[RESENHA] AMERICAN CRIME STORY: THE PEOPLE V. O.J.SIMPSON (FX, 2016)

Canal FX: American Crime Story (2016)
De Setembro de 1994 a 3 de outubro de 1995, um julgamento dominou a mídia. Durante um ano os Estados Unidos pararam em frente a TV para acompanhar o desenrolar do julgamento de O.J.Simpson um ex-jogador de futebol americano e ator, que foi acusado de matar sua ex-mulher Nicole Brown e amigo da esposa Ronald Goldman. A mídia sugou o máximo do máximo deste acontecimento à época, desta forma a série produzida por Scott Alexander e Larry Karaszewski mostrará o outro lado, aquilo que não se via: todos os acordos, as estratégias e os dramas de todos os profissionais envolvidos no julgamento: promotores, advogados de defesa, juiz, júri e aqueles que indiretamente influenciaram em mudanças no processo de julgamento. 

É uma série policial de investigação como nunca eu vi antes. É tantas reviravoltas que chega a ser inacreditável, mas basta uma pesquisa rápida no Google para perceber que tudo de fato aconteceu. Até as coisas mais absurdas. Era intenção da direção em não trazer à tela algo que já tenha sido mostrado à época, logo ficamos geralmente no ambiente dos tribunais, nos escritórios vendo cada detalhe do que foi feito antes, durante e depois do julgamento.

Cuba Gooding Jr. como O.J.Simpson e
Courtney B. Vance como Johnnie Cochran
O julgamento é pautado de muitas questões, mas a principal é a questão do preconceito racial, estratégia utilizada pela defesa para tentar inocentar o réu O.J.Simpson (Cuba Gooding Jr.) que é negro. Assim sendo, a trama inteira é recheada de discussões sobre racismo, sobre como ainda à comunidade negra era tratada na sociedade. E esta estratégia mexe com a população. É evidente que o julgamento torna-se um programa de TV, e a série te faz refletir sobre isto, inclusive diante das estratégias dos advogados para  tentar conseguir convencer o júri. O advogado de defesa Johnnie Cochran ( Courtney B. Vance) trabalha na TV e é chamado pelo até então advogado principal Robert Shapiro (John Travolta) para justamente ser o rosto e a voz deste discurso sobre racismo na policia.

Então, o julgamento traz a tona duas discussões principais: racismo e  possível corrupção da policia de Los Angeles. Contudo, a série ainda, de forma sutil, traz a questão da presença feminina na sociedade, critica a futilidade da vida, e o poder dos argumentos.


Sarah Paulson como Márcia Clark
Gostaria de destacar dois episódios, os quais inclusive foram indicados ao EMMY de melhor roteiro, que representam muito bem tudo que está sendo comentado. O Episódio “The Race Card” é extremamente brilhante ao mostrar a construção de um discurso onde o “rosto negro” seria fundamental. Desde a escolha dos advogados, seja na construção do júri, na construção dos argumentos. Tudo. A acusação escolhe um advogado negro chamado Christopher Darden (Sterling K. Brown), e que tem a frase que melhor expõe a real situação: “Vocês querem um rosto negro, mas não uma voz negra”. Essa frase é forte e reveladora.

David Schwimmer como Robert Kardashian
John Travolta como Robert Shapiro
O.J.Simpson é freqüentemente mostrado como um alguém que enriqueceu e não tem problema em sentir orgulho disso, chegando a ser arrogante e fútil muitas vezes. E o mais impressionante, em alguns momentos você acredita no personagem, você até meio que torce por conta do argumento gerado. E isto é fruto do excelente trabalho de direção e montagem. A série é imparcial 95%, escolhendo mostrar e conduzir o roteiro de forma que você fique em dúvida, sem saber em quem torcer, até um determinado momento que é evidente um fato. A edição intercala momentos que em o personagem parece inocente e em outros que parece culpado. É simplesmente brilhante.

Outro episódio extremamente marcante é “Marcia, Marcia, Marcia”, personagem interpretada pela incrível Sarah Paulson. O episódio mostra a vida desta personagem, sendo um mulher em processo de divórcio, extremamente viciada em trabalho, determinada, e muitas vezes um pouco egoísta e orgulhosa. A mídia cai em cima da promotora, brincando com a autoestima da personagem. Em um determinado momento ela troca de visual e todos riem dela. É chocante isto. E mostra o poder da mídia e o que a mídia faz em muitos momentos: explora a imagem das pessoas a fim de ter noticia. 

O papel que a mídia tem neste caso é assustador e se você perceber o Brasil passou por um caso meramente parecido no que tange a influência e a exploração de um caso, fazendo com as pessoas se posicionasse de acordo com o que ela mostrava. E não uma vez, mas em vários casos. É algo que podemos refletir pelo menos: até onde a mídia pode ir? E até onde a mídia trabalha com a verdade e não com a especulação?

Márcia Clark e Sterling K. Bronw como Christopher Darden
A série tem 10 episódios e vai em ritmo crescente de qualidade. Apenas um episódio é relativamente fraco, que é o segundo, apesar de esteticamente bem feito. Alias, toda a série é tecnicamente ele primoroso, tendo a câmera como um narrador presente constantemente e icônico. Diante desta preciosidade, a série foi indicada este ano a nada mais e nada menos do que 22 EMMYs, entre categorias de atuação e técnicas. Praticamente todos os atores centrais foram indicados: Melhor Ator e Atriz em Minissérie: Sarah Paulson (Márcia Clark), Cuba Gooding jr. (O.J.Simpson) e Courtney B. Vance (Johnnie Cochran) / Melhor Ator Coadjuvante em Minisssérie: Sterling K. Brown (Christopher Draden), John Travolta (Robert Shapiro), David Schwimmer (Robert Kardashian). A série foi indicada a melhor minissérie, além de prêmios como melhor roteiro, elenco, figurino, fotografia e edição. 

A série é finalizada utilizando o clássico recurso de mostrar os atores em comparação com os personagens reais e o que aconteceu com eles após o julgamento, contudo até neste recurso tão simples ela surpreende, principalmente quem não conhece nada sobre o O.J.Simpson. E deixo uma dica se você não sabe o resultado do julgamento, não conhece nada sobre ele, assista primeiro a série e não procure, você vai se surpreender muito. E terá um dos finais mais impactantes.


A série chegará à Netflix a partir do inicio do ano que vem. Terá uma segunda temporada, porém focada nos crimes que aconteceram diante do Furacão Katrina e tem previsão de estréia para o ano que vem. A série é uma antologia como American Horror Story. O Box da série chega as lojas no dia 20 de outubro. 

Desta forma, é uma das melhores séries que eu já vi na vida e que simplesmente roubou um dos meus finais de semana, pois simplesmente eu não conseguia parar de assistir. Indico veementemente, e, por favor, não deixe de assistir essa série com todo um olhar observador e critico. Você aprenderá muito com ela.

Por Jônatas Amaral

[ANIME] "ORANGE - EPISÓDIO 04


Naho e Kakeru

Boa tarde! Como você está?

Realmente só conseguir assistir o episódio 04 hoje e quero apresentar rapidamente minhas impressões sobre esse episódio. Confesso que estou tendo algumas ressalvas à ele. Confira o episódio 04 AQUI!

O episódio quatro foca no namoro de Kakeru com a Ueda-Senpai, e a forma como a Naho está lidando com isto. Ela se sente incapaz de se declarar e ainda tem a questão da carta que mexe muito com ela quanto a certeza de que dez anos depois Kakeru não está mais junto deles. O episódio começa no futuro quando este vão visitar a avó de Kakeru, passando para momentos da vida escolar comuns, entremeados pelo triângulo amoroso.

Ueda e Kakeru
Sentir que a trama tem melhorado conforme os episódios, contudo há um problema em relação aos protagonistas. Kakeru esta inexpressivo. Falta ao personagem uma motivação que faça com o que o telespectador torça para que ele esteja presente no futuro. Naho é uma adolescente tímida, retraída, porém ela está extremamente chata. Sei que o termo é simplório, contudo é isto que sinto sobre a personagem neste episódio, e isto é um problema, principalmente pelo fato de ela ser a protagonista. Eu não consigo torcer pelo relação amorosa desses personagens. Eu me interesso mais pelos personagens secundários (gostaria de ver mais deles), aliás  torço mais pelo casal Naho&Suwa.
Suwa é um personagem muito forte na trama. Não tenho medo de dizer que é o melhor personagem e a força dele é constatada quando este é vital para que a trama flua. É ele que salva esse episódio do "mesmismos", no que tange o elance amoroso.

É um episódio razoável. O terceiro episódio continua sendo o episódio mais interessante pra mim até aqui. A trilha sonora está entrando nos eixos. O problema deste episódio é a relação entre os dois protagonistas. Até mesmo porque as relações: Naho e os amigos, Kakeru e Ueda, Naho e Suwa são interessantes, movem o episódio, traz fresco juvenil ao episódio, porém o drama em torno do romance está chato.

Apesar das críticas, continuo acompanhando o anime e espero me surpreender.

Confira os comentários do 

[ANIME] "Orange" (2016) - Episódio 03

10 anos no futuro
Olá pessoal!
Primeiramente, para aqueles que acompanham as postagens do anime, me desculpem por não ter postado ontem. Contudo, tive um dia bem agitado e simplesmente cheguei em casa querendo apenas a minha cama.
Contudo, esta manhã assistir o terceiro episódio deste lindo anime e agora podemos compartilhar nossas impressões. Você pode assistir o episódio clicando AQUI!

Suwa e Kakeru: num momento de descontração.
O terceiro episódio gira em torno da previsão de que possivelmente Kakeru aceitaria namorar a misteriosa Ueda-Senpai. O grande detalhe é que Naho não consegue expressar seus sentimentos e a sua "eu do futuro" dá uma série de instruções a ela para impedir que o tal evento aconteça. O grande desafio é que Naho terá que superar toda a sua timidez, ser corajosa.

Uma das maiores qualidades e defeitos de Naho é pensar demais, com toda a certeza. O grande motivo da carta que ela recebeu é tentar evitar arrependimentos que poderiam ser superados com atitudes.

"Eu posso mudar o futuro se eu mudar as minhas ações"- Naho
Esta é uma frase que resume bem o que ela deve fazer. E isto ficará bastante evidente na derradeira cena final do episódio. (Lembrando que se você não está assistindo, ALERT SPOILER, pule para dois parágrafos depois) 

Azu  
Os episódios intercalam sempre o passado e o futuro de forma muito intensa. Desta forma, a cena final se passa num futuro 10 anos depois, quando os amigos, exceto Kakeru, abrem sua capsula do tempo e leem como sonhavam o seu futuro. A grande surpresa está, logicamente, na carta de Kakeru. Um das cenas com toda certeza mais emotivas até aqui e uma das mais reveladoras em torno de Kakeru.

Suwa e Naho - 10 anos no Futuro
Contudo, algo chama bastante atenção. Suwa afirma que o sonho de Kakeru não havia se realizado, pois os amigos não estavam mais tão juntos e nem estavam sorrindo. E desta forma, Naho jura que desta vez irá salvar o amigo.

Acredito, que os episódios sempre giram em torno de momentos muito característicos da adolescência e retrata bem como nossas atitudes podem mudar tudo. Como devemos aproveitar cada momento e o quanto é importante observar as pessoas ao nosso redor.

Da esquerda para a direita: Suwa, Naho, Chino e Azu
Li um post essa semana que analisa uma cena da abertura do anime (Leia AQUI) e o autor mostra através desta cena as motivações e um pouco da relação de cada personagem. O que mais me chamou a atenção é o Suwa, o mais engraçado e que sonha ser um grande jogador de futebol. Ele corre na frente de todos, sabe que é melhor, mas a todo momento olha para atrás para saber como seus amigos estão e onde estão. E neste episódio ele é o  que parece prestar atenção nas reações de Naho e entende tudo que está se passando. O que me leva a pensar naquilo que falei no parágrafo anterior.

O terceiro episódio, com toda a certeza, é o mais emotivo até aqui. E nos deixa com o coração na mão, como se nos preparasse para grandes emoções e grandes ensinamentos.    

 Por Jônatas Amaral
Até domingo.

Confira os comentários do 

[RESENHA] "...Ismos: Para entender o Cinema" de Ronald Bergan

 

O que é preciso para entender o cinema? 

Sempre acreditei que para aprender sobre cinema você precisa ler muito sobre ele, mas acima disso você precisa assistir filmes e ir ao cinema. Não existe melhor meio de conhecer uma arte do que consumi-la com prazer e cuidado crítico.

O cinema é uma arte pela qual tenho uma paixão indescritível. Desde muito jovem acompanho filmes, lançamentos de filmes, com o meu contato com a internet este universo se tornou muito mais amplo para mim. Diariamente, acompanho sites e mais sites sobre cinema e constantemente vou a biblioteca atrás de livros sobre cinema, e ao mesmo tempo que vejo e vejo muitos filmes.

Em uma das minhas visitas aleatórias à biblioteca da faculdade, encontrei este livro que jurei ser uma boa leitura para "o fim do semestre". Eu estava certo. 


"...Ismos: para entender o cinema" de Ronald Bergan, não pretende ser um livro enciclopédico ou fechado, pretende analisar o cinema em torno de variados "ismos" e não pelos gêneros em si. Através de denominações o autor procurou classificar alguns filmes de acordo com seu movimento artístico, histórico que delinearam a história do cinema.


O livro tem uma formatação bem orgânica, ou seja, ela é de fácil entendimento. O livro possui 5 sessões que irá desde o momento do Cinema Mudo (1895-1927) até o Cinema Moderno (1960-2010), contudo a ideia que o autor propõe é que não existe movimentos extremamente fechados no tempo. Por exemplo, eu posso ter um movimento como o "realismo" que surgiu numa determinada época, teve seu ápice, sua queda, mas pode até perdurar até os dias hoje com seus traços característicos. Desta forma, o autor deixa claro na sua introdução que apesar de um gênero está inserido em uma sessão especifica, este pode perdurar até os dias de hoje, é o caso da 'animação' que está inserida na sessão "Cinema Falado" (1928-1938) pelo fato de ter se iniciado e tido seu primeiro ápice neste momento, contudo prevalece até hoje.


É esta dinâmica que o autor objetiva mostrar ao leitor: todo e qualquer arte, inclusive o cinema, possui traços e caracteristicas distintas ao longo do anos, mas não significa que todos eles morrem, muitos deles tornam-se influências para outros movimentos no futuro. Por conta disto, o livro ainda possui uma sessão de links para outros "ismos", a fim de que o leitor possa fazer a comparação e assimilar como os movimentos se entrelaçaram.

Desta forma, é de vital importância que o leitor não pule a introdução e as instruções iniciais da dinâmica do livro, pois assim poderá entender como o autor construiu o seu texto e não ficar perdido principalmente nas datas. 

A edição é extremamente bem feita. Inteligemente e ricamente ilustrada. Cheio de referências a filmes, cineastas, com um glossário e uma lista de filmes no final do livro muito importante a fim de procurarmos saber mais sobre eles. Alias, este é um dos pontos que autor destaca, para entender mais do que se está falando sobre cada "ismo" é necessário assistir aos filmes, assim poderemos ter mais clareza e visualizar bem os principais traços. O autor faz questão de sugerir duas obras chaves para entender cada movimento.


Por fim, é um livro que super indico para todos aqueles que querem conhecer mais sobre o cinema numa leitura leve e fluída, e também para aqueles que já tem um bom conhecimento e querem ter um material fácil de consultar e bastante sintético para introduções. 

Por Jônatas Amaral.

3 ÁLBUNS PARA OUVIR NO #DIAMUNDIALDOROCK

Crédito da imagem: o historiador do rock

Bom dia pessoal!! Como vocês estão?

Hoje, dia 13 de julho, é comemorado o Dia Mundial do Rock. E apesar de ser um dia mundial, é no Brasil que ele é mais comemorado. Brasileiro é um cara que tem música no sangue. Brasileiro é uma mistura de gêneros, assim como o Rock. 

O gênero rock nasceu de uma influência de inúmeros gêneros distintos que ajudou a forma um som único, pesado, leve, cheio e vazio ao mesmo tempo. Há quem diga que Rock é só barulho, tem muita banda do gênero que, de fato, é apenas barulho. Uma infinidade de notas desconexas que não chegam a lugar nenhum. Contudo, hoje quero apresentar e indicar três álbuns do gênero que tenho um grande apreço, para te ajudar a curtir este dia com um bom ROCK!!

1- "ÉTER" (2015)- SCALENE 


A banda foi a vice-campeã da 2º temporada de "SuperStar", mas de fato fez mais sucesso que os vencedores daquela temporada. O fato é que desde sua primeiro audição ela cativou muitos ouvidos, inclusive o meu. 

A banda é de Brasilia, formada em 2009. Tem dois EPs, dois álbuns de estúdio e um ao vivo lançado recentemente. 

O álbum que eu gostaria de indicar é o álbum "Éter" lançado em 2015. O álbum contém 12 canções e, sinceramente, você que por acaso está aí trabalhando e curte um rock que varia do som pesado ao som mais leve, é uma boa dica.

Eu sinceramente, escrevo essas palavras ao som deste álbum e acredite é realmente um primor aos ouvidos.

Ouça agora no Spotify Web:



2- "What We Live For" (2016)- American Authors 

"American Authors" é uma banda de indie rock, gênero que mistura estilos clássicos como rock alternativo, o pós-punk e o new wave. O som deste álbum é mais "leve" e com bom controle das músicas. É um álbum que tem um pouco do pop-rock. Acredito que é isto que é legal do Rock, porque dele surge tantos estilos diferentes de música que pode agradar muitos ouvidos e almas.

O álbum foi lançado recentemente e possui 12 músicas ótimas para levantar o astral e pra quem procura inspiração.

Ouça agora no Spotify Web:


3- "2Cellos" (2011)- 2Cellos 



Existe uma playlist no Spotify chamado o "Rock virou Clássico" e, na minha opinião, não existe outro nome que defina bem isto do que os meninos do 2Cellos. Luka Šulić e Stjepan Hauser são esloveno-croacas, que formaram em duo musical de violoncelos.

O diferencial deste duo é que ele é rockeiro porém clássico. Basta procurar uma das suas lives no Youtube e perceber que a suas performances são como os de grandes astros do Rock. Eles arrastam multidões aos seus shows. São dois rapazes que não quiseram seguir a maré e reinventaram um  pouco a música clássica, tornando-a popular.

O grupo neste álbum faz uma série de covers de clássicos do Rock como "Welcome to The Jungle", "Where  The Streets Have no Name", "With or Without you", "Smoth Criminal" entre outros. É tipo de música única, versões únicas. É como ouvir pela primeira vez clássicos do rock.

Vale muito a pena!!

Ouça agora no Spotify Web:


Gostaram? Essas são três dicas para este dia, mas aguardo a sua sugestão. Afinal, é sempre bom conhecer novos sons, novas bandas. Então, deixa nos comentários que banda você indicaria para ouvir no Dia Mundial do Rock ou uma Banda que você goste muito e que todos deveriam conhecer.

Até  mais e Feliz Dia Mundial do Rock!

Jônatas Amaral

[ANIME] ORANGE EP. 02 (comentários)



Olá pessoal!

Acredito que este meu domingo (10/07) foi um dia incomum. Tinha tantas e tantas coisas programadas que foram impedidas de serem cumpridas pelo fato de,simplesmente, a energia ser comprometida na região onde moro por conta de uma explosão em um dos postes de energia. Isto atrapalhou e ajudou ao mesmo tempo. Comecei algumas leituras novas, que em breve estarei comentando por aqui, e me levou a demorar um pouco mais para assistir o segundo episódio deste anime.

Pra inicio de conversa tive que procurar em outros sites o episódio, pois onde eu costumo assistir ainda não havia sido publicado. Mas, parando de enrolação, acabei de assistir o segundo episódio e gostaria de comentar algumas coisas sobre ele.

Caso queira saber um pouco mais sobre o primeiro episódio ou sobre o projeto CLIQUE AQUI!

O segundo episódio gira em torno de uma das informações contidas na carta que Naho recebe de si mesma. Nesta carta, ela se faz um pedido: FAÇA O ALMOÇO DE KAKERU. Este pedido gera certos sentimentos estranhos na menina, que em alguns momentos me pareceu muito estranho e inexplicável.

Antes de continuar gostaria de fazer uma observação sobre esta personagem. Não sei se é uma representação da cultura dos orientais, mas sinto uma forte presença de uma submissão da personagem para com os personagens masculinos. Uma das características da personagem, amplamente enfatizada no episódio, é que ela parece uma mãe. Um dos hobbys da personagem são os afazeres de casa. Ela é muito incomum neste sentido.


Em um dos momentos do episódio ela entra em conflito porque ela não consegue entregar o almoço ao Kakeru, por vergonha. E, entendo por fim o porque deste conflito: a carta mexerá com a personalidade da personagem. Os pedidos farão com que ela saia da zona de conforto, dê atenção a detalhes que ela nunca sequer imaginou. Isto é bem sutil no episódio e pode passar bem despercebido.

Durante o desenrolar do episódio é que descobrimos mais sobre o personagem Kakeru e o que aconteceu com ele no futuro, que gera grande expectativa de saber mais.

Lembrando que estou lendo o mangá simultaneamente e, por enquanto, a historia está muito fiel ao texto base. Achei o ritmo moderado e não gostei muito da trilha sonora, ela está meio estranha. Mas, isto é um detalhe muito pequeno.

O que têm chamado minha atenção nesta história é, justamente, o fato de ela começar a ficar presa a carta que narra seu futuro e começar a ficar insegura diante daquilo que está mudando e, obviamente, não está escrito na carta. 

Por Jônatas Amaral
Até domingo que vem!

Saiba mais sobre o projeto CLIQUE AQUI! 

[SORTEIO] 3 ANOS CONFRARIA CULTURAL


Boa tarde pessoal!

Estou aqui para anunciar um sorteio muito especial para comemorar os 3 anos do Blog Confraria Cultural.

São 6 kits muito legais! Agora é só participar e torcer muito! 













REGRAS 

Válido apenas para quem possuir endereço de entrega no Brasil;
- Imagens meramente ilustrativas, podendo haver variação na edição do livro;
- O preenchimento incorreto do formulário acarretará em desclassificação do ganhador;
- As entradas opcionais não precisam ser cumpridas, mas garantem chances extras no sorteio;
-  Cada blog envolvido é responsável pelo envio apenas do prêmio cedido pelo mesmo;
-  O sorteio terminará no dia 07/08/2016;
-  O resultado será divulgado neste mesmo post em até 10 dias após o término do sorteio;
- Cada blog tem o prazo de 60 dias para envio dos prêmios após o recebimento dos dados do ganhador;
- Será enviado um e-mail ao ganhador solicitando seus dados, o mesmo terá 3 dias para responder, caso não o faça perderá o prêmio;
- Não nos responsabilizamos por qualquer problema ocasionado pelos Correios;
- Não haverá reenvio caso sejam realizadas as tentativas de entrega e o prêmio volte ao blog responsável.

[ANIME] "ORANGE" (EP. 01) + Apresentação



Bom domingo a todos!

Recentemente tenho me interessado pelo universo dos mangás e animes japoneses. Nem sei explicar direito o motivo, mas as narrativas e as ideias me atraem constantemente a começar. No entanto, pouco conheço sobre a cultura japonesa e muito menos da cultura de consumo de animes e mangás, quer fora quer dentro do Brasil. Contudo, sou da filosofia que para começar a entender alguma coisa você precisa dar um primeiro passo.

Ano passado eu comecei a assistir um anime chamado Shigatsu wa kimi no uso (que ainda não terminei, nem sei porque kkk) e simplesmente fiquei encantado. Recentemente, ouvir falar sobre um novo mangá chamado "Orange" escrito e ilustrado por Ichigo Takano. Vi eles bastante nas bancas, mas não comprei. Há alguns dias soube que seria lançado o anime dia 03 de julho no Japão. E procurei na internet o mangá e hoje vi que saiu o anime.

O que aconteceu?

Decidi fazer uma experiência: ler e assistir o anime desta história de grande sucesso tanto lá fora quanto aqui no Brasil. Simultaneamente. E essa experiência começou hoje. Li o primeiro capitulo do mangá e assistir o primeiro episódio do anime.

Desta forma, pretendo todos os domingos vir aqui e comentar um pouco do que achei do episódio do anime. Posteriormente, assim que eu terminar de ler o mangá, farei um post sobre ele. E assim que o anime terminar, pretendo fazer um post comparativo de ambos os suportes.

Quem quiser me acompanhar nisso, no final deste post deixarei os links de onde você pode assistir o anime e ler o mangá. Ou mesmo onde comprar o mangá.

Então vamos aos comentários do primeiro episódio do anime.
Pra começar confira o trailer do anime (sem legendas)


Sinopse: No primeiro dia de aula, Takamiya Naho recebe uma carta misteriosa de si mesma 10 anos no futuro, que a aconselha a não realizar certas ações. Mas ela ignora, os amigos de Naho convidam o novo menino que chega de Tóquio, Kakeru, para sair depois da escola. Mas algo terrível acontece a Kakeru nesse dia. Algo que poderia ter sido evitado se Kakeru regressasse à casa mais cedo.
A par disso, Naho decide seguir as instruções recebidas do futuro, onde Kakeru não existe.
O primeiro episódio é uma apresentação bem simples da trama, e esta simplicidade te envolve. Em seus vinte minutos, conhecemos um pouco dos personagens centrais da trama e seus coadjuvantes. E o principal arco da história: Takamiya Naho recebe uma carta de si mesmo no futuro. E conforme ela vai lendo os acontecimentos ela percebe que é tudo que está escrito acontece de fato.

O episódio apresenta a relação que começa a nascer entre os personagens de forma bem realista. Na verdade, a única coisa estranha ou não-realista é a carta que vem a ser um elemento fantástico na obra. 

Essa estranheza sobre a carta acredito que irá ser mais explorada conforme a história se desenrolar e espero que saibam aproveitar para dar um toque de suspense em torno deste, afinal pelo que vemos é um história que terá muito romance e emoção.

Kakeru é um personagem bem tipico pelo que tenho visto neste tipo de história: charmoso, misterioso e melancólico. Espero que ele surpreenda.

Gostaria de destacar que é uma surpresa ver logo nas primeiras cenas ela no futuro. O que já nos deixa meio apreensivos pelo que pode ter acontecido a um dos personagens.

Gostei do primeiro episódio que foi bem introdutório e ainda meio paradinho. Mas, muito legal. E já fica o questionamento: O que você faria se recebesse uma carta que você mesmo escreveu 10 anos no futuro? 

Assim sendo, estou muito curioso para continuar e saber mais sobre a história.

Até domingo que vem!

LINKS:


Por Jônatas Amaral


[RESENHA] "LAGOENA: O PORTAL DOS DESEJOS" DE LAÍSA COUTO



“Lagoena: o portal dos desejos” é um livro de fantasia nacional destinado ao público infanto-juvenil. É uma história divertida de ler, mas, em muitos momentos, peca pelo excesso. Nesta resenha pretendo comentar aspectos que me fizeram ter com este livro uma relação de amor e ódio.

Esta é uma história de uma menina de 10 anos, órfã de mãe e única de neta de um joalheiro falido, chamada Rheita. Esta menina nasceu predestinada a algo, e ela possui uma marca nas mãos que a obriga a viver de luvas. Em determinado momento da história ela descobre no antigo quarto da mãe a metade de um mapa mágico. Esta missão se junta ao desejo desenfreado da garota de rever seu pai que simplesmente desapareceu. Logo, com a ajuda de um menino chamado Kiel, filho gago de um sapateiro, descobre que um ser estranho está à procura justamente do mapa. Tudo isto dará margem para uma grande busca que levará ela e o amigo para o reino de Lagoena. Lá, se defrontaram com uma missão: deverão encontrar sete chaves que abrirá um portal de desejos. O desejo poderá salvar o reino de Lagoena.

Não há surpresas nessa sinopse, a diversão do livro está pelos encontros com criaturas mágicas, as dificuldades para achar as chaves. Particularmente, como leitor, me interessei mais pelos acontecimentos enquanto ela estava no Reino do Vinagre, o lugar de origem dela. As problemáticas, os conflitos ali eram mais interessantes. 

Falta peso, falta consistência no universo mágico criado pela autora. Ao longo de 200 páginas nós conhecemos um reino que teoricamente está em perigo, contudo, fora a floresta sombria, tudo parece muito bem. Não há uma sensação de perigo, logo não há uma tensão que leve o leitor a torcer ou compartilhar as emoções e os riscos dos personagens. A história se torna previsível.

Alguns núcleos criados pela autora são muito bem feitos, destaco o grupo de ladrões que por si só já são mais interessantes que os protagonistas. Eles são carismáticos, eu gostaria muito de ver mais deles. Eu gostaria muito que a história fosse mais coesa ou convergênte, ou seja, que houvesse um entrelaçamento dos personagens. Isso me decepcionou, o que levou a um final só “okay”. 


Tenho que reconhecer o talento da autora. Neste primeiro romance da autora é possível identificar a capacidade criativa desta. É muito bom ver elementos fantásticos de diversas regiões do mundo, inclusive brasileiras, por exemplo, a ideia da Iara e do Curupira estão presentes no livro. Isto é muito criativo. 

Posso concluir que as crianças vão adorar este livro, contudo a autora poderia ter expandido este universo, até criado uma série. É um tipo de livro que pede mais de um volume, o livro não ficou dinâmico, a meu ver, ficou apressado. Por isto, digo que a maior falha do livro está no seu roteiro de acontecimentos e desenvolvimento dos personagens. [ATUALIZADO] Felizmente, soube que a autora pretende continuar a trama e expandir este universo. Confesso, que fico muito feliz e ansioso com esta informação.

Depois dos ladrões, o personagem mais carismático é o Kiel, e em seu final eu acredito e vejo um problema de enredo pelo fato de um acontecimento não ficar muito claro e por envolver algo muito característico do personagem sentir falta de uma explicação mais explicita sobre, contudo tem lógica. Só precisa de algumas informações sobre a gagueira para que se possa compreender por inteiro.

Por fim, foi um livro que eu gostei de ler, ele conseguiu em alguns momentos me prender, me surpreender às vezes, me entreter, em outros, porém, eu simplesmente queria que acabasse logo. E esteticamente o livro é muito belo e muito bem feito. Confesso que esperava mais, e continuo esperando mais da autora. Quero ver mais da autora e esta melhorar cada vez mais nas suas obras, pois há um potencial imenso. Principalmente, pelo fato de haver uma escassez de livros de fantasia brasileira.

Por Jônatas Amaral

Este livro faz parte do