[SERIES] "WESTWORLD" --> ABOUT EP02





O segundo episódio da série foi exibido ontem (09/10/2016) e surpreendeu, inclusive, arrisco a dizer que aqueles que tinham algumas dúvidas sobre a história devem ter se convencido de que a HBO está apresentando uma história primorosa que mistura o antigo e contemporâneo. 

Este episódio inicia-se mostrando ao telespectador novos "hóspedes", chamados Logan (Ben Barnes) e William (Jimmi Simpson) adentrando no universo do parque, enquanto que a diretoria do parque ainda enfrenta as dúvidas sobre as anomalias dos androides que a cada vez mais parecem se desenvolver. Neste meio tempo o diretor de narrativas tenta oferecer uma nova história aos usuários, contudo a grandiloquência deste gera desavenças contínuas. O homem de preto (Ed Harris) continua sua saga em busca do nível mais profundo, nunca alcançado do parque. É um episódio de expansão ideológica sobre a série e  de território.

Abaixo você confere um destaque para os elementos mais interessantes neste episódio:

A ABERTURA


É algo a ser comentado. A abertura da série é primorosa cheia de suspense e funciona como instigadora para tudo o que acontece. Um elemento importante é o "Piano" que como mesmo disse Carol Moreira no seu canal, é quase uma metáfora para o que tem acontecido, já que o piano toca sozinho, mas quando alguém decidi colocar as mãos nele e levar a música para outro lugar tudo muda. Primoroso.

THANDIE NEWTON as Maeve Millay


Maeve Millay é uma anfitriã que trabalha no bordel da cidade. Ela havia mostrado um pouco da sua força no primeiro episódio, principalmente na cena do ataque liderado por Hector Escaton (Rodrigo Santoro). A força da atriz é espetacular em cena. Já neste episódio ela possui o grande destaque, já que ela é responsável por uma das sequências que, sem dúvida, deverá fazer toda a diferença para tudo que está sendo prenunciado.


Thandie Newton é espetacular mostrando a força e sensibilidade, sem deixar de colocar traços que nos lembram constantemente que ela é uma androide ganhando consciência. Seus trabalhos anteriores são uma base do grande potencial desta atriz.


O QUE OS HOSPEDES DE FATO PROCURAM?

A inserção de dois novos hospedes no universo nos ajuda a entender a principal intenção dos que procuram aquele lugar, soma-se a isto a uma reflexão interessante do Dr. Robert Ford ao final do episódio.
A grande questão apresentada é : você procura o lugar para descobrir quem você é ou tentar ser aquilo que queria ser? 

É divergente as respostas, é como se cada personagem tivesse tentando fazer prevalecer a sua resposta para tal pergunta. Contudo, partilho da opinião de Robert Ford, ali eles não buscam quem eles são, porque eles já sabem, mas deixam que seus desejos profundos se tornem realidade. William é que me chamou a atenção, por conta da sua integridade que poderá ser corrompida.

É impossível não pensar na nossa realidade, afinal a cada dia mais estamos adentrando numa realidade virtual paralela, onde muitos tentam ser aqui , no espaço chamado internet , aquilo que não conseguem ser no mundo real, por inúmeros motivos. É questionador.

O QUE UMA MENTE ENTENDIADA PODE FAZER?

Essa é uma pergunta feita pelo criador do parque que define muito bem o poder da imaginação, já que você pode criar um universo inteiro na sua mente, ideologias, sucesso e fama. Só que até onde vai o poder da imaginação no que tange a influência na nossa vida como um todo?

AS CORES

Este tópico é só para lembrar que as cores são elementos semióticos importantes dentro da concepção de criação da arte visual, logo deve haver algo de muito específico na decisão de se criar um ambiente feito de Cinza, preto, branco e vermelho. 

OPINIÃO FINAL SOBRE O EPISÓDIO

O segundo episódio é uma primazia técnica e narrativa. Muitas coisas estão acontecendo ao mesmo tempo, contudo você em nenhum momento fica perdido. É uma história com diversas histórias envolvidas, contudo são registradas de forma que se complementam e nos faz observar novos horizontes. O episódio é gerador de tensão narrativa. 

Nota: 9,5

Por Jônatas Amaral


[SERIES] "THIS IS US" (NBC - 2016) --> ABOUT EP01



Quando o primeiro episódio da série termina a sua vontade imediata será assistir de novo. 

"This is us" (2016) é uma série produzida pelo canal NBC que estreou nos United States com grande público e com grandes expectativas, principalmente depois do lançamento do trailer oficial da série que foi visto mais de 70 milhões de vezes. Algo interessante de notar é que a série é um frescor dramático diante de tantas histórias de super-heróis, policiais e fantasias que estão em alta no cenário mundial.


A série é uma dramédia que conta a história de várias pessoas que nasceram no mesmo dia e agora estão completando 36 anos. A história é uma grande reflexão sobre momentos importantes na vida das pessoas. Entre os personagens estão: Rebecca (Mandy Moore, de Red Band Society), a esposa de Jack (Milo Ventimiglia, de Heroes), de quem está grávida de trigêmeos; Kevin (Justin Hartley, de Revenge, Mistresses), um bem sucedido ator de televisão que começa a se cansar de sua vida de solteiro. Kevin é o irmão gêmeo de Kate (Chrissy Metz, de American Horror Story: Freak Show), uma mulher que luta contra o peso.

A trama também acompanha a vida de Randall (Sterling K. Brown, de Army Wives, American Crime Story), um empresário e homem de família que vive em Nova Iorque ao lado de sua esposa Beth (Susan Kelechi Watson, de Happyish, Divorce) e suas duas filhas. Randall é filho de William (Ron Cephas Jones, de Mr. Robot), que o abandonou em um quartel do corpo de bombeiros logo que ele nasceu.


Neste primeiro episódio é apresentado cada um dos personagens e seus conflitos, de forma sensível, sem correria e sem pressa. Os arcos dramáticos são desenvolvidos mostrando os medos, as decisões, o carisma de cada personagem. É um episódio que te faz se sentir em casa vivendo lado a lado os dramas daqueles personagens.

É interessante sair dos esteriótipos do drama que possui muitas vezes a ousadia de força o choro por nada, só pelo choro. Aqui a emoção vem a tona naturalmente pela grandeza sutil das situações, e com um leve auxilio de uma trilha sonora bem cuidada. Perfeita para os momentos sem ser manipulativa. Diria que esta trilha sonora é até bem humorada. Confira AQUI!


O interessante é que se você não quer assistir o restante da série, assista somente esse episódio pois ele é redondo e ele por si só é uma grande obra, principalmente pelo seu final surpreendente que me fez literalmente parar e sorrir de tão bem feito que o roteiro te conduziu àquilo, sem você perceber.

É estranho eu me ver tão envolvido numa série que não é inovadora, mas é singular no momento certo de sua estréia. Gosto de histórias de pessoas comuns, vivendo dramas comuns. É um convite a pensar sobre a vida sem metáforas criadas a partir de universos fantasiosos demais. Não que exista um melhor jeito de se pensar sobre os nossos conflitos cotidianos, contudo é bom ver que há ação, há emoção, há história de pessoas comuns para se contar.

A série me surpreendeu, mas espero que a qualidade apresentada no primeiro episódio prossiga nos outros dezessete já previstos. A série tem muito potencial narrativo e principalmente nos seus personagens principais que são interpretados por atores muito bons. Se você que me ler puder rapidamente procurar esta série, assista! Nos dias de internet é sempre possível encontrar.

Por Jônatas Amaral
 

[SERIES] "WESTWORLD" (2016) - ABOUT EP01XS01


Este texto não pretende ser uma resenha, mas sim um comentário um tanto empolgado sobre esta série, contudo tomarei todo o cuidado para que não haja spoilers.

“WestWorld” (2016) é uma série a qual, sem dúvida nenhuma, me convenceu em suas primeiras cenas, bastou os primeiros minutos para que eu estivesse completamente envolvido na narrativa e interessado em me aventurar no universo criado. Ao fim, do primeiro episódio (que tem mais de uma hora de duração) a certeza se tornou absoluta.

Em uma rápida busca no Google sobre a série descobrir que ela é o remake de um filme de 1973, escrito e dirigido po Michael Christon, mesmo autor de Jurassic Park. Desta forma, a série possui um material base interessante e impactante a ser trabalhado.

A série narra a história de um parque de alta tecnologia que proporciona a população a uma espécie de imersão no mundo do faroeste, onde não há regras ou leis, onde se pode fazer o que quiser sem temer represálias. O universo é composto de diversos androides, os mais importantes são chamados de Anfitriões que tem por função recepcionar os Recém-Chegados, ou “Hospedes” que é como a equipe técnica chama os usuários. 

No episódio de estréia da série,uma nova atualização criada e instalada pelo criador do universo, Robert Ford (Anthony Hopkins), chamada “devaneios” faz com que uma série de androides comecem a dar “defeito”, o que obrigará um força-tarefa para identificar os problema. Desta forma, é possível perceber que os robôs estão cada vez mais... Humanos.

A temática e a estrutura narrativa desse primeiro episódio são surpreendentes, pois uma trama complexa se tornou divertida e envolvente sem ser didática ou mesmo cair em clichês. “A revolução das máquinas” é um tema bastante conhecido e revolucioná-lo é uma tarefa muitas vezes complicada. Já o gênero faroeste é algo que vez ou outra é revisitado e constantemente renovado de forma muito primorosa, aqui  parece que, mais uma vez, se alcançara isto.


Dolores e Teddy formam um casal de androids dentro do universo criado pelo parque; ambos os personagens são carismáticos e saber que eles são androides torna a relação ainda mais instigante, pelo fato de que pode ser impossível eles ficarem juntos, mas eles são robôs não é mesmo? Nem vão sentir a perda? Se não fosse pelos “Devaneios”.

É tão importante pensar sobre tecnologia nos dias de hoje que uma série como essa se for extremamente bem feita e pensada pode gerar uma gama de reflexões profundas ao mesmo tempo em que diverte. As séries da HBO tem me surpreendido muito nesse aspecto. Acredito, que esta produção tem tudo para ser um dos grandes sucessos da temporada e uma das melhores. Vou aguardar seu desenrolar.

Não posso deixar de comentar sobre o elenco e, obviamente, não deixarei passar a participação brasileira no elenco. Rodrigo Santoro aparece num momento muito peculiar e espero que ele apareça bem mais, pois seu personagem é muito legal. Para ser mais direto, todo o elenco deste primeiro episódio é sensacional, possuem atuações seguras e muito bem dirigidas, principalmente aqueles que interpretam robôs. 

As histórias criadas para serem vividas dentro do parque são interessantes, desta forma neste primeiro episódio temos duas histórias diferentes, mas interligadas para torcer e acompanhar. A primeira é o universo real, cheio de cinza e manipulação, ou outro é o universo fictício que visualmente parece mais com o nosso mundo. Isto é extremamente incrível!

O primeiro episódio me surpreendeu bastante pelo seu poder de entretenimento e reflexão sutil. Possui personagens fortes e expressivos e uma direção geral impecável. Torço bastante que a qualidade me surpreenda ainda mais nos próximos episódios. 

Por Jônatas Amaral