[CULTURAÇÃO] Um livro pra chamar de meu

Boise, Idaho
Olá pessoal! 
Tudo tranquilo?

Que milagre eu esta por aqui postando na mesma semana, porém, mesmo com um dia conturbado decidi tirar uma hora para vir escrever aqui algo que muito me inspira. Eu sinto faltar de uma coisa recentemente na minha vida: Sonhar!
Espero que você não tenha sentido isso, contudo, as vezes sinto que estou vivendo uma vida mecânica, normal, caminhando como um robô. 
São provas, são reuniões, são trabalhos... Com tudo isso, parei de escrever. Escrever era o meu sonho de menino, quer dizer, para ser mais exato, meu maior sonho quando criança era ser Escritor. O sonho continua, só que talvez esteja apenas adormecido.
E até conseguir publicar um conto recentemente, mas, parece que tudo travou. Isto parece tão distante!

Desta forma, aceitei o desafio de sonhar com uma postagem sugerida pelo Projeto Culturação, SAIBA MAIS.
A ideia é imaginar que sou um grande autor de livros e estou finalizando meu mais novo lançamento, que todos estão chamando de “futuro best-seller”. Um jornal mega famoso enviou sua melhor repórter para me entrevistar, a fim de fazer uma matéria exclusiva sobre meu mais recente trabalho. Estas são as minhas respostas para as perguntas: 

Qual o título de seu livro?
"Idaho - Onde eles buscarão a felicidade"

Qual gênero ele se classifica e sobre o que ele é?
É um drama contemporâneo. 

O que (ou quem) te inspirou a escrevê-lo?
Nossa, acredito que muitas pessoas me inspiraram a escrever este livro. Temo em dizer que muitas delas nunca saberão disto, mas elas foram tão importantes na minha vida. Um amigo que conheci de forma inesperada, talvez, tenha sido o ponto de partida para pensar na grande viagem que decidi escrever.

Como são os personagens principais e quais são seus pontos fortes?
É uma história com um número interessante de personagens principais, pois, ao todo são 5 protagonistas. Dentro de uma cidade você encontra tantas personalidades, mas amo esses personagens porque todos eles tem algo em comum: a coragem.
Acredito que a coragem não está no fato de você nunca sentir medo, porque esta é uma história de pessoas amedrontadas, contudo, coragem é fato de você ir assim mesmo. Colocar o medo no bolso e ir.

Me fale sobre os vilões?
Acredite quando eu digo que o vilão desta história é a própria vida. Não que eu queira dizer que viver não é bom, não é isso. Quero mostrar como as situações a nossa volta, os acontecimentos inesperados podem ser para nós grandes vilões, pois nos colocam em choque com coisas que não queríamos enfrentar ou que não nos sentimos prontos para vivenciar.

Os personagens principais têm melhores amigos? Como são eles?
Como eu disse, são cinco protagonistas que ao longo da história vivenciam um grande história de amizades. Se pudêssemos ver sob a ótica de cada um deles, perceberíamos que eles são amigos reais, imperfeitos e cheios de bom humor.

Qual o “momento êxtase” do livro?
Não quero dizer num todo, pois seria revelar um desfecho muito forte, mas o reencontro de dois irmãos de alma é o  momento de maior importância dentro da história, talvez o mais esperado, ainda que este possa nem ter acontecido de fato. 

Pra quem vai a dedicatória?
Sempre sonhei com essa dedicatória e a escrevi muito antes de começar a escrever a primeira linha: 

Para a sigla de consoantes que une todos as cinco almas dessas histórias, que não só existem, como são imortais: M.N.L.R.D

Quem leu o manuscrito em primeira mão?
Meu melhor amigo.

O que a crítica está dizendo sobre ele nas mídias?
Tenho visto criticas divergentes em geral sobre o livro. Há quem se identifique muito com as histórias e reflexões feitas, e acreditam no potencial da narrativa. Há quem diga que o livro seja reflexivo demais, ou mesmo, não apresente de forma realista a vida.

E assim eu acordei!

Por Jônatas Amaral



[CULTURAÇÃO] TAG – A viagem dos meus sonhos

Fonte: brunow420-blog.tumblr.com

Olá meus queridos!

Mesmo com uma semana atribulada de fim de semestre na faculdade reservei uma hora do meu dia para vir aqui e relaxar junto com vocês. A postagem de hoje é referente ao projeto "Culturação 2016" promovido pelo blog Monykisses. Estou no grupo deste projeto já faz um tempo contudo, apenas este mês definir que queria participar. 
Ainda que já esteja no final do mês ainda dá tempo de participar. Este é o primeiro post de três que serão publicados até o dia  30 deste mês.

Para começar, como você já deve ter visto no titulo da postagem, esta é uma Tag que consiste em criar uma mini história a partir dos livros que você já leu. Pra isso, fazer uma busca em nossos arquivos mentais e responder as perguntas a seguir, usando como base os diversos livros lidos em toda da nossa trajetória literária. Se quiser, pode misturar títulos. Uma coisa é certa, você vai viajar...

Então, bora viajar!

1- QUAL SERÁ O SEU DESTINO?

Baseado nas aventuras do primeiro livro da série "Percy Jackon e os olimpianos" de Rick Riordan, meu destino é alguns lugares dos Estados Unidos da América, principalmente a cidade de Nova York, um dos destinos que sonho pisar desde criança.


2- QUAL O MEIO DE TRANSPORTE VAI USAR?

Para ir aos Estados Unidos, aqui direto do centro de Belém/Pará utilizarei o serviço aéreo. Contudo, para atravessar os país quero usar de alguns dos meios de transporte usados pelos personagem no livro: ônibus, táxi e principalmente o trem.

3- QUEM SERÁ MEU ACOMPANHANTE OU ACOMPANHANTES?

Gostaria de fazer essa viagem ao lado de três grandes amigos meus, eles se chamam Micael, Douglas e Leandro. Contudo, caso haja algum imprevisto e não possa contar com a companhia deles eu também gostaria de fazer essa viagem ao lado de minha própria pessoa. Ou seja, senão for eles não é ninguém. 

4- QUEM VOCÊ VAI ENCONTRAR LÁ?

Eu gostaria de encontrar o sátiro que ficou de me acompanhar até o acampamento meio sangue o qual deve ter ficado perdido procurando o velocino de ouro. Mas, espero encontrar amigos de viagens incríveis.

5- QUAIS LUGARES VOCÊ FAZ QUESTÃO DE CONHECER?

O Edificio Empire State Buiding

O Hotel e Cassino Lotus, em Las Vegas
Não, Pera!
Qual é, claro que existe! É só não comer a flor de Lótus.
Píer de Santa Mônica, na Califórnia.
Lugar de uma grande batalha com o Deus Ares.

6- QUE RECORDAÇÕES VOCÊ PRETENDE TRAZER DESTA VIAGEM

Algumas bugigangas e algumas camisas de cada lugar que passarmos, além de muitas fotos e um Daily Vlog incrível! Além de muitas histórias para contar. E algumas para ficar em segredo.

7- O QUE FARÁ DESTA VIAGEM INESQUECÍVEL?

Ainda não sei, deixo o destino me guiar.

BOA VIAGEM!!
Se um dia eu fizer esta viagem, com certeza eu deixarei tudo registrado aqui.



[RESENHA] "Eu e o Silêncio do meu pai" de Caio Ritter




“Eu e silêncio do meu pai” possui um tema que nos acompanha séculos após séculos: o relacionamento de pais e filhos. A história desse livro não é linear e busca através de suas páginas de breves relatos, fazer refletir sobre como a ausência, o silêncio, a falta de diálogo transformou a vida de um menino.

Não é uma história de enredo prático que se possa definir em uma simples sinopse, mas basicamente trata-se das reflexões e memórias de um garoto pobre que vive com dois irmãos, a mãe, a tia chata e seu pai tão calado, com sérios problemas com o álcool. O garoto procura intensamente um relacionamento com pai, qualquer sinal de apreço, companhia com este. Contando memórias do dia-a-dia de um garoto, seu primeiro dia de aula, seus aniversários, as perdas e os ganhos, além de mostrar como nasceu a sua paixão pela leitura e escrita. Tudo isto em textos curtos ao longo de suas cem páginas. O garoto nesta jornada deverá aprender a amar seu Pai.

“Escrever é sempre trazer um pouco do que a gente foi. Como faço agora ao tentar ser memória de um tempo findo, mas ainda vivo em mim.” (P.58)

Durante a leitura deste livro me surpreendi com o caráter de autobiografia e memórias que não me era esperado, não que se possa defini-lo desta forma, não que este tenha sido pensado desta forma, contudo a obra é cercada de elementos comuns à vida pessoal do autor (como se pode conferir na biografia do autor). 

A narração escolhe mostrar mostra frustração do personagem através da escolha de fatos específicos da vida do menino. Fato estes que mostra as principais características do pai e da dificuldade deste para se relacionar com os filhos. Alguns momentos, conforme o garoto vai crescendo, apesar da admiração pelo pai, o garoto procura guardar em sua memória aquilo que não quer fazer com seus filhos. Desta forma é interessante notar que em muitos momentos durante as reflexões do personagem, este cita os filhos e mostra as mesmas situações, mas de forma diferente, trazendo a tona o quanto aquelas experiências marcaram sua vida.

“Por vezes, crianças esquecem maldades. Por vezes, são como cães que, mesmo a mão do dono batendo neles, expressam a maior fidelidade. São capazes de proteger com a própria vida aquele que os maltrata.” (P.61)

Ilustrações de CASA REX
A obra se estrutura desta forma: Temos dois períodos de tempo/espaço, o primeiro trata-se da infância e inicio da adolescência deste personagem sendo apresentado através de lembranças por um narrador onisciente em terceira pessoa; o segundo trata-se do personagem nos dias atuais, já adulto e com filhos, refletindo sobre essas lembranças. A diagramação ora ajuda, ora atrapalha para percebermos esta diferença, mas que é evidenciada obviamente pelas conjugações dos verbos. 

Os personagens não possuem nomes, excetos alguns secundários como a professora e a tia, fato este muito importante, pois por ser um assunto muito comum de muitas famílias, pode-se colocar a eles os nossos nomes, como se estas fossem nossas lembranças, gera uma identificação intima desses personagens. Algumas informações sobre o personagem principal são encontradas, por exemplo: este tem o mesmo nome do pai, nasceu no dia 24 de dezembro, é um escritor e mora em Porto Alegre. Contudo, as informações mais precisas das histórias ficam em segundo plano diante das profundas reflexões percebidas. 


“Este gesto – morder a mão, a fim de tatuar a nódoa do sofrimento – é algo que ele vai repetir constantemente em sua infância. E sempre escondido dos pais e dos irmãos. Ninguém verá sua dor. Ela será só dele” (P. 17)

O livro possui uma linguagem acessível, mas sem deixa de ser cuidada. Muitas frases curtas carregam significados grandiosos dentro do contexto nas quais elas se inserem. É o muito em pouco. Outro fato importante quanto a questão da construção narrativa é que este livro pode ser chamado de livro alma, termo que eu criei para denominar livros que o seu grande foco é navegar pela alma humana, pelos traumas, sentimentos, te fazer decifrar, refletir sobre. 

"Eu e o Silêncio do meu pai" de Caio Riter, Editora Biruta. 2011.

As escolhas lexicais são muito importantes no livro, pois a tendência seria de odiarmos o pai, diante da tristeza imensa que este expõe o filho, contudo houve o cuidado na construção do personagem através da linguagem de torna-lo humano. É possível perceber que o personagem tem um passado, um estilo de criação, uma doença. Apesar dos erros, há certa identificação com o personagem. A única personagem carregada de uma força sombria é a tia sempre acompanhada de péssimos adjetivos.

Desta forma, o livro é bastante melancólico e triste, contudo é de uma beleza reflexiva incrível sem deixar de ser acessível. Um livro melancólico, mas lindo de ler. Com reflexões profundas, escritas com palavras simples que surgem do coração.

“Crianças têm lá suas sabedorias, seus entendimentos de vida” (P.52)


Por Jônatas Amaral

Este resenha faz parte do BOOKTOUR Promovido pela Editora. 
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