[ #OSCAR2015 ] "A Teoria de Tudo" (The theory of Everything, 2014)

quinta-feira, janeiro 29, 2015



Uma teoria para explicar tudo, absolutamente tudo. Uma única e simples equação para explicar o começo de tudo. O começo do universo. Seria possível? A teoria da ciência. A Teoria da amizade. A Teoria dos sonhos. A Teoria da capacidade humana. A Teoria do amor. “A Teoria de Tudo”.


Stephen Hawking (Eddie Redmayne) é um jovem cientista, cursando o seu doutorado em astrofísica. É na universidade que ele conhece o grande amor da sua vida Jane Wilde (Felicity Jones). Um romance que surge em meio a vida real e a vida de teorias da faculdade. De desejos e vontades. A História então buscará nos mostrar uma parcela da vida de uma dos maiores cientistas do mundo. Este que fez inúmeras descobertas e é bastante reconhecido por popularizar a ciência com o livro “Uma breve história do tempo”.


O filme é baseado na biografia de Hawking, escrito por Jane Wilde. Logo, o filme faz uma mescla dos principais pontos da vida do cientista, do inicio do doutorado, até a sua consagração como cientista, e no meio de tudo isto uma doença degenerativa que faz este perder os movimentos do corpo e a fala.

Apesar de a ciência ter na vida de Hawking um papel importante à obra foca no romance entre este e sua amada. As dificuldades e as superações deste. Os dilemas vividos pela sua mulher e sua exorbitante força. A relação entre a ciência e a religião estão presentes de forma sutil.


É uma história com grandes personagens, sendo interpretados de forma impressionante pelos atores. Eddie Redmayne faz um atuação forte, corporal e dramática de mexer conosco pela veracidade. Não só nos momentos de diálogos, mas principalmente no momentos de silêncio, onde podemos sentir o sofrimento e as inquietações deste homem; sendo merecido todas as honrarias a ele concedido. O Oscar seria a consagração final. Felicity Jones traz uma atuação forte e destemida. A química entre os dois atores torna a história de amor e luta ainda mais forte e impressionante.


O diretor trouxe ao filme uma visão bastante idealista da história verídica, o que torna o filme primoroso a partir de um ponto de vista, afinal possuímos cenas belas de se ver e se ouvir; a trilha sonora é incrível, emocionante, ajuda ainda mais a contar essa história, faz refletir, faz entender ou não o que está por trás de tudo aquilo.

O idealismo é um problema quando podemos perceber que existem problemas que são citados aos nossos olhos, mas que não foram explorados, dando um possível entendimento que esses problemas familiares e sociais não afetaram tanto assim, é o caso do embate entre a ciência e a religião. A decisão no final do filme de Hawking em relação a sua esposa e surpreendente, e nesse ponto que percebemos que além dos fatores explorados na trama, houve ainda muitos outros. Contudo, é algo tão verossímil que te dá muitas certezas em relação aquele homem e as suas percepções, mesmo que você nem sempre concorde com elas.


No fim das contas, o filme não traz teorias sobre tudo. Todavia, traz inúmeras "teorias" sobre amor e a capacidade do homem, o que em outra análise poderia definir a essência de tudo. Seja para os cientistas, seja para a fé. O Tempo traz as certezas, traz as dificuldades, traz pressões, mas a essência está no Amor.

O grande final me surpreende e me emociona pela utilização de um recurso fantástico, afinal ele busca retroceder o tempo, e quando retrocedemos nesta história percebemos onde está o inicio de tudo até onde ele chegou. E uma frase jamais sairá da minha mente:


“Veja o que nós fizemos Jane.”

Veja o que eles fizeram. E eles viram que era muito bom.

É um filme que trata a vida desse casal com suas realidades, mas idealizando um pouco aquilo que foi real.

"Não deveria haver fronteiras para o esforço humano" (Stephen Hawking)
Bravo! 




O filme ganhou dois Globos de Ouro.
Melhor Ator - Eddie Redmayne e Melhor Trilha sonora.

O filme concorre ainda aos Oscar de "Melhor Roteiro adaptado" e , "Melhor Trilha Sonora".

Por Jônatas Amaral

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2 comentários

  1. Tô bem curiosa com esse filme <3 Não é um figura que eu sei muito, mas que me interesso em saber. Uma pena que o filme focou mais no lado familiar e íntimo do Stephen, do que nas teorias dele mesmo.

    Beijos <3

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    Respostas
    1. O filme realmente foca no lado íntimo do cientista, mas se quiser saber um pouco de física o filme oferece a base da teoria de Stephen de forma bastante acessível pode acreditar.
      É um filme lindo!

      Vale a pena!

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