma canção se destaca por sua força, impacto e mensagem. "Believer" é uma música que fala sobre a forma que a dor nos fortalece, como os impactos podem nos tornar mais fortes e confiantes. O clipe reforça estas ideias com uma luta de boxe, com cenas que vão num crescente de impacto. É excelente!

3# Me leva pra casa - Israel Subirá


Uma das melhores músicas cristãs lançadas este ano não vêm das mãos dos considerados "grandes nomes da música gospel". "Me leva para casa" é uma música que mexe com nossos sentimentos diante de um Deus tão amoroso. Ainda que você não seja cristão, esta é uma canção em que você pode entender melhor o amor Deus. Quantas vezes não nos pegamos pensando como Deus pode nos amar apesar de tantas coisas que fazemos?

Israel Subirá têm um canal no Youtuber e lançou esta canção, você pode ver AQUI! o depoimento dele sobre a composição desta canção, que sem dúvida é uma das melhores músicas de 2017 e que você precisa conhecer agora! 

4# Se fosse tão fácil - Mar aberto


"Mar aberto" é um duo indie-pop formado por Gabriela Luz e Thiago Mart que fazem diversos covers em seu canal no Youtube, contudo este ano lançaram músicas autorais de boa qualidade. Uma das que mais chamam atenção é "Se fosse fácil", uma canção romântica e linda para cantar para aquele parceiro(a) com um violão na mão e conquistar um pouco mais. Você deve conhecer agora essa música e esse dueto incrível!

#5 A lista - Luiza Possi e Oswaldo Montenegro


Oswaldo Montenegro compôs "A lista" para um espetáculo musical lançado em 1999, contudo este ano um novo arranjo foi feito, trazendo um dueto com Luiza Possi. É uma canção fria e que fala diretamente com o ouvinte. Ainda que não seja uma canção lançada oficialmente este ano, o clipe e o single como dueto torna-se conhecido em 2017 e você precisa e deve conhecer esta música agora. Prepare-se para ser impactado.

#6 Tanto faz - Priscila Alcântara


Se você não sabia por onde andava Priscila Alcantâra; se você não sabe que ela criou um canal que atingiu 1 milhão de inscritos em alguns meses, se você não sabe que esta têm se dedicado a música de forma extensa e trazendo algumas inovações para o seio da música cristã, você deve conhecer o novo single agora mesmo!

"Tanto faz" é uma canção intimista e que na sua essência retrata uma conversa entre um cristão e Deus, mas você entenderá quando eu digo que esta interpretação só pode ser vista até determinado ponto. É uma canção forte e muito bem produzida. Dentro da música cristã, Priscila Alcantâra ainda deve surpreender muito.

#7 Trem Bala - Ana Vilela


Como assim, Jônatas? Todo mundo já ouviu essa música! Tá doido?

Calma! Acho que muita gente já ouviu falar da canção, mas acredito que ainda têm muita gente que ainda não a ouviu de fato. Eu mesmo só ouvir ela recentemente e por isso fecho essa lista dizendo que essa música deve ser ouvida, cantada e vivida por todo mundo! Se não conhece, conheça agora. Se já conhece, escute novamente! 

Curtiu? Compartilhe este post com seus amigos e deixe nos comentários a sua lista de músicas de 2017 que todo mundo devia conhecer também! 

Por Jônatas Amaral

Confira 3 álbuns para ouvir no #DIAMUNDIALDOROCK


Song to Song (2017): Terrence Malick apresenta mais do mesmo?

"Song to Song" (De Canção em Canção, 2017) é uma história com muito potencial, mas que prejudicada.

"Song to Song", ou "De canção em canção", é o novo filme de Terrence Malick, diretor conhecido por seus filmes filosóficos e poéticos como "Além da Linha Vermelha" (1973) e "A árvore da vida" (2011). Quando em 2011 o diretor trouxe aos cinemas um filme recheado de frases intimistas e filosóficas, visualmente diferente, narrativamente difuso, composto de ângulos, composições artísticas e visuais distintas, muitas pessoas passaram a ver uma nova vertente do diretor.

Terence Malick nos seus últimos projetos passou a contextualizar suas histórias na contemporaneidade e refletir bastante sobre essa Era em que vivemos, sobre as relações humanas, sobre os conflitos internos referente a tantos novos paradigmas criados e quebrados. Isso funcionou maravilhosamente bem em "A árvore da vida", ainda que não para todo mundo. Tal filme trata sobre a construção de laços familiares, da construção da paternidade, de solidão. É um dos filmes mais lindos que já vi.  


Em seguida, em 2013, Malick lança "Amor Pleno", com praticamente o mesmo estilo etéreo, imagético, poético, quase sem diálogos e contemplativo do seu filme anterior. Contudo, essas sequências parecem se tornar algo estranho e repetitivo aos olhos dos espectadores. Neste filme, o autor já trata sobre amor, paixão e fé. É um filme lindo com reflexões profundas, mas sem deixar de promover aquela sensação de cansaço. A falta de linearidade afasta o espectador, pois o deixa confuso e refletindo se realmente o filme possui uma história a ser acompanhada ou é apenas uma série de reflexões misturadas.

Com um elenco estrelar, Malick lança este ano "De canção em canção" que já pelo trailer se pode entender que segue o mesmo estilo dos filmes anteriores. Contudo, com um elenco tão bom e ambientando a história no amplo universo da música. O filme prometia.  A pergunta que fica ao terminarmos de assistir este filme é: Isso não é mais do mesmo? 

A HISTÓRIA

Em sua essência temos uma história de amor envolvendo um triângulo amoroso envolvendo os personagens Faye (Ronney Mara), BV (Ryan Gosling) e Cook (Michael Fassbender). É uma confusão imensa esse relacionamento já que Faye se envolve com ambos. Quando esses relacionamentos geram conflitos que os distanciam, novos outros relacionamentos são iniciados. BV se envolve com Amanda (Cate Blanchet), Cook se envolve com Rhonda (Natalie Portman) e Faye com Zoey (Berénice Marlohe). Diante de tantos exemplos, de fato, é um filme que trata da fragilidade da relação humana. Será?

Faye, Cook e Rhonda são personagens que constantemente se vêem presos dentro de suas escolhas, caminhos e infortúnios. Querem ser livres, viver experiências inestimáveis, contudo toda a sua trajetória, por mais sensorial que seja, os prende aos seus próprios anseios, as próprias consequências de seus atos. O final de Rhonda é um dos mais emblemáticos do filme já que é um extremo. Então, talvez, o filme seja sobre o peso das nossas escolhas.

Ryan Gosling Ronney Mara
Ronney Mara e Ryan Gosling

Por outro lado, temos BV que quer alcançar a fama e o sucesso. Se alia a Cook, mas quebra a cara. Então, talvez, estejamos dentro de uma história que quer nos fazer refletir sobre as futilidades da vida. 

Não é uma história carente de possibilidades ou que não tinha potencial. O diretor não constrói uma história linear. Há um excesso de flashbacks, idas e vindas no tempo. Em determinado momento não conseguimos identificar se estamos no presente, no passado ou no futuro. Assim como em "Amor Pleno" temos um filme que parece ser um Brainstorm ("Chuva de ideias") do diretor, ou seja, diversas reflexões sobre temas variados misturados com uma excelente trilha sonora.

O ELENCO


O grande destaque aqui vai Michael Fassbender e Natalie Portman que fazem milagres com seus personagens, trazendo alma e vida a eles, mesmo presos a pequenas frases, movimentos estranhos em frente a uma janela, à troca de olhares. São personagens com muito potencial sendo desperdiçados por um roteiro engendrado em suas excentricidades. 

Michael Fassbender e Natalie Portman
Contudo, eles são responsáveis pelas cenas mais bonitas do filme e algumas das mais dramáticas e 'assustadoras' da história.


VISUALMENTE FALANDO

É lindo. Com composições estéticas incríveis, com uma fotografia exuberante, vívida e cheia de detalhes. O elenco trabalha muito com o corpo para mostrar as conexões entre eles e essas danças e experiências sensoriais, quase teatrais, são produtos visuais incríveis. Porém, um filme de duas horas em que muitos desses recursos ficam se repetindo, cansa, enjoa, entedia.

A OPINIÃO DE UM FÃ DO GÊNERO E DO DIRETOR


Sou um apaixonado por filmes de drama e, principalmente, os reflexivos. Me tornei fã do diretor em 2011, tanto que todos os trabalhos do diretor lançados no Brasil, desde então, eu vi no cinema. Contudo, este filme me decepcionou bastante, pois esperava realmente algo narrativamente um pouco mais dinâmico e coeso. Desta forma, respondendo a pergunta do título, acho mais do mesmo só que inferior. Não é um filme de todo ruim, este tem uma história um pouco mais palpável, algo que faltava em "Amor pleno", contudo a 'mistureba' prejudica o filme, os excessos de coisas já vistas antes é frustrante. 

O cinema atual de Terrence Malick definitivamente não é para todo mundo. Têm coisas boas e ruins. Se você é um amante de cinema não deixe de passar pela obra deste diretor, mas não comece por "De Canção em canção". 

Por Jônatas Amaral


[ URGENTE! ] O MUNDO ACABA HOJE: o que você vai fazer?

O MUNDO ACABA HOJE

FALTANDO 24 HORAS... 

Daqui a 24 horas o mundo vai acabar. Depois de tantas propagações, pregações, fanatismos, o mundo vai acabar. São apenas 24 horas de vida a mais a contar de agora. O que você vai fazer? Eu decidi parar durante uma hora para ouvir algumas músicas e refletir sobre o que faria no curto futuro que terei. Saber quando tudo vai terminar, torna tudo um pouco mais simples. Tiramos das nossas costas as incertezas do amanhã. 

Não tenho tempo para perder, mas não vou me apressar.

Decidi por vontade própria reconhecer e aceitar o fato. Então me pergunto: Agora que sei que o mundo vai acabar nas próximas horas, o que eu farei? 

Penso rapidamente sobre o que isso significa e tento entender que o amanhã não vai existir. Tento entender que eu tenho o hoje para viver e a forma como eu viverei este dia fará toda a diferença.

É algo desesperador, de certa forma, porque vivemos a vida em constante certeza de que teremos tempo para fazer tantas coisas e, de repente, o seu tempo é restrito e simplesmente não dá para fazer tudo o que queria. 

Já é noite e estou cansado. Isso significa, então, que passarei oito horas dormindo ou vou sair pela noite e me divertir? E quando eu acordar amanhã, meu café eu tomarei como sempre? Demorarei em levantar, como sempre? Não falarei com meus pais de forma amigável, como sempre? Meu Deus! O Mundo vai acabar e eu não estou preparado para isto... 

Meu coração está aqui tentando entender essa situação. Eu só sei que não posso viver um dia falsificado, não posso viver um dia como um espetáculo de bonecos de plástico ou de papel. Já chega de uma vida de papel.

Insight!

Onde está meu coração? Onde está o meu coração ali estará o meu tesouro. Onde está o meu coração? Talvez, se eu responder esta pergunta eu saiba o que fazer, saiba para onde ir e onde passar este último dia. Mas, e se meu coração estiver em um lugar falsificado, sem vida, podre, sujo e despedaçado? O que eu farei?

23h45 minutos depois

Esses são os últimos 15 minutos antes do mundo acabar. 

Não conseguir responder de forma clara e precisa as perguntas que fiz anteriormente, então decidi viver o dia. Vi um filme com os meus pais: “A Bela e a Fera” dirigido pelo Bill Condon e ao final do filme eu fui dormir. E chorei de desespero porque a vida ainda não tinha acontecido da forma que eu queria. As perguntas ainda não tinham sido respondidas. Eu ainda não tinha encontrado um jeito de encarar o amor. Ainda não tinha visto o meu filho. São detalhes da vida que queremos viver e não são superficiais.

crônicaAcordei e vi as mensagens dos amigos e daqueles que antes estavam distantes. Não os alarmei, apenas os questionei. Eu naveguei um pouco na internet, vi alguns vídeos do Felipe Neto, ouvir um álbum do Imagine Dragons, conversei com uma paixão antiga, por fim, decidir ir à cada do meu amigo e assistimos ao primeiro filme do Senhor dos Anéis. 

O mundo tá acabando e, de repente, não me sinto realizado. Achei que ao final de tudo um insight me diria que tudo o que vivi foi o suficiente. Não foi. Não é justo. Queria ter feito mais coisas, mas com que recursos? Com que força? Não adianta pensar em coisas loucas para se fazer no último dia de sua vida, a realidade não é tão ilusória. No final a gente apenas vive o comum de forma mais intensa e emocionante. 

Nesses últimos minutos que me restam, decido olhar para os céus e ao som de “No longer slaves” agradecer a Deus por tudo, mesmo que haja uma tristeza no meu coração pelas coisas que não vivi. Agradeço por ter vivido, pela minha família, pelos amores e pelos amigos que fiz. Agradeço pelas canções que conheci e pelos filmes que tive a oportunidade de vivenciar. Agradeço por ter vivido uma vida com Deus. I am a child of God!

Paro, escuto e espero. 

É a hora de encontrar com o Pai. É a hora em que tud.....................................................................

Por Jônatas Amaral

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva de Julho do grupo Interative-se! Vem conhecer!

Fim do mundo

[RESENHA] "O TREINADOR DO MEU SOBRINHO" por Vanessa Gramkow




“O treinador do meu sobrinho” é o primeiro livro da autora catarinense Vanessa Gramkow que também é professora formada em Pedagogia. Foi uma grata surpresa ,o contato da autora para que pudéssemos proferir uma apreciação acerca do seu grande sonho, agora, publicado.

De imediato, gosto de dizer, que me divertir muito com a leitura, principalmente por considerar que este não é um livro que eu compraria pelo título ou pela capa, não sendo meu tipo de leitura principal. Por esse motivo a leitura foi surpreendente, pois foi divertido acompanhar a história dessa mulher tentando encontrar a felicidade.

Duda é uma personagem que já enfrentou muitas coisas na vida, principalmente no que tange a sua vida amorosa. Conhecida por ser a modelo que negou desfilar por um milhão de dólares. É ousada, independente,  um tanto mimada às vezes, têm uma ligação especial com seu sobrinho Igor. É por conta dele que viaja com a família para acompanhar o campeonato de tênis onde o sobrinho é o favorito.

Nessa viagem, inesperadamente, ela conhece um homem tão ousado quanto ela e que causa nela sensações quentes e inesperadas. Não demora muito para saber que este homem é o treinador do seu sobrinho. Esta viagem ainda reserva a Duda o reencontro com uma antiga história de amor do passado que poderá levá-la a lutar pela sua real felicidade.

Querido leitor, esta não é, sem dúvida, a história de amor mais inovadora do mundo, contudo é o tipo de história que você ler para relaxar e refletir um tanto sobre as coisas boas da vida, sobre aqueles acontecimentos engraçados e, às vezes, inesperados da nossa vida. 

O final do livro nos remete a dois tipos de amor distintos que é muito questionado se existem por tantas pessoas, amores tão distintos que não sabemos como chamá-los. Eu já sentir um amor profundo por alguém, mas que não era um amor apaixonado, um amor quente, mas um amor diferente, de querer cuidar, de querer estar junto, quase como o amor de um amigo. Como se defini isto? É mais ou menos essa relação que o livro trás. Foi justamente essa reflexão leve que fez com que o livro ganhasse mais minha atenção.

O romance carece um tanto de um desenvolvimento mais coerente dos personagens, acho que o André muda de personalidade de uma forma abrupta. Não que isso seja um problema megalomaníaco, o estilo de história nem pede algo tão complexo assim, mais sentir falta daquele sarcasmo do inicio no personagem nos últimos capítulos.

Os personagens coadjuvantes são muito bons, principalmente o Igor que é atrevido e bem esperto para sua idade. E a personagem Vitória que nos é apresentada no final da história e que simplesmente mostra a força de uma personagem pequena, mas gigante por conta de sua história.

No que tange a edição, devo dizer que em uma possível segunda edição é necessário uma revisão um pouco mais cuidadosa em alguns pontos, existem alguns erros gramaticais e de digitação bem visíveis. 

Em geral, este foi um livro que gostei de ler pela sua leveza e tranquilidade, além de poder trazer aos corações mais românticos aqueles suspiros e emoções que só uma boa história de amor é capaz de nos fazer sentir.

Por Jônatas Amaral
Livro cedido pela autora

[RESENHA] "MULHER MARAVILHA" (Wonder Woman, 2017)



Eu acompanhei durante todo esse tempo a preparação para o filme solo da Mulher Maravilha: desde seu anúncio, escalação de elenco, divulgação dos posteres, exatamente tudo, inclusive a confusão que foi os possíveis comentários internos ao estúdio de que o filme estava uma bagunça generalizada. Diante de tudo o que li é possível pensar que se em algum momento houve uma confusão no processo de preparação deste filme ele foi solucionado totalmente na edição final.

De fato, "Mulher Maravilha" perde o charme diferenciado no seu ato final, mas tudo o que você sente ao terminar de ver o filme é satisfação. É um filme empolgante na dosagem certa. É um filme que, inclusive, te oferece espaço para curtir com o amigo do lado, de dá uns beijos no parceiro(a), fazer um comentário, existe tempo para isso. São 2h30 de filme que te divertem e te empolgam a querer mais e mais da personagem principal. É um excelente filme de origem.


Algo que me incomoda profundamente nos filmes da Marvel, por exemplo, é a sua limitação no roteiro de ter que se encaixar dentro do universo amplo de filmes, fazendo com que os filmes de origem e as sequências sejam mais um prelúdio para outro filme. Eu só não sentir isto, recentemente, em "Guardiões da Galáxia vol. 2". Eu tinha medo de que este filme da Mulher Maravilha sofresse por conta de, também, está fazendo parte da construção da base para formação da Liga da Justiça no cinema, mas, para meu alívio, ele é desgarrado das amarras, linkado de forma simples e sutil, nada forçado. Apresenta a personagem, constrói um arco dramático, oferece um vilão e fecha sua história e #partiu Liga da Justiça. É um filme de herói que tem um fim, ao mesmo tempo que deixa aberto o caminho para dali para frente, sem precisar de um gancho megalomaníaco.

O filme possui três tons muito bem delimitados. Inicialmente, temos um ambiente que beira o lúdico, o majestoso, típico de filmes sobre mitologia. É elegante, rústico, selvagem. O segundo momento é algo que flerta mais com o humor ingênuo da personagem em um ambiente tão hostil e violento em plena segunda guerra mundial. O terceiro momento é o ar de cataclismo total já bem comum nos últimos filmes da DC. Os dois primeiros são bem construídos, possuem, inclusive, uma estética que dá personalidade ao filme. A câmera lenta é algo que funciona em alguns momentos. O terceiro momento me incomoda por ser o menos original de todos, ainda que seja realmente bem empolgante.

O Chris Paine me surpreendeu grandemente no filme pela sua verdade e presença em todas as cenas, nos fazendo gostar dele desde o primeiro momento até seu derradeiro momento. A Gal Gadot, além de linda, mostra que foi a escolha perfeita para essa nova versão da personagem nos cinemas. Ela têm um presença poderosa em cena, ainda que careça de alguns recursos cênicos como atriz. 


E, por fim, o vilão do filme é realmente algo a se destacar. É um daqueles vilões ambíguos em suas motivações, pois aquilo que ele devia representar e as suas atitudes não são coerentes, contudo essa dualidade estranha torna ele ameaçador e realmente alguém que consegue antagonizar de forma incisiva a heróina, mexendo com os pontos fracos dela.

Quando tudo acaba, fica o sentimento de satisfação, de empoderamento. A figura da Mulher Maravilha representa muito esse sentimento de força, de determinação e vontade de fazer o que quiser, ainda que o mundo diga que você não consegue. E tudo isso está contido neste filme tão forte e divertido. Vá ao cinema assistir e aproveite! 



Por Jônatas Amaral