[RESENHA] "HECATOMBE HIPOTÉTICA" DE CLAUDIA GOMES




“Porque desconstruir é necessário. Sempre.”. A orelha do livro nos apresenta esta frase que oferece, no mínimo, a intenção da autora de formar um livro de poesias experimentais. A desconstrução desse livro, a meu ver, se dá no nível da quebra de expectativa; isto não quer dizer que o livro gere humor no leitor; isto quer dizer que o leitor se surpreende a cada poema e que pode refletir em nós sensações múltiplas.

De imediato ao lermos o título “Hecatombe Hipotética” somos deparados com uma dúvida: Afinal, qual o significado da palavra “hecatombe”? Para o Dicionário Aurélio significa “grande carnificina”, e que hoje é utilizado para se referir a grandes crises e catástrofes mundiais. O poema que dá titulo a este livro fala sobre um possível apocalipse que retiraria da terra todas as bibliotecas do mundo, assim sendo, o eu lírico coleciona avidamente livros e mais livros para que as palavras sejam mantidas como armas para esta guerra.

O livro é repleto de situações que demonstram crises e principalmente crises interiores refletindo as perguntas sobre nossa própria identidade, nossos atos, nossas decisões no amor. É um livro que surpreende, primeiramente neste ponto. Eu já cansei de ler poemas extremamente cansativos, recheado de palavroagem desnecessária para dizer coisas supérfluas. Neste livro vejo uma linguagem simples e palavras profundas na sua simplicidade.

A ordem dos poemas é um fator que leva o leitor a surpresas. O livro começa leve e conforme as palavras vão passando, elas a cada vez mais se tornam mais duras, cruas, sua poesia torna-se mais erótica e sensual. O poema “Motel público”, uma homenagem da autora a Hilda Hilst, é um baita ‘tapa na cara’ do leitor que parece nunca está preparado para alcançar este poema. É lindo e cruel. 


Como muito se observa, é um livro que aparentemente nos dá uma ideia pré-determinada, a qual na se concretiza. O livro é cheio de desenhos fofinhos, a capa do livro nos lembra, de fato, um livro adolescente. Contudo, as palavras, os poemas e as idéias não correspondem ao que eu encontro refletido nos desenhos. É mais uma dessas surpresas. Não sei se estes complementam a leitura em si, porém vejo que em muitos momentos ajudam a torna tudo mais real. É algo estranho de se dizer, afinal, não faz muito sentido. 

É como diz um amigo meu: Não pense a poesia, sinta a poesia.

Como leitor, meu poema favorito chama-se “Solavanco”. A imagem de uma viagem de ônibus pela cidade é tão reconhecível e construída de forma tão realista que me emociona. E não consigo não pensar nele todas as vezes que preciso embarcar em um ônibus.

O mundo é cheio de crises externas e internas. Quem lê precisa das crises, quem escreve também. O eu lírico e a própria autora muitas vezes se confundem neste livro. Aprendo muito na faculdade que nem sempre o poeta diz aquilo que ele sente. Acredito que em muitos momentos isto é válido, neste livro não consigo dizer isto – principalmente quando leio um pouco sobre a história da autora – além disto, é possível perceber que este é um livro muito pessoal. E posso dizer que é uma obra que a autora se coloca para fora em forma de palavras.


Para finalizar, gostaria apenas de ressaltar algumas coisas: a poesia experimental para mim é muito um mistério. Poesia sem rima ainda causa choque para mim. Poesias que parecem frases quebradas ainda não são compreensíveis para mim. E este livro me causou isto de inicio também, contudo fico surpreso de ver tudo isto o qual é tão incompreensível a mim e ainda me surpreender. 

É uma leitura que você faz rápido, o que pode ser um problema, indico lê-lo com muita calma. Esta fluidez do livro se deve muito a linguagem, a forma de narrar, os assuntos e a imagens retratadas. Foi uma crise que eu amei viver.

Por Jônatas Amaral
Livro cedido pela autora. 
Pode ser adquirido diretamente com autora pelo e-mail:

claudiacanteri@gmail.com

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[SÉRIES] "Amorteamo" (2015)



“AmorTeAmo” é uma sequência de palavras juntas formando novas palavras, unindo palavras tão indistintas para formar um amontoado coeso. É uma série que simplesmente me tomou pela mão e me levou em menos de um dia por sua história. A viagem a qual deixei me levar me trouxe uma história de cheia de vida, ainda que delineada pelo tema da morte.

É uma história de horror e amor unindo uma cidade do Recife ali em meados dos anos 20. Ainda que se tenha um extremo pedaço de tom sobrenatural, o natural está muito presente em seus personagens. O engenho, a cultura, a corrupção e as suas consequências. 

A obra tem lá sua influências marcantes e visíveis. A mais notável é a relação com a história de Tim Burton “A noiva cadáver”. O triangulo amoroso muito nos lembra daquela história tão sombria e esquisita do diretor, contudo de nenhuma forma se torna refém disto, é original na sua inspiração.


A história gira em torno da família de Gabriel (Jhonny Massaro), filho de um amor proibido da mãe Arlinda (Leticia Sabatella) com o mulherengo Chico. Arlinda era casada com Aragão (Arnaldo Antunes) e pegou os dois amantes no ato e vingou sua honra ali mesmo, e no leito de morte, também surgiu à vida. Aragão e Arlinda esconderam esse segredo durante muitos anos, contudo Gabriel acaba por se apaixonar por Lena (Ariana Botelho), filha da empregada que cresceu junto com ele. Por uma variedade de acontecimentos e descobertas o amor de Lena e Gabriel torna-se mais um dos desastres dessa família. Com a mãe se corroendo e definhando pela tristeza e falidos, Gabriel e Aragão cumprem um acordo com o um Issac, um judeu da cidade que quer porque quer casar a família Malvina (Marina Ruy Barbosa). O enlace dos dois acontece de forma estranha e confusa, pois ambos têm pela morte um apego apaixonado. 

Desde então, a história vai criando enlaces a cada episódio que irá desaguar na volta de inúmeros falecidos a vida para se vingar ou resolver seus mal entendidos. Pelo erro de um homem, a morte carregará muitas vidas. 

Não sou um telespectador ativo de séries do gênero horror, contudo esta série brilhou aos meus olhos, com seu ambiente sombrio, com seus personagens tão interessantes e profundos. Com um triangulo amoroso que não fica no melodramático puramente simples, evolui a cada capitulo. A construção dos personagens pelos atores é fantástica. Não vejo nenhuma atuação deixando a desejar. 

É uma felicidade ver Tonico Pereira e Guta Stresser sendo tão brilhantes em seus papéis secundários. A sua participação ali pelas beiras dos acontecimentos são belos de ver e muito carismáticos.

A série possui um ritmo frenético e constante, fato que em alguns momentos causa falhas no roteiro, principalmente no que tange a passagem de tempo. Por outro lado, o ritmo frenético permite que em cinco capítulos conte-se uma história cheia de reviravoltas e mortes de forma envolvente, de forma que você não consegue parar de assistir. Fico imaginando quando ela foi transmitida pela primeira vez, afinal a história era transmitida uma vez por semana apenas na Rede Globo. 

Por fim, tenho uma felicidade imensa de conseguir ainda assistir este trabalho tão incrível, que além de me divertir trouxe a mim bagagem de conhecimentos únicos sobre a arte de se roteirizar uma história. 

Um viva ao AmorTeAmo. Pois, uniu o amor e a morte, fazendo destes a poesia necessária para se construir uma história de arrepiante.

AmorTeamo
Por Jônatas Amaral

[PARCEIROS] Release "Hecatombe Hipotética" e "Mariazinha em Verso & Prosa" de Claudia Gomes


Olá, meu queridos! Feliz dia dos namorados!
Hoje, neste dia tão especial para tantos casais, venho falar um pouco sobre dois livros muito interessantes e belos da nossa autora parceira Claudia Gomes. 
Para você que está solteiro é uma boa dica de leitura e para vocês que estão aí de namoro, entre um beijinho e outro deem uma olhada nessas dicas. ;D

Para adquirir estes livros basta entrar em contato direto com a autora pelo e-mail: claudiacanteri@gmail.com 

Como falamos no nosso post de apresentação da autora depois de um período difícil da vida da autora, sem abandonar suas leituras, voltou a escrever e publicou o livro "Mariazinha em Verso e Prosa", um livro infantil inteiramente em quadrinhos, com o desenhista Fábio Turbay. 


O livro possui um traço muito bonito e traz, em alguns momentos, ilustrações elegantes. Tudo isto para contar a história de  Mariazinha, uma garota como qualquer outra. Se diferencia das outras de sua idade, pelo amor à poesia. Mariazinha consegue ver poesia em todos os lugares. Seu sonho é ser poetisa e escritora, quando crescer. 
Em breve, vocês poderão conferir uma resenha completa sobre este livro por aqui. O livro encontra-se esgotado para a venda, mas quem sabe vocês ainda não encontram um exemplar por aí. 
Veja uma amostra do trabalho:
Em Abril, foi lançado oficialmente o primeiro livro de poesias da autora, intitulado "Hecatombe Hipotética". Presenteada pelo patrocínio da Lei Chico Prego, da Secretaria de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal da Serra – ES, a autora realizou seu sonho,após as duas publicações de quadrinhos poéticos e que se encontram esgotados.


De publicação independente, com uma equipe de profissionais e amigos, sua obra se divide em 41 poemas, produzidos entre a safra de sua vida no Espírito Santos e o período atual no Rio de Janeiro. 
Claudia Gomes assume:
“Levei um processo de muitos anos para que ele nascesse. E ainda sinto que, mesmo finalmente impresso, não está acabando. Talvez nunca esteja”.

Claudia Gomes declara que se trata de um livro com poesias mais do que marginais, e sim experimentais. Sua escrita avança alguns padrões literários, sem rima ou métrica, onde se detém a demonstrar sua arte individual e seus sentimentos. O eu lírico e a autora se fundem propositalmente. Ela acredita que para escrever é preciso paixão. E alega: 
“Para mim a paixão é algo íntimo e pessoal, dentro da gente, e que podemos expressar de muitas maneiras, embora nem sempre sabermos lidar ou reconhecer a tênue linha entre a palavra e o "se expor", se expor é importante para que se obtenha alguma profundidade”.
O tema central da obra é a sua personalidade, conforme declara: 
“É a minha pessoa, eu mesmo, a minha intimidade. Eu falo de amor e de sonhos, com doses de humor, de sentimentos, de contemporaneidade, do dia a dia e dos pensamentos que a gente esconde até de nós mesmos”.
Dividindo-se entre a sua fonte inesgotável de criação e comemorando a sua mais nova obra, a autora deseja que todos se permitam “marginalizar’se”, pedindo uma boa e ousada leitura:
 “Não julguem-no pela capa. A capa é delicada e tem um ar “teen”, mas cuidado, pois esconde os gritos, o sexo, as histórias e os palavrões dentro de mim”. E de todos.
Aventure-se
Até mais!

[Autores Parceiros] Claudia Gomes - Autora de Hecatombe Hipotética



Olá pessoal que me lê,
Recentemente tive a alegria de receber uma mensagem da autora Claudia Gomes falando um pouco mais sobre seu livro, e mais felicidade tive quando ela aceitou o projeto de parceria conosco, nos possibilitando conhecer um pouco mais sobre seu trabalho e escrita.

A autora está divulgando o seu livro "Hecatombe Hipotética" que é um livro de poesia experimental e que ainda neste final de semana iremos comentar um pouco mais sobre ele e terá resenha em breve aqui neste espaço.

Antes de mais nada, gostaria de agradecer a autora pela confiança.
E em seguida, gostaria de apresentá-la:

Esta é Claudia Gomes



Ela é escritora, roteirista, atriz e produtora. De origem capixaba, mora no Rio de Janeiro, onde trabalha com cultura.
Desde cedo se destacou devido a sensibilidade artística. Na escola sofria “bullying” por causa da religião cristã dos pais.
Em casa sofria para se submeter aos dogmas radicais. 
Na vida sofria para conter todo o seu potencial criativo, usado para driblar o tédio familiar e o preconceito social.
Sua salvação foi o bisavô, que mesmo sem saber ler, contava-lhe muitas histórias. Logo que ela conheceu as palavras, descobriu que os livros seriam os seus eternos portais mágicos. Desde jovem começou a escrever. A paixão pela literatura só não a tornou uma bibliotecária porque tem alergia à poeira. 
Ainda jovem começou a contar histórias profissionalmente, além de receber sua primeira proposta de publicação, mas o pai não concordou, negando a hipótese de uma escritora na família. Naquela época, então, ela se apaixonou pelo universo da animação. Tentou outras carreiras, como bancária, mas entrou em depressão profunda, parando de estudar e de trabalhar, mas aproveitou para mergulhar no mundo das artes. Sem abandonar suas leituras, mais tarde retomou a escrever, ganhando dois prêmios literários e publicando "Mariazinha em verso & prosa". (Este livro também terá resenha aqui no blog =) )


Há menos de dez anos se mudou para o Rio de Janeiro, então lançando “Sarau da Mariazinha”. Recentemente escreveu para duas séries de tevê. 
Entre seus futuros projetos, prepara uma parceria biográfica com o escritor Fábio Fabrício Fabretti, biógrafo de Caio Fernando Abreu, Gloria Pires, Gretchen, Neusinha Brizola e Jussara Calmon. Também participa e organiza eventos literários e culturais, como saraus,contações de histórias, cursos, palestras e oficinas.

Ao longo deste mês, falaremos muito sobre autora por aqui. Fiquem Ligados!

Se estiver já, muito curioso para saber sobre o livro "Hecatombe Hipotética", adicione o livro na sua estante no SKOOB, Confira AQUI

Até mais!

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