[PLAYLIST] O Meu 2017 em 12 músicas: uma retrospectiva



2017

Posso dizer com total certeza do mundo que este foi o ano mais dificíl que já vivi. Foi um ano com experiências e momentos inesquecíveis e muito esperados, melhores do que o esperado. Um ano muitas vitórias.

Da mesma forma foi uma ano de mudanças e muitas tristezas. Foi um ano em que pela primeira vez eu sentir minhas bases completas quase caírem por completo. Foi um ano de novos começos e de muitos fins.

Quando eu parei para pensar em tudo em que eu vivi este ano algumas músicas vieram a minha mente e que de alguma certa forma traduzem o que eu aprendi, o que eu sentir ou mesmo foram trilha sonoras de momentos importantes dessa história.

Someone in the Crowd - La La Land


Eu poderia dizer que o inicio do ano foi mágico! A trilha sonora de 'La La Land' por inteiro me acompanhou ao longo de quase três meses. Foi a primeira vez em que assisti mais de 50% dos filmes indicados ao Oscar. Tudo misturado a preparação do meu Trabalho de Conclusão de Curso que só ficou pronto faltando uma semana para o prazo final. Contudo, a canção "Someone in the Crowd" continua sendo aquela que se tornou parte da trilha sonora da minha vida, seja por sua letra que afirma que estamos prontos para ser encontrados por alguém na multidão, seja pela sua melodia que tanto me incentivou a me manter feliz e confiante. 

O TCC foi excelente e como fico feliz de lembrar desses momentos de conquista!


US - REGINA SPEKTOR


É uma música linda que me faz lembrar de um Abril inesquecível de muitas lembranças que ficaram guardadas apenas em minha memória. Nunca poderão ser escritas ou narradas. Existem memórias que são assim. Essa canção inspirou uma das histórias mais lindas que já escrevi. Ela esteve presente na minha ida ao cinema ou pequenas idas e vindas de carro. É um suspiro romântico antes do inicio das batalhas.


Youth - Daughter


Eu conheci essa canção em um momento muito oportuno. A conheci por meio da comoção em torno da série "13 Reasons Why" que por sinal foi um daqueles outros momentos de preparação para batalha. Assisti a série com um amigo, mas a canção eu escutei sozinho. A escutei muitas vezes durante os meses que se seguiram. Principalmente no mês de Maio.

Maio. O mês que tudo mudou. Talvez o mês mais difícil a minha vida. Todos nós teremos momentos em que estaremos completamente abatidos e sem forças. Querendo desistir de tudo. Sem chão. Sem saber o que fazer. Sem querer ouvir ninguém, mas ao mesmo tempo querer o máximo de pessoas que ama perto de você.

Maio foi um mês em que eu disse a mim mesmo: Não dá mais pra continuar assim! A ilusão me levou por caminhos que me matariam. O que fazer? As vezes, vamos ter ajuda para sair da profundidade dos poços, mas temos que lembrar que, as vezes, nós causamos as quedas e cabe a nós decidir ficar no chão ou levantar.

Malibu - Miley Cyrus // Something Just Like This - Coldplay & The Chainsmokers 


Então, chegamos a Junho. As coisas haviam se acalmado, mas dentro de mim e até hoje elas continuam um pouco embaralhadas. Contudo, Junho me trouxe alguns detalhes inesperados.

Fazer outra graduação? Mesmo tendo acabado de terminar uma? Parece loucura. Até hoje parece. Mas eu aceitei e escolhi por mim mesmo, quase solitariamente, aceitar este novo desafio.

Não seria fácil, eu precisei abrir mão de muitas coisas que eu poderia fazer. Assumi uma responsabilidade diante de muitas pessoas.


Naquele novo lugar, vislumbrei algumas pessoas que começariam se tornar importantes nos meses seguintes, de alguma forma. E eu não estava procurando pessoas com super poderes, mas relembrei que elas existem.

Eu nunca fui um super herói, mas decidi que eu precisava ser quem eu era. Eu sou aquilo que a Liberdade diz que eu sou.

Foi então que Julho chegou!


WE ARE THE CHAMPIONS - Glee Cast


03 de Julho de 2017.

A minha maior vitória em quatro anos. Uma das minhas maiores conquistas. Um dos melhores dias: O dia da minha formatura.

Eu não tenho palavras para descrever esse dia. Chega eu me emociono só de lembrar. A canção "We are the Champions" descreve um pouco do meu sentimento! Estava todo mundo ali. Meus amigos, minha família, amigos antigos e novos! Minha célula!

Fui o orador da turma. Um sonho conquistado!


Só quero ver você - Laura Souguelis e Felipe Hitzschky 



Porém, Julho ainda reservava muitas coisas.

Perdemos uma pessoa muito querida. Perdemos um amigo. Mas, temos a certeza que ele está ao lado do Pai. O Maicon foi alguém muito importante para muitas pessoas. E até para aqueles que nem eram tão íntimos dele. Ele foi importante pela sua alegria, determinação e amizade. Ele nunca será esquecido por todos aqueles que o conheceram.

Em Julho, eu fui em uma mesma semana da alegria incrível para tristeza e para alegria e para tristeza em algo que eu nunca vivi. Mas, me abriu a mente para dizer: Eu preciso confiar em Deus. Porque em todos os momentos eu podia senti-lo agindo. Eu precisava, com muito mais força, aprender a confiar. Foi o momento em que eu percebi que tudo o que eu mais precisava era ver a Deus.

Eu não imaginei que essa canção se tornaria um lema, uma oração para tantos a minha volta. Em Outubro, ela se tornou a música chave do maior evento da minha igreja: O Retiro de Jovens. O soar dessa música ecoou por muitos e muitos dias. E essa oração tem sido, a cada dia que passa, mais forte e mais real na minha vida e na vida das pessoas a minha volta.


MILLION REASONS - Lady Gaga


Voltando um pouco ao mês de agosto. Essa música se tornou parte da minha trilha sonora por muitos motivos.

Cada amizade é única e são construídas de formas distintas. Nunca sabemos onde ela vai dar. Mas podemos sentir que naquele momento elas se tornam importantes por nos ajudarem a ver coisas dentro de nós que não sabíamos ver ou não conseguíamos alcançar.  Não irei citar nomes, mas cito as iniciais. Obrigado A.V. por muitas coisas, mas principalmente pela sinceridade, pela sua amizade e por me apresentar a essa canção.


O Tempo -  Preto no Branco


Quando eu voltei do retiro, ali no final de outubro, essa canção foi lançada. Ela se tornou um oração na minha boca. Porque ela dizia a mim que tudo estava mudando. Reafirmando que eu precisava confiar no tempo de Deus. Não podia meter os pés pelas mãos. Em Novembro, tive mais um baque, mas nunca foi tão bom ver uma resposta de oração ser respondida tão rapidamente e de forma tão clara. E ouvir aquela voz que soa dentro de nós dizendo: Espera e Confia.

Se somos nós que causamos muitas de nossas quedas, precisamos aprender a andar de outro jeito.

TANTO FAZ - Priscila Alcantara



E foi nesse mesmo contexto que "Tanto Faz" se fez presente. Porque ela dizia algo que eu não conseguia exprimir em palavras: "Nada mais importa, porque você preenche o meu ser. Nada mais importa, porque você foi a melhor porta que me abriu".

Eu vou dizer para você: de todas as propostas que eu tive, Viver na presença de Deus sempre foi a melhor de Todas. Ele sempre esteve comigo mesmo naqueles momentos de maio, naqueles momentos de julho, naqueles momentos de novembro de 2017. Em todos os momentos.

This is me - The Greatest Showman


E, finalmente, chegamos a dezembro. Foi quando eu assistir ao filme "O Rei do Show" e escutei esta canção que reflete o que está dentro de mim. Todos nós temos um momento em que precisamos nos encontrar dentro de nós mesmos, de nos ajeitar, de deixar nosso coração ser lapidado e passar a amar o que nós somos aqui dentro. A Liberdade me chamou de canto e disse assim: Não deixe ninguém te dizer quem você é, você é o que você ver em mim. Por isso, preparem-se porque eu venho marchando no meu ritmo, não vou ter medo de ser visto. Sou corajoso, um tanto machucado, eu sou assim. Mas quando as palavras afiadas quiserem me alcançar, eu vou afoga-las. This is me.

Bonecos de Plástico - Palankin



Essa então é a última canção. Aquela que une todas. "Bonecos de Plástico" é a canção que diz tudo e que resume o meu ano de 2017  e que diz o que quero para 2018 e para a toda a vida. Foram coisas que eu pensei, coisas que eu sentir, coisas que decidir expostas em uma música que me impactou profundamente.

2018 chega em algumas horas. E sou muito agradecido a Deus pelo ano de 2017 por mais difícil que tenha sido, afinal todos nós precisamos de desertos. 2017 me ensinou em profundidade a aprender a confiar, a valorizar amizades, a entender o outro, a valorizar os momentos e viver um pouco mais.

Por Jônatas Amaral


[ #OSCAR2018 ] "O REI DO SHOW' (The Greatest Showman, 2017)


Que fique claro:  eu amo musicais! É um gênero pouco realista e escapista. A música é fundamental para o desenrolar da história; os personagens se expressam por meio de canções. Nem sempre isso se torna orgânico e agradável, mas você reconhece um bom musical quando você é imerso naquela história por meio dessas canções. É um bom musical quando a música avança a história. “O Rei do Show” é um bom musical que merece ser visto no cinema. É um espetáculo visual e auditivo, não inovador, mas eficiente para lhe oferecer aquilo que talvez precisamos de vez em quando: emoção, sorrisos, amizade e uma boa ilusão.

“The Greastest Showmen” ou “O Rei do Show” narra a história de Barnum considerado um dos Pais do Circo Moderno. Depois de perder o emprego, Barnum decide colocar em prática seus sonhos de infância e criar o ‘ShowBusiness’. Através de métodos questionáveis diante da lei ele consegue um empréstimo e abre um grande espetáculo de... curiosidades? De humanos diferentes? E com um pouco de malandragem, imaginação e um tanto de orgulho começa uma jornada de ascensão social que irá lhe trazer benefícios, mas também muitos erros e perdas.


A cena de abertura é impactante e já dá ao expectador o tom do filme: imaginativo, vivo, dançante e emocionante! É como um convite para vislumbrar um espetáculo. A própria composição dos planos do filme lhe dará a sensação de está na platéia daquele anfiteatro assistindo histórias de erros e acertos de um personagem questionável, a história de amor de um burguês com uma trapezista, a força de uma esposa e os sonhos de suas filhas, o nascimento de uma família entre pessoas que viviam escondidas.

Barnum (Hugh Jackman) e Charity (Michelle Williams)
Os números musicais são belos e pop. As canções são fáceis de se aprender, muito parecido com as composições do badalado “La La Land”, afinal são os mesmos compositores. Quatro canções se destacam: “The Greastest Show”, “Never Enough”, “Rewrite the stars”, mas o grande destaque é “This is me”. Ela carrega uma mensagem válida e que guardamos no coração ao final da exibição. É uma música de empoderamento inserida em um momento muito forte do filme em que temos renegação, onde aqueles seres humanos são tratados como objetos, apenas como atrações.

 Esse é um tema que é pincelado pelo filme inteiro, mas suavizado até por conta do público que o filme quer alcançar.  Na verdade, vários temas são suavizados pelo roteiro, mas é justificável até determinado ponto já que o filme não quer ser ‘pesado’. Ele quer te mostrar que isso acontecia, mas ser leve no tratamento deste temas, ou seja, não é um filme biográfico que tem um pé na realidade. É fantasioso, é bem familiar, mas não deixa de ser forte e emocionante. Você entende o drama daqueles personagens, pelo menos os que têm certa voz no roteiro. Esse talvez seja um problema, as “atrações” são bem coadjuvantes, logo nem todos possuem uma voz forte e que mostre suas personalidades, com exceções de Anne (Zendaya), Lettie (Keala Seattle) e Tom (Sam Humphrey).

Jenny Lind (Rebecca Fergurson)
Zac Efron e Zendaya possuem um bom número musical que visualmente é incrível de ver. Hugh Jackman é sensacional em musicais e nesse continua tão bom quanto. Michelle Williams está muito bem e mostra delicadeza e força em cena. Agora, Rebecca Ferguson com sua Jenny Lind protagoniza uma das cenas em que o cinema inteiro parou para escutar, pairou um silêncio arrebatador na sessão onde eu estava. O roteiro cria uma expectativa para essa cena que é muito bem realizada e emocionante quando acontece. Você tem que assistir.

Por fim, não é o melhor musical já feito. Muito menos o mais inovador. Mas, é um dos mais bonitos que eu já vi. É alegre e envolvente. Ele não deixa de mostrar os defeitos dos personagens. Barnum era um trapaceiro e você pode questionar se ele era um sujeito bem intencionado em muitos momentos, já que ele utilizava do preconceito das pessoas e de falsas ilusões para ganhar dinheiro, em determinado momento seu orgulho chega a falar mais alto. Acontece que o roteiro te leva para um lado menos escuro da realidade e te oferece um escape da sua realidade, ao mesmo tempo que te faz pensar por alguns minutos sobre o quanto não devemos depreciar as pessoas, mas sim valorizar as diferenças. O próprio personagem passa por essas quedas devido o seu comportamento e trato das pessoas. Um musical tem essa capacidade de nos levar para um espetáculo imaginativo e nos manter ao mesmo tempo na nossa dura realidade.  


Anne (Zendaya) e Phillip (Zac Efron)
Por esses e muitos outros motivos, eu indico você aproveitar esse filme no cinema, mas quando ele sair de cartaz assista e reassista novamente. O filme foi indicado a 3 Golden Globes na categorias de Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Ator (Hugh Jackman) e Melhor Canção Original ('This is me') e foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original. É um espetáculo que você não pode perder. 



Por Jônatas Amaral


Confira outros textos sobre os filmes indicados ao #Oscar2018, Clicando AQUI!


[#OSCAR2018 ] EXTRAORDINÁRIO


O que faz algo ser extraordinário? Como medir o valor de alguém?

R.J. Palacio publicou um livro que mudou muita coisa no meu interior. Quando ela me apresentou Auggie Pullman através do livro "Extraordinário", aprendi o valor da gentileza e aprendi o quanto é precioso quando damos valor a cada pessoa. Acima de tudo aprendi com "Extraordinário" que somos incríveis por sermos tão diferentes e somos fortes por sermos tão iguais.

Existem três frases que me impactaram profundamente ao lê-las e ao encará-las novamente, este ano, nas telas do cinema. Gostaria de escrever sobre essas três frases e espero que possamos dialogar sobre elas e tirá-las do papel, tornando-as uma realidade.


FRASE 01 

Como um garoto cristão aprendi, desde cedo, que o Espirito Santo é capaz de produzir em nós algo poderoso: a gentileza. Ser gentil está longe de ser alguém facilmente manipulável. Ser gentil não é ser 'besta' como dizem por ai. Ser gentil não é deixar as pessoas passarem por cima de você, nem deixar que elas o manipulem com dramas falaciosos. 

Ser gentil é encarar o outro como igual e diferente. Ser gentil é se importa na medida certa. Ser gentil é permanecer do lado de alguém mesmo quando este está de mal humor. Ser gentil é escutar e não tratar mal por tratar mal. 

As vezes ferimos muito alguém através das nossas palavras. Queremos ter resposta pra tudo. Queremos ser os melhores nas ironias ou nas tiradas sarcásticas. Muitas vezes louvamos aqueles que nunca se deixam sair por baixo em uma discussão e que são capazes de dizer as piores coisas para simplesmente mostrar... sabe-se o lá o que... Louvamos a falta de gentileza. Isso é horrível.

A meu ver essa frase fala sobre nos importar com as pessoas e nos aconselha a prestar atenção as coisas que falamos e fazemos. Todos nós estamos enfrentando uma guerra que, muitas vezes, ninguém sabe. Por isso seja gentil. Não custa nada se importar com o que as pessoas sentem. Pergunte se está tudo bem, pergunte se 'dormiu bem', pergunte se 'chegou bem', pergunte se 'teve um bom dia', mas com sinceridade e preste atenção no que as pessoas dizem. Algumas pessoas vão mentir, mas pelo menos você mostrou para elas que têm alguém que se importa.


FRASE 02


As pessoas são diferentes porque todos nasceram para fazer algo especial e todos são iguais porque são diferentes. Por qual motivo adoramos colocar um padrão em tudo? Por que ser diferente é errado, se somos por essência tão diferentes?

Por deixarmos de dar valor as pessoas, acabamos não percebendo as coisas incríveis que cada um de nós faz ao longo dos dias. Não percebemos os talentos, não percebemos a força e a capacidade de unir que alguns têm. Não estou dizendo que as pessoas não tem defeitos, elas tem. Porém, as pessoas não são feitas só de defeitos. Adoramos crucificar as pessoas, mas odiamos aplaudi-las. 

Faça um exercício: Olhe para os seus amigos e busque enxergar neles o melhor que eles tem. Aquilo que você mais ama neles.

Essa semana parei para enxergar isso em alguns colegas de faculdade. Eles não são perfeitos, mas são extraordinários. Percebi que amo muitas coisas neles. Amo o jeito que um deles se importa e se mantém otimista. Amo que jeito que outro se faz ser ouvido. Amo o jeito que a outra abraça e faz as pessoas se sentirem importantes como de fato elas são. Mesmo sendo meio fechado e, às vezes, "bruto" na forma de se expressar, Amo o jeito que ele sorrir e demonstra carinho, humildade, empatia e companheirismo (do jeito dele). Todos eles merecem ser aplaudidos pelo menos uma vez na vida por essas coisas e por muitas outras que serão capazes de fazer. 

Mas e os defeitos? Acho que aqui reside o segredo: todos sempre terão defeitos, mas todos sempre serão especiais por alguma coisa.

FRASE 03


Tudo o que você faz diz muita coisa sobre o que você pensa, sobre o que você é, além disso diz muito sobre quem você pode vir a ser. Algumas vezes fazemos coisas que não refletem quem nós somos. Erramos feio com os nossos amigos. Tomamos atitudes erradas. Somos preconceituosos.

Contudo, mesmo errando podemos tomar outras escolhas e atitudes. Desta forma estaremos tentando de novo. Se magoamos alguém, por exemplo, temos duas escolhas: Deixar pra lá ou Tentar concertar as coisas. Aquilo que você fizer será um monumento erguido em seu nome e sobre você. 

Essa frase diz muito sobre as escolhas que fazemos, elas definirão tudo.  


Por fim,

Você pode achar que estou sendo otimista demais. Desculpe. Eu ainda acredito no ser humano, afinal Deus ainda acredita em nós. Me perdoe se essa justificativa não for suficiente para servir de argumento, mas é no que eu acredito. 

Quero construir um mundo melhor para outras pessoas extraordinárias que ainda estão por nascer.

Obrigado pela gentileza de ler estas palavras até aqui. Você é realmente extraordinário.

Por Jônatas Amaral

DESCONSTRUÇÃO


Existe certa beleza nos momentos de desconstrução da vida ainda que sejam processos dolorosos e nem um pouco fáceis. Há prédios que quando derrubados levam semanas para que seus cacos sejam retirados. Há destroços de casas que somem depois de alguns dias. Há pequenos casebres de madeira que são queimados sem muita dificuldade e em um dia só restam as cinzas mostrando que ali havia algo de valor. Não importa o tempo que leve, sempre há uma dor envolvida.

Contudo, existe uma beleza nesta dor. Você passa a encarar as coisas de forma diferente, com certo saudosismo que para o mais sãos possibilitam ver as lindas memórias construídas, ajudam a perceber que determinados alicerces não foram ladeira abaixo e por ali podem ser construídos outras novas edificações. Ajudam a perceber que havia caminhos que você desconhecia; ajuda-nos a ver o quanto amadurecemos desde a última queda.

Desconstruções são fases. Na verdade, tudo é uma questão de fases. A desconstrução é uma daquelas coisas da vida que podem nos deixar em cacos, mas que, em seguida, nos possibilitam reajuntar tudo e começar de novo. Acredito que esta é a maior qualidade da desconstrução: é o quanto ela nos ensina sobre o quanto temos uma segunda, terceira, quarta, quinta chance. Nos ensina a entender o valor de ter esperança no "seguir em frente". 

Por Jônatas Amaral

"Os 13 Porquês" de Jay Asher: Meu olhar sobre a importância desta obra.



Existem excelentes "porquês" para que você dedique tempo na leitura de "Os 13 Porquês" do autor norte-americano Jay Asher. O seu livro de estreia foi aclamado pelos principais setores de comunicação, além de render uma série da Netflix. Se você assim como eu assistiu primeiro a série, muito do suspense que o autor tenta criar não vai funcionar muito bem, porém você irá encontrar uma obra mais coesa e até mais coerente, na medida em que você terá informações advindas da série que poderão lhe ajudar a entender as entrelinhas desta história.

Fugindo um pouco das sinopses, afinal você já deve saber do que se trata esta história. Certo? Caso não, confira AQUI! Desta forma, prossigamos. Tratar de um tema tão tabu quanto suicídio não é fácil para ninguém, por mais bem intencionado que o autor seja. Por mais pesquisa que este se proponha a realizar. "Thirteen Reasons Why" não é o primeiro nem será o último livro a tratar sobre o tema, mas com toda certeza será um daqueles livros que uma geração vai lembrar com mais intensidade. Afinal, tanto o livro quanto a série são construídos de tal forma que te marca, seja pela reflexões, seja pelos temas, seja pelas cenas tão terríveis, porém reais. Um dos fatores mais interessantes deste livro é sua capacidade de saber deixar detalhes e cenas implícitas. As cenas de violência sexual, por exemplo, presentes no livro não são suavizadas, porém não são descritas. Isso é um detalhe que torna a obra inteligente, pois ela não sugere, ela deixa a informação adentrar no consciente do leitor de forma mais sutil. O acontecimento não deixa de ser forte ou menos real, ele só não é tão chocante para uma criança ou adolescente que possa ler a obra. Faz pensar, não aterrorizar.

A história por si só já é incômoda o suficiente, já que o personagem principal não pode fazer absolutamente nada para mudar. Não é uma questão de escute rápido, pois você ainda pode salvá-la. Não. Já aconteceu. Ela está contando as causas. Se você estivesse na pele do Clay provavelmente não saberia como agir. Um das coisas que mais me agradaram e incomodaram na escrita do autor quanto a isto foi a escolha de intercalar a fala de Hannah com os pensamentos e reações do Clay as fitas. No inicio é incômodo, mas com o tempo você se acostuma e entende. É algo também que pode forçar o leitor a ler mais atentamente, ainda que eu acredite que faltou em alguns momentos mais sensibilidade para essas inserções do Clay.

Muito já se escreveu sobre esta história ao longo deste ano, mas o que de fato sinto por esta obra é um apreço que já está além do âmbito emocional, mas permeia a responsabilidade e importância social que este livro possui, afinal para professores, como eu, este é um livro que abre perspectivas de diálogo com adolescentes (principalmente) não só sobre o suicídio em si, mas sobre machismo, bullying, violência sexual, além da importância da auto-estima e de sabermos com quem contar.


Acredito, aos meus 22 anos, professor, que o personagem contido na fita 13 - Sr. Porter - é o personagem sob o qual meus olhos mais se voltam, pois com ele eu me enxergo/identifico. Sou professor e almejo, também, ser orientador educacional. O que eu faria diante daquela situação? Como eu lidaria? O que eu faria? Entenda, são situações que você nunca vai saber exatamente como agir, mas que você não pode fingir que não pode fazer nada. A culpa que muitas vezes Hannah atribui aos destinatários de suas gravações está em dizer que estes precisam mudar, afinal não havia mais como ajudá-la. É algo pesado, não é mesmo? Complexo. Difícil até escrever sobre. Mas deixo aqui estas reflexões que me recaíram durante a leitura desta obra.

Por fim, gostaria de destacar o penúltimo capítulo que retrata o suicídio em si de Hannah Baker. A única coisa que se sabe é que a personagem usou de remédios para realizar seu intento. O capítulo em si não descreve absolutamente nada. É um capítulo em que você apenas observa o Clay ouvindo um chiado constante, até que, bem no final, temos a última fala de Hannah Baker, que é tocante e sensível. Assim como o final da história que mostra o que mudou em Clay depois daquela noite. Esta é a beleza e importância desta história. Nos fazer refletir sobre o que pensamos sobre as pessoas e o quanto nós, como seres sociais , temos impacto nas vidas um dos outros. Se permita refletir com este livro através das mensagens explicitas e, principalmente, as implícitas contidas nele.

Obrigado. 

Por Jônatas Amaral

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OS OLHOS DIZEM...


Costumeiramente ele se olhava no espelho. Houve o tempo em que se achava magro demais, com ombros largos demais e com um rosto meio estranho, sem falar de um cabelo liso escorrido que o fazia parecer estranho. Houve outro tempo em que ele se olhava ao acordar e amava seu porte físico meio atlético fora de forma, mas na medida certa. Além desse, houve o tempo em que só se achava um garoto charmoso e legal.

Hoje o tempo é outro e tudo que ele consegue ver são os olhos vermelhos envoltos pelas pálpebras que se dividem numa tonalidade meio escura, negra, cinza talvez. Ele não entende. Ele só queria ver aqueles olhos castanhos brilhando naturalmente e não o brilho das lágrimas pesadas. Queria ver os olhos sorrindo do jeito que sempre foram. Queria ver o olhar travesso, gentil e um tanto inocente que sempre teve. Não aquele olhar de cansaço, tristeza e de alguém que precisa de abraços.

A sua esperança é o céu. 

Sua esperança é de que seja só mais um tempo que logo passará. Afinal, a vida não é feita de fases? E as fases não passam?

"Talvez", pensa ele, "tenha sido as minhas escolhas que levaram a me encarar de uma forma pouco orgulhosa na frente do espelho." Parece loucura, pois ele ama o que faz, ama o que estudou, ama o que estuda, se envolve demais, ajuda demais, faz demais, ama demais... No fundo quem escolhe não sentir, sente mais que o dobro. Na maioria dos casos, os olhos dizem um pouco mais da metade do que precisamos saber sobre o que as pessoas sentem, contudo não aprendemos a ler o olhar das pessoas. Aprendemos apenas a olhar e não se importar. Aprendemos a olhar para o lado, para um ponto cego nos rostos das pessoas. Aprendemos ainda menos a olhar nos nossos olhos e nos enxergar neles.

Por J. A. 

[BEDA #02] "P.s. Eu te amo": Escolha... Viver.

 

Muitas vezes coisas inesperadas acontecem e mudam a nossa vida, reviram-na de cabeça pra baixo, tira de nós o nosso porto seguro nos levando para  o alto mar ou para seio desconhecido de uma floresta de pedra. Quando perdemos alguém, o vazio que sentimos é tão profundo e incomensurável. O luto é um estado de alma e nesse estado múltiplos sentimentos nos envolvem. Nunca sabemos como lidar e ainda que vivamos tal fato inúmeras vezes nunca nos acostumamos ou saberemos como lidar.

É assim que eu imagino o luto. Nunca perdi alguém muito próximo para a morte, mas já perdi muitas pessoas na vida. Alguns amigos e alguns amores. É difícil saber que aquelas pessoas existiram e não estão mais do seu lado de alguma forma. Como lidamos com isso depende da forma que aconteceu, da nossa força, mas sempre é algo triste, estressante no mínimo.

Eu entendo, em parte, o que a Holly sente nesse livro chamado "P.s. Eu te amo". Entendo que é difícil se ver perdida numa vida que ainda está na metade. E os filhos que ela não teve como amor da sua vida? E os momentos que não viveria mais com amor da sua vida? A vida segue e não queremos que ela siga em frente. Ela vê seus amigos construindo famílias, tendo filhos, reencontrando o amor. Fico pensando o que aconteceria com ela se Gerry não tivesse deixado algumas cartas para ela? Como ela se reergueria? 

Holly me parece inteligente e muito capaz, mas extremamente dependente, talvez, das pessoas a sua volta. Não a considero nem um pouco egoísta. Mas, ela precisava de algo para se reeguer. Eu queria saber mais de como era a vida dela com o Gerry, como seria sua vida com ele. Mas, eu não posso. Não tenho como.

BEDA
DUBLIN, Irlanda.
Cecelia Ahern através dessa história me levou para uma viagem bem humorada, melancólica, dramática e divertida com alguns personagens que parecem meus amigos de tão próximos que eu fiquei deles. Eu queria ser amigo Sharon e da Denise, sair pra curtir com o Tom e com o Daniel. Faz tempo que um livro não me aproxima tanto de alguns personagens. Fora os lugares que eu visitei com esse livro. É a primeira vez que vou a Irlanda e quero ir lá mais vezes. Será que o Diva Club existe? Quero voltar àquele lugar.

Se eu tivesse um jardim eu convidaria o Richard para cuidar dele. 

Eu poderia ser puramente crítico. Você olha o título do blog e pensa: "Nossa, esse texto é muito pessoal para um blog que se autointitula 'Alma Crítica'". Bobagem. A crítica também é um estado de espírito; olhar algo de forma crítica é olhar, também, com o coração. Sem dúvida esse foi um livro que tocou meu coração e que ficará na minha memória pelo seu humor, pelo bem que me fez.

Às vezes me sinto como a Holly: perdido, querendo que as pessoas entendam o quanto algumas coisas são difíceis para mim no momento, tentando se reerguer e parecer forte, mas me sentindo frágil e confuso por dentro. Tento encontrar algum trabalho que eu realmente goste e que me dê alegria. Nossa, trabalhar onde a Holly trabalha seria incrível! 

Dizem que comédias românticas romantizam tudo, bom, elas são comédias românticas é o que elas provavelmente devem fazer, porém por conta disso as pessoas as tomam por meras histórias imbecis e inverossímeis com a realidade. Olha, talvez se nós romantizássemos um pouco mais a vida, passaríamos a olhar para ela de uma forma mais bonita. A vida não é um filme do Christophen Nolan e também não é um filme de Terrence Malick, muito menos não é um filme de Tarantino. A vida é uma mistura de coisas, a vida também é uma comédia romântica.

Eu espero que se você ler esse livro ele te emocione tanto quanto a mim, não no sentido de chorar até as últimas lágrimas, mas no sentido de te fazer olhar para a vida de forma mais otimista, mais seriamente; com a certeza de que nunca estaremos sozinhos. Ler esse livro me ajudou na fase em que vivo e me inspirou a seguir. Façamos como a Holly: no fim de tudo escolheu, por um tempo indeterminado, simplesmente... viver.

Por Jônatas Amaral

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7 músicas de 2017 que você deve conhecer agora!

Ana Vilela, Anavitória, Imagine Dragons, Luiza Possi, Israel Subirá, Priscila Alcântara, Mar aberto

Chegamos aos últimos meses do ano de 2017 e, provavelmente, ainda teremos muitas surpresas no mundo da música brasileira e mundial. Muitas canções viraram sucessos imediatos como Praying da Kesha! ou mesmo Swish Swish da Katy Perry, mas essas canções todo mundo já ouviu (Como assim você não ouviu? kkk). Nessa lista selecionamos 7 músicas que foram lançadas este ano e que, se você ainda não ouviu ou não conhecia, você deveria fazer isso agora mesmo. São canções de muita qualidade por diversos motivos.

Lets' go!

1# Linda - Projota feat Anavitória


A parceria de Projota com o duo Anavitória ofertou uma canção deliciosa de escutar e curtir. É uma música de amor e sedução leve e com uma letra com muitas referências a artistas que, de alguma forma, falam de amor e que oferecem desde muito tempo as melhores frases para se iniciar paqueras, ainda que hoje em dia elas se tenham ficado meio esquecidas. É uma canção sobre se relacionar. Uma das melhores do ano, com total certeza.

2# Believer - Imagine Dragons


Não é de hoje que Imagine Dragons oferece canções com forte impacto e bastante populares, além de uma sonoridade interessante. O novo álbum, chamado Envolve, é um dos melhores álbuns, em minha opinião, da banda até o momento. Uma canção se destaca por sua força, impacto e mensagem. "Believer" é uma música que fala sobre a forma que a dor nos fortalece, como os impactos podem nos tornar mais fortes e confiantes. O clipe reforça estas ideias com uma luta de boxe, com cenas que vão num crescente de impacto. É excelente!

3# Me leva pra casa - Israel Subirá


Uma das melhores músicas cristãs lançadas este ano não vêm das mãos dos considerados "grandes nomes da música gospel". "Me leva para casa" é uma música que mexe com nossos sentimentos diante de um Deus tão amoroso. Ainda que você não seja cristão, esta é uma canção em que você pode entender melhor o amor Deus. Quantas vezes não nos pegamos pensando como Deus pode nos amar apesar de tantas coisas que fazemos?

Israel Subirá têm um canal no Youtuber e lançou esta canção, você pode ver AQUI! o depoimento dele sobre a composição desta canção, que sem dúvida é uma das melhores músicas de 2017 e que você precisa conhecer agora! 

4# Se fosse tão fácil - Mar aberto


"Mar aberto" é um duo indie-pop formado por Gabriela Luz e Thiago Mart que fazem diversos covers em seu canal no Youtube, contudo este ano lançaram músicas autorais de boa qualidade. Uma das que mais chamam atenção é "Se fosse fácil", uma canção romântica e linda para cantar para aquele parceiro(a) com um violão na mão e conquistar um pouco mais. Você deve conhecer agora essa música e esse dueto incrível!

#5 A lista - Luiza Possi e Oswaldo Montenegro


Oswaldo Montenegro compôs "A lista" para um espetáculo musical lançado em 1999, contudo este ano um novo arranjo foi feito, trazendo um dueto com Luiza Possi. É uma canção fria e que fala diretamente com o ouvinte. Ainda que não seja uma canção lançada oficialmente este ano, o clipe e o single como dueto torna-se conhecido em 2017 e você precisa e deve conhecer esta música agora. Prepare-se para ser impactado.

#6 Tanto faz - Priscila Alcântara


Se você não sabia por onde andava Priscila Alcantâra; se você não sabe que ela criou um canal que atingiu 1 milhão de inscritos em alguns meses, se você não sabe que esta têm se dedicado a música de forma extensa e trazendo algumas inovações para o seio da música cristã, você deve conhecer o novo single agora mesmo!

"Tanto faz" é uma canção intimista e que na sua essência retrata uma conversa entre um cristão e Deus, mas você entenderá quando eu digo que esta interpretação só pode ser vista até determinado ponto. É uma canção forte e muito bem produzida. Dentro da música cristã, Priscila Alcantâra ainda deve surpreender muito.

#7 Trem Bala - Ana Vilela


Como assim, Jônatas? Todo mundo já ouviu essa música! Tá doido?

Calma! Acho que muita gente já ouviu falar da canção, mas acredito que ainda têm muita gente que ainda não a ouviu de fato. Eu mesmo só ouvir ela recentemente e por isso fecho essa lista dizendo que essa música deve ser ouvida, cantada e vivida por todo mundo! Se não conhece, conheça agora. Se já conhece, escute novamente! 

Curtiu? Compartilhe este post com seus amigos e deixe nos comentários a sua lista de músicas de 2017 que todo mundo devia conhecer também! 

Por Jônatas Amaral

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Song to Song (2017): Terrence Malick apresenta mais do mesmo?

"Song to Song" (De Canção em Canção, 2017) é uma história com muito potencial, mas que prejudicada.

"Song to Song", ou "De canção em canção", é o novo filme de Terrence Malick, diretor conhecido por seus filmes filosóficos e poéticos como "Além da Linha Vermelha" (1973) e "A árvore da vida" (2011). Quando em 2011 o diretor trouxe aos cinemas um filme recheado de frases intimistas e filosóficas, visualmente diferente, narrativamente difuso, composto de ângulos, composições artísticas e visuais distintas, muitas pessoas passaram a ver uma nova vertente do diretor.

Terence Malick nos seus últimos projetos passou a contextualizar suas histórias na contemporaneidade e refletir bastante sobre essa Era em que vivemos, sobre as relações humanas, sobre os conflitos internos referente a tantos novos paradigmas criados e quebrados. Isso funcionou maravilhosamente bem em "A árvore da vida", ainda que não para todo mundo. Tal filme trata sobre a construção de laços familiares, da construção da paternidade, de solidão. É um dos filmes mais lindos que já vi.  


Em seguida, em 2013, Malick lança "Amor Pleno", com praticamente o mesmo estilo etéreo, imagético, poético, quase sem diálogos e contemplativo do seu filme anterior. Contudo, essas sequências parecem se tornar algo estranho e repetitivo aos olhos dos espectadores. Neste filme, o autor já trata sobre amor, paixão e fé. É um filme lindo com reflexões profundas, mas sem deixar de promover aquela sensação de cansaço. A falta de linearidade afasta o espectador, pois o deixa confuso e refletindo se realmente o filme possui uma história a ser acompanhada ou é apenas uma série de reflexões misturadas.

Com um elenco estrelar, Malick lança este ano "De canção em canção" que já pelo trailer se pode entender que segue o mesmo estilo dos filmes anteriores. Contudo, com um elenco tão bom e ambientando a história no amplo universo da música. O filme prometia.  A pergunta que fica ao terminarmos de assistir este filme é: Isso não é mais do mesmo? 

A HISTÓRIA

Em sua essência temos uma história de amor envolvendo um triângulo amoroso envolvendo os personagens Faye (Ronney Mara), BV (Ryan Gosling) e Cook (Michael Fassbender). É uma confusão imensa esse relacionamento já que Faye se envolve com ambos. Quando esses relacionamentos geram conflitos que os distanciam, novos outros relacionamentos são iniciados. BV se envolve com Amanda (Cate Blanchet), Cook se envolve com Rhonda (Natalie Portman) e Faye com Zoey (Berénice Marlohe). Diante de tantos exemplos, de fato, é um filme que trata da fragilidade da relação humana. Será?

Faye, Cook e Rhonda são personagens que constantemente se vêem presos dentro de suas escolhas, caminhos e infortúnios. Querem ser livres, viver experiências inestimáveis, contudo toda a sua trajetória, por mais sensorial que seja, os prende aos seus próprios anseios, as próprias consequências de seus atos. O final de Rhonda é um dos mais emblemáticos do filme já que é um extremo. Então, talvez, o filme seja sobre o peso das nossas escolhas.

Ryan Gosling Ronney Mara
Ronney Mara e Ryan Gosling

Por outro lado, temos BV que quer alcançar a fama e o sucesso. Se alia a Cook, mas quebra a cara. Então, talvez, estejamos dentro de uma história que quer nos fazer refletir sobre as futilidades da vida. 

Não é uma história carente de possibilidades ou que não tinha potencial. O diretor não constrói uma história linear. Há um excesso de flashbacks, idas e vindas no tempo. Em determinado momento não conseguimos identificar se estamos no presente, no passado ou no futuro. Assim como em "Amor Pleno" temos um filme que parece ser um Brainstorm ("Chuva de ideias") do diretor, ou seja, diversas reflexões sobre temas variados misturados com uma excelente trilha sonora.

O ELENCO


O grande destaque aqui vai Michael Fassbender e Natalie Portman que fazem milagres com seus personagens, trazendo alma e vida a eles, mesmo presos a pequenas frases, movimentos estranhos em frente a uma janela, à troca de olhares. São personagens com muito potencial sendo desperdiçados por um roteiro engendrado em suas excentricidades. 

Michael Fassbender e Natalie Portman
Contudo, eles são responsáveis pelas cenas mais bonitas do filme e algumas das mais dramáticas e 'assustadoras' da história.


VISUALMENTE FALANDO

É lindo. Com composições estéticas incríveis, com uma fotografia exuberante, vívida e cheia de detalhes. O elenco trabalha muito com o corpo para mostrar as conexões entre eles e essas danças e experiências sensoriais, quase teatrais, são produtos visuais incríveis. Porém, um filme de duas horas em que muitos desses recursos ficam se repetindo, cansa, enjoa, entedia.

A OPINIÃO DE UM FÃ DO GÊNERO E DO DIRETOR


Sou um apaixonado por filmes de drama e, principalmente, os reflexivos. Me tornei fã do diretor em 2011, tanto que todos os trabalhos do diretor lançados no Brasil, desde então, eu vi no cinema. Contudo, este filme me decepcionou bastante, pois esperava realmente algo narrativamente um pouco mais dinâmico e coeso. Desta forma, respondendo a pergunta do título, acho mais do mesmo só que inferior. Não é um filme de todo ruim, este tem uma história um pouco mais palpável, algo que faltava em "Amor pleno", contudo a 'mistureba' prejudica o filme, os excessos de coisas já vistas antes é frustrante. 

O cinema atual de Terrence Malick definitivamente não é para todo mundo. Têm coisas boas e ruins. Se você é um amante de cinema não deixe de passar pela obra deste diretor, mas não comece por "De Canção em canção". 

Por Jônatas Amaral


[ URGENTE! ] O MUNDO ACABA HOJE: o que você vai fazer?

O MUNDO ACABA HOJE

FALTANDO 24 HORAS... 

Daqui a 24 horas o mundo vai acabar. Depois de tantas propagações, pregações, fanatismos, o mundo vai acabar. São apenas 24 horas de vida a mais a contar de agora. O que você vai fazer? Eu decidi parar durante uma hora para ouvir algumas músicas e refletir sobre o que faria no curto futuro que terei. Saber quando tudo vai terminar, torna tudo um pouco mais simples. Tiramos das nossas costas as incertezas do amanhã. 

Não tenho tempo para perder, mas não vou me apressar.

Decidi por vontade própria reconhecer e aceitar o fato. Então me pergunto: Agora que sei que o mundo vai acabar nas próximas horas, o que eu farei? 

Penso rapidamente sobre o que isso significa e tento entender que o amanhã não vai existir. Tento entender que eu tenho o hoje para viver e a forma como eu viverei este dia fará toda a diferença.

É algo desesperador, de certa forma, porque vivemos a vida em constante certeza de que teremos tempo para fazer tantas coisas e, de repente, o seu tempo é restrito e simplesmente não dá para fazer tudo o que queria. 

Já é noite e estou cansado. Isso significa, então, que passarei oito horas dormindo ou vou sair pela noite e me divertir? E quando eu acordar amanhã, meu café eu tomarei como sempre? Demorarei em levantar, como sempre? Não falarei com meus pais de forma amigável, como sempre? Meu Deus! O Mundo vai acabar e eu não estou preparado para isto... 

Meu coração está aqui tentando entender essa situação. Eu só sei que não posso viver um dia falsificado, não posso viver um dia como um espetáculo de bonecos de plástico ou de papel. Já chega de uma vida de papel.

Insight!

Onde está meu coração? Onde está o meu coração ali estará o meu tesouro. Onde está o meu coração? Talvez, se eu responder esta pergunta eu saiba o que fazer, saiba para onde ir e onde passar este último dia. Mas, e se meu coração estiver em um lugar falsificado, sem vida, podre, sujo e despedaçado? O que eu farei?

23h45 minutos depois

Esses são os últimos 15 minutos antes do mundo acabar. 

Não conseguir responder de forma clara e precisa as perguntas que fiz anteriormente, então decidi viver o dia. Vi um filme com os meus pais: “A Bela e a Fera” dirigido pelo Bill Condon e ao final do filme eu fui dormir. E chorei de desespero porque a vida ainda não tinha acontecido da forma que eu queria. As perguntas ainda não tinham sido respondidas. Eu ainda não tinha encontrado um jeito de encarar o amor. Ainda não tinha visto o meu filho. São detalhes da vida que queremos viver e não são superficiais.

crônicaAcordei e vi as mensagens dos amigos e daqueles que antes estavam distantes. Não os alarmei, apenas os questionei. Eu naveguei um pouco na internet, vi alguns vídeos do Felipe Neto, ouvir um álbum do Imagine Dragons, conversei com uma paixão antiga, por fim, decidir ir à cada do meu amigo e assistimos ao primeiro filme do Senhor dos Anéis. 

O mundo tá acabando e, de repente, não me sinto realizado. Achei que ao final de tudo um insight me diria que tudo o que vivi foi o suficiente. Não foi. Não é justo. Queria ter feito mais coisas, mas com que recursos? Com que força? Não adianta pensar em coisas loucas para se fazer no último dia de sua vida, a realidade não é tão ilusória. No final a gente apenas vive o comum de forma mais intensa e emocionante. 

Nesses últimos minutos que me restam, decido olhar para os céus e ao som de “No longer slaves” agradecer a Deus por tudo, mesmo que haja uma tristeza no meu coração pelas coisas que não vivi. Agradeço por ter vivido, pela minha família, pelos amores e pelos amigos que fiz. Agradeço pelas canções que conheci e pelos filmes que tive a oportunidade de vivenciar. Agradeço por ter vivido uma vida com Deus. I am a child of God!

Paro, escuto e espero. 

É a hora de encontrar com o Pai. É a hora em que tud.....................................................................

Por Jônatas Amaral

Esse post faz parte da Blogagem Coletiva de Julho do grupo Interative-se! Vem conhecer!

Fim do mundo