[ #OSCAR2015 ] "A Teoria de Tudo" (The theory of Everything, 2014)



Uma teoria para explicar tudo, absolutamente tudo. Uma única e simples equação para explicar o começo de tudo. O começo do universo. Seria possível? A teoria da ciência. A Teoria da amizade. A Teoria dos sonhos. A Teoria da capacidade humana. A Teoria do amor. “A Teoria de Tudo”.


Stephen Hawking (Eddie Redmayne) é um jovem cientista, cursando o seu doutorado em astrofísica. É na universidade que ele conhece o grande amor da sua vida Jane Wilde (Felicity Jones). Um romance que surge em meio a vida real e a vida de teorias da faculdade. De desejos e vontades. A História então buscará nos mostrar uma parcela da vida de uma dos maiores cientistas do mundo. Este que fez inúmeras descobertas e é bastante reconhecido por popularizar a ciência com o livro “Uma breve história do tempo”.


O filme é baseado na biografia de Hawking, escrito por Jane Wilde. Logo, o filme faz uma mescla dos principais pontos da vida do cientista, do inicio do doutorado, até a sua consagração como cientista, e no meio de tudo isto uma doença degenerativa que faz este perder os movimentos do corpo e a fala.

Apesar de a ciência ter na vida de Hawking um papel importante à obra foca no romance entre este e sua amada. As dificuldades e as superações deste. Os dilemas vividos pela sua mulher e sua exorbitante força. A relação entre a ciência e a religião estão presentes de forma sutil.


É uma história com grandes personagens, sendo interpretados de forma impressionante pelos atores. Eddie Redmayne faz um atuação forte, corporal e dramática de mexer conosco pela veracidade. Não só nos momentos de diálogos, mas principalmente no momentos de silêncio, onde podemos sentir o sofrimento e as inquietações deste homem; sendo merecido todas as honrarias a ele concedido. O Oscar seria a consagração final. Felicity Jones traz uma atuação forte e destemida. A química entre os dois atores torna a história de amor e luta ainda mais forte e impressionante.


O diretor trouxe ao filme uma visão bastante idealista da história verídica, o que torna o filme primoroso a partir de um ponto de vista, afinal possuímos cenas belas de se ver e se ouvir; a trilha sonora é incrível, emocionante, ajuda ainda mais a contar essa história, faz refletir, faz entender ou não o que está por trás de tudo aquilo.

O idealismo é um problema quando podemos perceber que existem problemas que são citados aos nossos olhos, mas que não foram explorados, dando um possível entendimento que esses problemas familiares e sociais não afetaram tanto assim, é o caso do embate entre a ciência e a religião. A decisão no final do filme de Hawking em relação a sua esposa e surpreendente, e nesse ponto que percebemos que além dos fatores explorados na trama, houve ainda muitos outros. Contudo, é algo tão verossímil que te dá muitas certezas em relação aquele homem e as suas percepções, mesmo que você nem sempre concorde com elas.


No fim das contas, o filme não traz teorias sobre tudo. Todavia, traz inúmeras "teorias" sobre amor e a capacidade do homem, o que em outra análise poderia definir a essência de tudo. Seja para os cientistas, seja para a fé. O Tempo traz as certezas, traz as dificuldades, traz pressões, mas a essência está no Amor.

O grande final me surpreende e me emociona pela utilização de um recurso fantástico, afinal ele busca retroceder o tempo, e quando retrocedemos nesta história percebemos onde está o inicio de tudo até onde ele chegou. E uma frase jamais sairá da minha mente:


“Veja o que nós fizemos Jane.”

Veja o que eles fizeram. E eles viram que era muito bom.

É um filme que trata a vida desse casal com suas realidades, mas idealizando um pouco aquilo que foi real.

"Não deveria haver fronteiras para o esforço humano" (Stephen Hawking)
Bravo! 




O filme ganhou dois Globos de Ouro.
Melhor Ator - Eddie Redmayne e Melhor Trilha sonora.

O filme concorre ainda aos Oscar de "Melhor Roteiro adaptado" e , "Melhor Trilha Sonora".

Por Jônatas Amaral

Promoção de Aniversário: #3anos Seja Cult







Então, Para comemorar o aniversário do Blog Seja Cult, vários blogs se juntaram para premiar você leitor.

Com está promoção o blog aniversariante fecha os quatro dias de promoção.

Trazendo dois kits, com 5 livros.

Participe!





Por Uma Boa Leitura - Carta de amor aos mortos
Um livro e nada mais - Paixão sem Limites
Alma Crítica - Indesejadas
Books and Movies - Louco por você
Seja Cult - kit do livro Uma prova de amor (livro + marcador + mimos sortidos)




Drunk Culture - As Gêmeas
Espaço Yan - Pólvora
Vício em Livros - Destinados a Sentir
Romances e Leituras - Após a tempestade
Ler para Divertir - O Colapso de Tudo
De tudo um pouco - Kit de mimos



Regras:

Nenhuma entrada é obrigatória, mas a que for sorteada será conferida, por isso cumpram as que vocês marcaram porque se não, vai perder os livros.

Regulamento da promoção:

- O ganhador precisa ter endereço de entrega no Brasil;
- O resultado do sorteio estará disponível dia 22/02 e avisarei o ganhador pelo email fornecido no formulário, por isso deixem contatos que vocês acessem com frequência;
- O ganhador terá até o dia 25/02, à meia noite, para enviar seus dados ou um novo sorteio será feito;
- Os prêmios serão enviados pelo respectivos blogs que cederam os livros em até 60 dias;
- Em caso de dúvida contatar no @dnisin ou sitesejacult@gmail.com.

[RESENHA] “Almanaque do Cinema” E. Forlani , E. Borgo, M. Hessel



“Por favor, só não esqueça de desligar o celular”. Esse é o pedido dos organizadores desse livro, afinal eles te convidam a embarcar em uma viagem bem cinematográfica. Uma série de eventos inesquecíveis, importantes, valiosos. Uma história que está longe do fim. 

O livro “Almanaque do Cinema” foi escrito e organizado pelos editores do site Omelete.com, Érico Borgo, Marcelo Forlani e Marcelo Hessel; tem como objetivo explanar de forma divertida, responsável, cuidadosa e curiosa sobre o mundo do cinema. Para isto o livro foi dividido em 6 capítulos.


O primeiro capitulo foca na “Evolução do cinema”, desde os primórdios com os Irmãos Lumiéré, com o trem que poderia sair da tela, até os grandes campeões de bilheterias atuais, os blockbusters Hollywodianos. É de um conhecimento fabuloso. Descobrimos coisas sobre qual jamais imaginaríamos que tivesse acontecido, e algo bastante relevante é que os autores tiveram a preocupação de nos atualizar sobre o que estava acontecendo no Brasil em cada época da história do cinema. Entendemos um pouco porque o cinema brasileiro está no estágio que vemos hoje.

O segundo capitulo intiluado “Mais Importantes”, traz em suas subdivisões listas do que os autores consideraram os mais importantes filmes, atores, atrizes, diretores, parcerias, panelinhas, Animações, animais e trilhas sonoras. Sem a pretensão de fazer uma lista universal e insubstituível, eles partem de determinadas escolhas para selecionar os itens de cada lista, excluindo determinados elementos e acrescentando em outros. Isso é muito bom. 

Em seguida temos um capitulo totalmente dedicado aos “Personagens”. Uma lista dos mais importantes da história do cinema, começando com os heróis, vilões, monstros, aos sedutores, os valentões, até machonas do cinema. Sempre com comentários relevantes e bons argumentos, além de uma boa base histórica. 


O capitulo 04 é um dos mais divertidos, pois ele trata das “Bizarrices, Curiosidades e constrangimentos” dentro do mundo do cinema. É muito divertido você descobrir coisas dentro de filmes que você ama e você nunca percebeu. Você chega a ficar com o queixo caído diante de algumas curiosidades.

Os dois últimos capítulos dedicam-se aos reconhecimentos, como assim? Primeiro o reconhecimento em prêmios. Uma explanação sobre as principais "Premiações" do cinema no mundo, Do Globo de Ouro ao Oscar. Os Festivais. Em seguida, temos o reconhecimento ou não em “Dinheiro”, as maiores e piores bilheterias. Os Fracassos e os sucessos. As Apostas arriscadas. 


O Livro termina com um glossário que vale muito a pena ler; você consegue entender muito mais sobre técnicas de cinema. É um fim, que nos leva a algo mais. O livro não pretende ser completo, mas sim dá base para mais pesquisa. Ele é uma base para muita coisa, desde acadêmicos aos só amantes do cinema, filmes, telespectadores de poltrona e afim.

É um livro divertido e muito bem feito. Recheado de fotos e nos rodapés de cada página tem uma frase clássica do cinema, de diversos filmes, de diversas épocas. Eu votaria por uma nova edição do livro, mas agora atualizada. Não de retirar coisas e sim de acrescentar. O livro foi lançado em 2009 e algumas coisas já mudaram de lá pra cá, principalmente no último capitulo dedicado às bilheterias.

Para você que quer saber mais sobre o mundo do cinema, conhecer novos filmes, diretores, histórias é um livro que vai te levar direto para este mundo.



Até a próxima
Por Jônatas Amaral

Projeto #BLC 04 - Amigo Secreto Fictício


Olá Pessoal,
Tudo bem?

Hoje é dia de Projeto #BLC, se você não sabe do que se trata, CLIQUE AQUI e saiba mais.
O Projeto foi criado e está sendo realizado pelos blogs Blog Os Literatos , Blog Chá & Livros e Blog Diário de uma Livromaníaca.
O Quarto Tema do Projeto corresponde a um Amigo Secreto Fictício, veja como funcionou:

Cada pessoa "tirou" uma pessoa do projeto. Assim cada uma ficou responsável de presentear a outra com uma sugestão de Leitura através de uma carta. Se quisesse enviar um mimo um livro poderia, o importante era escrever uma carta com uma indicação.

Assim, quem me tirou foi a Carolina Giacomelli, ela que faz parte da Equipe Litera junto com a Gabi. E assim o que vocês leram abaixo é a carta que ela me enviou. Chegou hoje (08/01/2015) e realmente gostei da indicação e fui pesquisar. 

Confira qual foi:

Olá, Jônatas =) 
Aqui está a carta do "Amigo Secreto Fictício" tema do #BLC4. Como recomendação, escolhemos um livro que engloba um clássico com fantasia, trazido para a atualidade, com um toque macabro e cenário gótico. 
Percebemos que você gosta dos clássicos da literatura tanto quanto de livros que contém ficção-cientifica, por isso este livro na nossa opinião, combinaria perfeitamente com seu gosto literário. 
Ok, para acabar com o suspense, o livro que escolhemos foi: O Lado mais Sombrio by H.G.Howard, que é uma recriação de Alice no País das Maravilhsas by Lewis Caroll. 

bjos, 
E abraços quentinhos (Olaff invandido hehe).Equipe Litera (Gabi e Carol)


Eu agradeço muito pela indicação e pelos marcadores maneiros que vieram junto.
Eu já tinha ouvido falar do livro e realmente já havia me despertado a curiosidade. Eu realmente gosto dos clássicos e ficção em muitos estilos.
É interessante a indicação, mesmo quando eu não tive uma boa relação com a leitura do original do Lewis Caroll, mas pretendo ler o livro, já coloquei como meta para este ano. Em breve terá resenha, sobre ele.

Se você quiser saber mais sobre o livro, veja a página no SKOOB. 
  
Eu realmente gostei muito desse tema e já estou aguardando o próximo. E além de que estou muito aguardando a chegada minha carta a quem eu tirei. 

E você já leu este livro indicado?
Pelas leituras das resenhas, na página do facebook, que livro você me indicariam para este ano de 2015? 
Aguardo as sugestões.

Até mais!

Jônatas Amaral

Vocês podem conferir todos os outros temas já realizados nos links abaixo.


[#Oscar2015] "Para Sempre Alice" (Still Alice, 2014)




“Para Sempre Alice” (Still Alice, 2014), filme com direção de Richard Glatzer, Wash Westmoreland, narra a história de Alice Howland, uma renomada professora de Linguística. Em ocasiões situacionais a Dr.ª Howland começa a esquecer de palavras, chega a se perder durante uma corrida pela cidade. Os lapsos de memórias tornam-se frequentes. Preocupada, procura um médico e é diagnosticada com Alzheimer. 

A história a partir de então vai contar a trajetória dessa mulher jovem que vai precisar enfrentar uma doença que retira praticamente tudo que ela conquistou: Carreira, Conhecimento, Lembranças... É então que a força de sua família é colocada a prova. A relação com o marido começa a ficar fragilizada. A relação com os filhos já crescidos fica dual, entre o afastamento e a presença que os leva sempre ao estado de “não poder fazer nada”, exceto com a filha Lydia (Kristen Stewart); esta que sempre fora a filha mais distante e destoante da família, começa a ficar mais próxima de sua mãe.


O filme tem um enredo bastante simples, porém esta simplicidade não pode ser confundida com falta de profundidade, afinal é o enredo simples que promove e facilita com que os personagens em sua grande profundidade brilhem ao longo da trama, principalmente a protagonista.


O que me chamou muita atenção nesta produção é a forma na qual a direção e a equipe de roteirista escolheram para contar esta história. A trama tinha tudo para cair no sensacionalismo, na busca incessante pelas lágrimas do telespectador. Tinha tudo para cair na explicação mastigada do tema, porém, nada disso acontece. A doença é vista por um olhar sensível, sem perder o foco na realidade crua e nua da doença. Possui cenas fortes, sim. Porém, realizadas de forma sensível. Focando no sentimento da personagem.

Seria relativamente muito comum contar a história da família que tem que viver com o Alzheimer, mas o filme não usa este elemento como foco principal, ele busca mostrar a vida de alguém com a doença. Logo, nós temos a vida dessa mulher retratada em suas diversas áreas: pessoal, familiar, profissional... Buscando deixar claro que o que aconteceu pode acontecer com qualquer um, mas como você vai enfrentar isto é que será o grande detalhe. Tanto a pessoa afetada, como as pessoas a sua volta.

Temos então personagens como o marido que precisou seguir a sua vida no trabalho para sustentar a família e também se ver realizado, o que gera um contraponto interessante e um conflito na trama. Temos a filha mais velha, que sabe que tem 100% de chance de ter a doença e está prestes a ter um bebê, preocupa-se com isso, afinal é uma doença que também é transmitida por gerações genéticas. Temos o filho do meio, que possui menos função na história, é um jovem que está numa faculdade, cuida da mãe quanto pode, segue a vida. E temos Lydia que é a "problemática", em termos, pelo fato de querer um trilhar um caminho seu, que não é errado, não vejo ela com uma rebeldia sem causa. Ela sabe o quer, e esta fazendo por merecer. Escolhendo o caminho. Porém, é a única que realmente parece voltar os olhos de verdade a mãe e tenta entender o que aquela mulher está passando e tenta ser a ela um porto seguro de amor, mesmo a distância.


“Para Sempre Alice” sendo é um filme de personagens, ele abre espaço para grandes atuações, tanto é que cada um, com o tempo na tela que possui, brilha de alguma forma. Dar o melhor de si. Um grande destaque dos coadjuvantes é com certeza as atuações de Alec Baldwin (John Howland) e Kristen Stewart (Lydia), ambos pela firmeza e segurança em seus personagens, em cada fala, em cada cena. Kristen mostra uma faceta mais madura, um trabalho mais rico do que este que escreve já presenciou dela. Em todas as cenas que Kristen e Julianne Moore estão juntas percebemos a troca e a verdade entre elas.


E, justamente, não se pode deixar de elogiar o incrível trabalho de Julianne Moore. Ela conseguiu fazer da personagem alguém real, conseguiu transmitir uma verdade e uma mensagem sem ser extremamente didático. Sensível e Forte é a atuação de Moore. A meu ver, digna de Oscar e do Globo de Ouro a qual ela está indicada.


“Para Sempre Alice” é um filme que tem como ponto principal, sim, o Alzheimer. Contudo, eu acredito que a base dessa história é o amor. Por quê? Esta de fora é uma coisa, viver é outra. E quem está fora para não desistir é preciso amar de verdade. É o que Lydia prova na última cena do filme. “Para sempre Alice” é sobre relacionamentos, é sobre vida, é sobre Alzheimer, mas principalmente, sobre amor.

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Indicada a Melhor Atriz - Julianne Moore 


Vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz - Julianne Moore 

Por Jônatas Amaral

[RESENHA] "Elas" de Daniel da Rocha Leite





Infinitamente mais.

É isso o que se quer ao terminar as últimas páginas do livro “Elas” de Daniel da Rocha Leite. Um escritor paraense que surpreende nestas crônicas por sua suma delicadeza e inteligência ao escrever, além de sua extrema percepção do mundo que o rodeia.

“Elas” é uma livro de crônicas com a essência feminina. Daniel Leite fala sobre as mulheres da sua vida. Mulheres que passam pela vida de um homem, e certa forma, de todos. Do inicio ao fim somos tomados por momentos simples, mas significativos. Momentos registrados pelas mãos de um cronista nato.

O livro é composto por 17 crônicas dividas em duas partes: em seu primeiro momento intitulado “Para se ter de onde vir”, nosso olhar é levado para as mulheres da infância, adolescência e juventude de um rapaz.

Na crônica “Olho d’agua” olhamos pela fechadura dos momentos interiores de uma mãe. Em “O rio de dentro”, rios de alegria, ridos de milagres. Relação Mãe e filho. Já em “Sobre nomes de mãe” o autor demonstra o cuidado dessas mulheres (mães) tão importantes; o quanto elas nos marcam em pequenos momentos.

“Primeiros Passos” nos leva para atmosfera da adolescência; numa época onde era comum os jovens saciarem pela primeira vez sua sede de corpos nas casas de prazeres. Esta surpreende pela delicadeza, não deixando de mostrar duras realidades, mas dando um olhar sincero para aquelas que antes de prostitutas são mulheres, e como elas marcaram a vida do garoto narrado.

“Sobre nomes da outra” é a sequência da anterior, nesta o menino se faz homem. Não tenho palavras para descrever. Foi uma das mais lindas crônicas já lidas por mim.

“Primeiros beijos” sempre existem. Cada beijo é o primeiro. A crônica final da primeira parte fala da sensibilidade, de amadurecimento. O inicio e o passado. O que lembramos, disso é feita o primeiro tomo.

Autor Daniel da Rocha Leite
“Flores de Maio”, inicia a segunda parte intitulada “Para se ter aonde ir”. A crônica amplia a visão de um marido para com sua esposa. O casamento. “(Foto)Grafias” esta no rol das minhas favoritas. Vê-se a mulher tornando-se mãe. Momento só dela. Daniel Leite fez um retrato dos mais emocionantes sobre este momento único para mulher, nesta crônica.

“Boca” narra momentos cotidianos de marido e mulher. Namorado e Namorada. Ajuntados, Futebol e brigadeiro. “Bolsa de Mulher” que mistérios podem esconder?. 

As crônicas “Ida” e “Volta” são uma só simbolicamente. Pela primeira vez possuímos um apelo social. Trata-se de uma menina que vende coisas nos ônibus para ajudar a mãe. Faz-nos refletir através das emoções que esta nos causa.

O que é natural no final da vida? A velhice. É sobre isso que as crônicas “Dentro da Palma da mãe” e “Velhos juntos” refletem. E por fim, “Desdentados dentes de Leite” em uma metalinguagem, fala da crônica, a menina dos olhos do cronista. Fala do cronista que não sabe viver sem a sua crônica.

Um fim que não chegam. Terminamos, mas não termina pelo fato de a vida continuar. As palavras saltam aos nossos olhos, leva a mente para o nosso passado, presente e possível futuro. “Elas” fala sobre mulheres, pelo olhar dele; de um homem. “Elas” fala dela: da Vida; com seus princípios, meios e, talvez, fins. 

Por Jônatas Amaral