[OPINIÃO] Consciência


Ainda lembro-me do período o qual a minha opinião foi exigida a fim de me posicionar sobre quem deveria ou não ser os novos governantes do Brasil, especialmente quem iria presidir este país por mais quatro anos. Foi um momento que, com toda sinceridade do mundo, me sentir de fato importante, ansioso para que, pela primeira vez, minha opinião fosse ouvida ainda que através de um voto.

Nesses tempos que tanto se fala de Golpe!, de corrupção, de atos inconstitucionais, de impeachment e tudo o mais os quais procuro conhecer aos poucos, pois de fato são informações confusas e abstratas demais para minha mente, fico a pensar sobre a culpa que temos em relação ao nosso voto.

Leio e escuto bastante que o atual impeachment da presidenta Dilma Rousself anula a democracia, o que veria ser considerado um golpe. Em contraponto, escuto que o novo presidente Michel Temer foi eleito democraticamente pela eleição, afinal este fazia parte da comissão, ou seja, ele era candidato a vice-presidência. Então, temos os choques e as desavenças formadas por argumentos recheados de imagens e discursos, que se certo ou errados? Definitivamente, ainda estou a pensar.

Contudo, de fato, metade da população elegeu o novo presidente do Brasil. E agora? Muitos dos que votaram se posicionam contra. Por quê?

Acredito que tudo isto e toda esta discussão nos levam a pensar no que muito se prega nos períodos de eleição: O voto consciente. Conhecemos os candidatos a presidência, pelo menos em tese, mas e os candidatos a vice? Ninguém procura. Eu não procurei. E hoje vemos o posicionamento de um partido que era aliado ao PT, mas que agora se posiciona contra, por uma série de determinações ideológicas particulares. Se pensam na classe trabalhadora, se pensam na elite, eu não posso opinar ainda, preciso pesquisar mais. É triste isso, pois tínhamos e temos no governo pessoas com as quais não confiamos, porém no poder, a maior parte deles, fomos nós mesmos que os colocamos.

Se pensarmos que temos mais uma eleição pela frente,= podemos pensar que temos, em tese, a chance de mudar algumas coisas: de votar consciente, mas não como um discurso furado e clichê, consciente de verdade. Mas, e quem não tem condição? Quem não quer? Fico pensando, Democracia?

Não vou dizer que tenho plena consciência de tudo o que está acontecendo, que conheço as profundezas desta trama, porém tenho plena certeza que faço parte indiretamente do que acontece, só não tenho o poder total de mudar tudo, contudo tenho mais uma certeza, eu não estou de mãos abanando ainda. Eu e você ainda temos uma voz, pena que muitos não querem escutar.

República Democrática Brasileira.

Em seguida, as cenas do próximo capitulo.

Por Jônatas Amaral

Jônatas Amaral

Sou Jônatas Amaral, 22 anos. Paraense, Brasileiro. Formado em Letras - Língua Portuguesa. Um sonhador por natureza.

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