[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Sobre o livro "A Mais Pura Verdade" de Dan Gemeinhart



Foi uma grata surpresa receber em minha casa um pacote da Novo Conceito, trazendo uma pequena mostra do seu novo lançamento; o livro "A Mais Pura Verdade" de Dan Gemeinhart.

Acoplado a ideia da editora de ler uma pequena mostra da história, veio a minha ideia de seguir com algumas primeiras impressões de outros livros, séries e filmes, que acabo tendo contato. Seja em um trailer, o prólogo de um livro, o piloto de uma série, tudo nos causa primeiras impressões.

Sendo assim, aqui é lançado a nova coluna do blog que será chamada, básica e simplesmente, de PRIMEIRAS IMPRESSÕES.



MINHAS PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O LIVRO


"A MAIS PURA VERDADE" DE DAN GEMEINHART

"- Sei lá. Acho que eu gosto... eu gosto... do sentimento de captar alguma coisa. De guardar alguma coisa." (P.78)

Este livro conta a história de Mark, como diz a sinopse "em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal". Mas, que por certo motivo decidi fugir de casa e para nossa surpresa viajar quilômetros de distância afim de escalar o topo de uma grande montanha chamada Monte Rainier. 

Ele sai de casa ao lado de seu cachorro Beau, uma máquina fotográfica, um caderno, passagem compradas com antecedência, equipamento de alpinismo e remédios. Sim. Mark está doente. Muito doente.

O que levaria um garoto, que eu imagino pela forma que age, ter por volta de 10 a 12 anos, fugir de casa em suas condições, deixar um bilhete a melhor amiga, e largar tudo? Todo Resto?

É mais ou menos essa pergunta que ficou na minha mente ao longo das aproximadas cem páginas que eu pude apreciar da obra.

É um história que me surpreendeu pelo protagonista e suas atitudes. Assim como me surpreendeu até por muita coisa acontecer em um espaço de tempo e páginas, sem se tornar rápido demais, nem lento demais. Na Medida Certa.

É uma história que emociona e faz pensar.

Algo me incomodou? Sim. A constante lembrança e reafirmação do titulo "A Mais Pura Verdade". Essa frase se repete em vários momentos do livro. Achei, por vezes, desnecessária. Detalhe ínfimo, diante da grandeza da história.

"Isto é uma coisa que eu não entendo: por que desistir sempre parece bom até que você o faça" (P. 63)

Logo, A Novo Conceito deve trazer aos leitores brasileiros, a partir do dia 23 de Março, uma história sobre o qual as atitudes de seu protagonista são a cada página ainda menos previsível. Além de um trama bem amarrada, com personagens extremamente humanos. Com conflitos extremamente humanos.

Essa é a mais pura verdade.

Por Jônatas Amaral

[#OSCAR2015] Whiplash – Em Busca da Perfeição (2014)








“Whiplash – Em Busca da Perfeição” é, que fique claro desde o inicio, um filme perigoso e incrivelmente sufocante. É esses dois adjetivos que fazem dele um dos melhores filmes do ano e do gênero.


“Whiplash” narra a história de Andrew Neiman (Miles Teller) um estudante de bateria de jazz do melhor conservatório dos Estados Unidos. Pretende ser um grande músico. E sua grande chance é ser visto e escolhido por Terence Fletcher (J.K.Simmons), um professor extremamente exigente, para a banda da escola.

Não demora muito para o talento de Andrew ser vislumbrado pelo professor . Andrew é recrutado para ser baterista reserva da banda. Porém, é ali que Andrew ver a face verdadeira do professor; este que utiliza métodos duros, humilhantes, torturadores para que seus músicos cheguem à perfeição exata. 

É um filme que não possui um posicionamento claro em relação ao seu tema. Até onde você iria para alcançar a perfeição? Abriria mão de tudo? Usaria todos os métodos e todas as artimanhas para tal?


Andrew é um rapaz talentoso que aguenta com até certa resistência os métodos do professor que ele quer tanto agradar e que ver como um ótimo mentor para seu futuro. Ele está começando um romance com uma jovem, a dispensa para seguir o seu sonho. Dá o sangue ,literalmente falando, pela aceitação, para chegar ao topo. Miles Teller é um ator que interpreta o personagem da forma que ele precisava ser interpretado, inseguro, mas consciente. Determinado, amedrontado, para que no ápice do filme  tenhamos um dos melhores e mais sensacionais finais de um drama.


Do outro lado da moeda, temos um J.K.Simmons em uma atuação digna do Oscar de melhor ator coadjuvante que ele recebeu. É um personagem que necessita de um alto grau de explosão e um grau de sentimento para ser convincente. O professor Terence tem um método que segundo ele é o necessário para alcançar aquilo que ele tanto almeja: Grandes músicos que façam história. Para ele as duas piores palavras da língua inglesa é “Good Job” ou em português “Bom Trabalho”, o elogio é um instrumento de fracasso. A Critica, a Humilhação não deixa o aluno cair no marasmo.

É nesse ponto que o filme não tem um posicionamento. O Roteiro joga para o telespectador avaliar e decidir, principalmente quando temos o gran finale do filme. Valeu a pena toda a humilhação e tortura? Talvez sim. Por este motivo é um filme perigoso.


Tecnicamente o filme é muito bem produzido. Com uma edição fantástica e incomum. Uma direção de atores competente. Uma trilha sonora vibrante, aos amantes de Jazz será um prato cheio. É um filme que possui um roteiro filmado de forma dinâmica. O Filme nunca fica cansativo, ele vai crescendo e crescendo ao longo do tempo, até o grande ápice. Uma falha talvez seja as histórias secundárias que tem seu papel, mostrar o que Andrew está abrindo mão, mas que vez ou outra se tornam desinteressantes, diante da trama principal que é impactante.

“Whiplash- Em busca da Perfeição” é um filme que nos faz refletir e possivelmente chegar a conclusões estranhas e repensáveis. E um filme sobre a busca da perfeição. Fica a pergunta é possível alcançá-la?


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"Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Direção de: Damien Chazelle
Roteiro de: Damien Chazelle
Com: Milles Teller, J.K.Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist... 
Indicado a 5 Oscars Incluindo Melhor Filme. 
Vencedor de 3 Oscars: Melhor Ator Coadjuvante (J.K.Simmons), Melhor Montagem e Melhor Mixagem de Som. 

Por Jônatas Amaral