[CRÔNICA DE CINEMA #3] "Jogos Vorazes: A Esperança - O Final" (2015)



“Jogos Vorazes” foi à primeira série cinematográfica o qual conseguir acompanhar inteiramente nos cinemas e desde o primeiro filme a história conseguiu despertar em mim algo curioso e interessante que culminou no que sinto hoje por ela após sair da sessão deste que encerra a quadrilogia. O sentimento? De que tudo está encoberto num manto cinza-colorido, porém ainda há esperança.

O último da série talvez não seja o melhor de todos, porém é o de todos mais impactante, seja por seus acontecimentos cruéis ou pelo fato de nos mostrar um final relativamente feliz, porém que não equivale a um conto de fadas. Afinal, quem poderia esquecer jogos tão cruéis?

Katniss, Peeta, Gale, Joanna, Hammitch, Presidente Snow, Prim, Finick... todos marcados por uma ideologia que se quebra, traumatizados por uma força que os matava aos poucos. É interessante notar que ainda há quem tenha vencido verdadeiramente os jogos vorazes, de todo o mais incomum. Uma frase que por um segundo me tirou o fôlego.


Enquanto estava na sessão podia ouvir alguns comentários dos jovens que se dizem a nova geração revoltada contra o sistema. Não era o que os seus comentários diziam. “Jogos Vorazes” é sim um desses filmes que fazem muito dinheiro e dão felicidades aos seus produtores e a seus estúdios. É um filme para adolescentes e jovens, quem dera que esse público inteiro conseguisse parar de ver apenas um romance, apenas os efeitos, apenas um filme, e visse a carga de uma vida que é retratada de forma distópica, mas que é evidente ao andarmos nas nossas ruas contemporâneas.


Há quem diga que não há ou que nunca irá haver “Jogos Vorazes”, penso que sim, eles existem, porém são bem piores do que aqueles retratados no cinema e vivemos nele constantemente. A história de Suzanne Collins é a ponta de um iceberg para pensarmos no que vivemos de fato.

Ao longo desta sessão uma cena me marcou profundamente, a mesma cena que me fez travar durante a leitura do livro, uma cena que a primeira vez que pus os olhos meu coração doeu tanto e me fez chorar de angustia. Por alguns meses eu a deixei guardada, mas quando esta foi ar na minha frente em uma grande tela a mesma sensação de angustia percorreu meu coração. O brilhante é que foi feita de uma forma nada sensacionalista, sem deixar de mostrar o quanto ela é cruel, mas ainda sim simples e significativa. Em Chamas, a cena termina. Quem se entrega, deixa que a chama destas revelações queime em seu interior.


O filme tecnicamente e artisticamente é eficiente, tropeça em alguns pontos do roteiro. Poderia ter alguns minutos a menos, porém cada cena parece ter sido pensada para mostrar não só os fatos, mas sim o que estes promoveram no interior de cada um. Talvez esta série ficará marcada na minha vida, como uma história que não se preocupou em mostrar apenas um espetáculo de efeitos, mas sim mostrar o que um “espetáculo” gerado, promovido e disfarçado pode fazer com as pessoas que os vivenciam.

O grande epílogo traz uma esperança única com uma frase quase desesperadora. Como pode ser possível isto não é mesmo? Quem sou eu para tentar explicar.

Para finalizar, enquanto escrevo esta crônica escuto uma canção da trilha sonora que compõe a série, em que em uma tradução diz em seu final:

Você, você, está 

Vindo para a árvore 

Onde o homem morto gritou 

Para que seu amor fugisse 

Coisas estranhas aconteceram aqui 

Então, não seria estranho 

Se nos encontrássemos à meia-noite 

Na Árvores do Enforcamento

(The Hanging Tree)

Uma canção proibida, uma canção de guerra. Uma canção forte que se torna símbolo de esperança. É! O mundo está cruel, mas ainda há esperança. Contra essas coisas não há lei.

Por Jônatas Amaral

[RESENHA] "A Ultima Carta" de David Labs


 


Você abre o livro e se depara com uma diagramação linda, abstrata e muito bem cuidada. Com trechos de cores diferentes para estabelecer limites e diferenças entre os narradores ora um narrador personagem, ora noticias, ora a versão da própria personagem principal por meio do seu diário e cartas. O grande problema é que a estrutura é mais interessante do que a história e seus personagens.

O livro conta ou tenta contar a história de Luda, uma jovem do interior, que estaria para se casar por uma conveniência aos interesses familiares e viveria para sempre na sua cidade natal. Casaria com o jovem mais rico, porém por padrões pré-estabelecidos o mais feio do vilarejo. A vida da personagem muda quando recebe uma carta anônima, a partir de então as suas atitudes ganham peso de futilidade, por vezes, diante de um novo horizonte. A grande questão é o que ela conta é verídico ou não passa de uma ilusão.



Uma história que se contextualiza nos anos 40 a qual foi deixada ao que imagino ser um jornalista que julga ser essa uma história digna de ser contada. Partindo disto. A história é contada a partir de relatos da própria personagem, trechos do seu diário, as cartas que ela recebeu e imaginação do próprio narrador, recheado de hipóteses. Isso numa mistura extremamente fragmentada, o que por vezes deixa a história confusa.

A estrutura é interessante, o problema é a história que essa estrutura conta que é superficial, com personagens que pouco envolvem; não geram empatia, pelo contrário. O único ponto realmente significativo esta no último ato, quando vamos à Paris com a personagem, onde temos a dúvida, afinal, Jacques existia ou é fruto de uma poção que gera ilusões? Mas, no fim, o livro passa e simplesmente passa. E o leitor pensa, porque isso, o resto, é importante? 

A meu ver, o problema está na falta de profundidade da protagonista, se o autor tivesse se preocupado em mostrar mais dela, das palavras dela ao invés de ficar gerando hipóteses sobre o que ela disse, poderíamos ter um mistério muito mais consistente. Não consigo, aqui, transmitir os porquês das personagens. É um livro curto demais para uma trama que, talvez, precisasse de mais cuidado com a estrutura e mais páginas.



Não é um livro só cheio de defeitos, em alguns momentos, como disse no terceiro ato, temos algo bem escrito e delineado, tanto é que o momento onde fica mais claro o que eu o autor pretende lançar a quem o ler. E traz um toque de fantástico. Mas, ainda é raso. Momentos curtos e bons acontecem nas suas 140 páginas, poucos, mas, acontecem.

Um livro que pode gerar decepção se for com muita sede ao pote, isto em minha opinião (pois foi o que aconteceu comigo). Infelizmente, não foi o que esperava, mas em suas primeiras e ultimas páginas me entreteve e pelo fato de ele ser parte de um projeto legal e interessante valeu a leitura. Se quiser arriscar, arrisque. É uma literatura nacional, e vale pelo diferencial em sua estrutura que se melhorada pode ser incrível.

Por Jônatas Amaral

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[CRÔNICA DE CINEMA #2] "Meu Passado Me Condena 2" (2015)




Eu e um amigo decidimos assistir numa segunda-feira o filme "Meu passado me condena 2", uma comédia nacional estrelado por Miá Mello e Fábio Porchat - Filme este que dá sequência ao filme de 2013, sucesso de bilheteria.

Quase nunca assisto comédias nos cinemas e na verdade este foi a primeira vez que assistir uma comédia nacional nas telonas. Não me surpreendi com os poucos momentos hilários e engraçados do filme, gostei do que era realmente o tema do filme: Relacionamentos amorosos.


Quando você sai com os amigos e decidi assistir uma comédia o que você espera? Rir, não é mesmo? Bom, eu realmente dei algumas gargalhadas com o humor do filme, bem verbal e vou dizer inteligente, dependendo dos olhos de quem vê. Por favor, não espere rir a cada minuto de projeção, terá momento específicos para isso diante das crises de relacionamentos.

Percebo que o cinema nacional está querendo ganhar novos ares, se reinventar, estabelecer algo novo. Não foi dessa vez, mas eu gostei das reflexões sobre os relacionamentos contemporâneos que o filme traz: o ideal de que casamento é fim de linha, de que casamento para ser bom tem que ser perfeito (meio antigo esse né? Alias, são ideais que são quebrados no filme), como enfrentar a rotina e a convivência. Não são temas originais, mas sempre atuais nos relacionamentos amorosos. Eles são tratados de uma forma divertida, simpática, não profunda, mas que pra alguém, tipo para esse rapaz que escreve, pode servir para algo.


Sério, eu achei legal. Foi divertido estar aquelas quase duas horas assistindo aquela história com meu new brother, e se quiser, vai lá assistir, aproveita!

Se eu estivesse fazendo uma crítica eu teria que tratar de inúmeras questões de atuação, direção, e tal e tal, mas sério, não quis e nem quero fazer uma resenha crítica para este filme. Valeu o momento, as pessoas envolvidas, as risadas e o entretenimento.

Por Jônatas Amaral

[Crônica de Cinema] – “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” (2015)


Cresci admirando a franquia “Jurassic Park”; não fui assistir a nenhum dos três filmes lançados entre 1993 a 2001, logo eu os conheci via VHS e pela TV e mais adiante voltei a eles pelo DVD.

Esses filmes sempre foram capazes de me deixar fascinado e através deles a minha paixão pelos dinos nasceu. Conforme cresci a paixão esfriou um pouco, mas não morreu. Quando as notas iniciais da clássica música de John Williams começaram a soar no primeiro trailer de “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros” a paixão reacendeu fortemente.


Há cerca de um ano eu soube que a Universal Pictures estava produzindo um novo filme da franquia iniciada por Steven Spielberg, que agora apenas produz, e dá ao diretor Colin Trevorrow, a direção. Logo, a cada trailer, teaser, making offs, entrevistas, imagens e posters divulgados a ansiedade e admiração pelo filme tornava-se maior.

O filme vai onde os outros não haviam ousado ir. 20 anos depois o parque está aberto ao público, maior e melhor como John Hammond havia sonhado; com o seu ideal de mostra o quanto o ser humano é pequeno. O quanto somos essenciais, mas não o centro do mundo. A natureza foi criada em harmonia, tudo no seu lugar. O Homem, então, insiste em destruir tal harmonia.

Com o intuito de obter mais fama, lucro, atração, os cientistas criam Indominus Rex, um dinossauro geneticamente modificado que mostrará toda a sua força, seu instinto.


No dia 08 de julho de 2015 fui ao cinema mais popular da minha cidade, na menor sala do cinema, assistir “Jurassic World”. Jamais esquecerei.

É um filme original que se rende a nostalgia e isso o torna cativante. Ainda que por conta disso crie tramas um tanto clichês demais, repetidas demais e personagens caricatos, ouso dizer que o grande trunfo deste filme é aqueles que se quer retratar: Os dinossauros.


Os dinossauros são os grandes protagonistas. Pela primeira vez eu pude me apegar a eles como personagens, ter um sentimento especifico. Pela primeira vez um velociraptor tem um nome: a linda BLUE – uma grande heroína. Parabéns aos roteiristas que pensaram nessa trama.



Claire (Bracy Dallas) e Owen (Chris Pratt) são caricatos, mas são personagens divertidos. Claire e seu sapato alto de titânio eterno já podem ser um clássico. Owen sem os velociraptors é só mais um, mas pode dar muito pano pra manga. As crianças não são tão cativantes, mas estão envolvidas nas melhores sacadas de humor. Sim, o humor é muito bem feito, funciona inesperadamente bem.


O parque, confesso que gostaria que existisse, mas por outro lado não gostaria de ver neles cédulas de lucro. Não dá brincar com a natureza, acredito ser essa a grande lição do filme. Ela sempre encontra um meio de se sobrepor ao bem, a harmonia.


Eu não vou esquecer o que vi e o que ouvi. Guardarei a emoção de ver diante de mim criaturas que nunca vou por os olhos. O cinema não é maravilhoso por conta disso?

Bravo “Jurassic World – O Mundo dos Dinossauros”.

Por Jônatas Amaral


Algumas Palavras e Abraços.


Bom dia! Boa Tarde! Boa Noite! Não importa em qual horário do dia você deva estar passando os olhos por essas palavras que demoraram tanto para serem pensadas, mas que rapidamente foram escritas. E cada palavra aqui é especialmente para você. 

Recentemente foi cantada a frase seguinte, dentro de uma estrofe qualquer:

“O melhor lugar do mundo é dentro de um abraço”

Abraços requerem dois seres, seja ele material ou espiritual. Os braços entrelaçados, os corpos unidos, nos lembram de quanto é bom ter alguém para contar. Quanto é bom sentir o calor de outro alguém que te acalenta. Já escrevi em outro lugar que “o abraço é o acalento da alma”. Você provou a minha teoria.

Como pode haver lugares onde abraçar alguém quando e em qualquer lugar seja tão inaceitável?

Em minha memória guardo nosso primeiro abraço. Lembro-me da felicidade que no meu peito pulsava. Lembro-me das batidas do seu coração. Lembro-me do toque. Lembro-me do som. Lembro-me dos momentos vívidos, não porque estavam ligados a um destino ou a um simples acaso, mas sim porque ele foi escolhido entre tantas opções. 

Sabe, na vida, às vezes, tudo é uma questão de cativar ou ser cativado. Lembro agora da história da raposa e do Pequeno Príncipe. O Lindo pedido: - Me Cativa. É um ensinamento de quanto é sensível a vida e seus relacionamentos e também o quanto é valioso as palavras gentis, as esperas, os momentos curtidos...



Tomo a liberdade de tomar para mim algumas palavras de outro alguém, pois é dessa forma que penso e sinto o cativar: “Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieto e agitado: descobrirei o preço da felicidade!” (Antonie de Saint-Exupéry). O Caminho da amizade verdadeira começa por aí... É um caminho que em minha opinião, nos leva a todos os tipos de amor.

Hoje é um Dia Especial. E pensei o que posso te oferecer? Palavras é o que muitas vezes posso te oferecer, elas são as minhas maiores fontes de magia. E são com essas palavras escritas de forma tão desconexas que tentei dar forma a um presente autoral. Não sei se conseguir. Queria ver e sentir o brilho do seu olhar para saber. Eles me dizem muito. 

Quando acordei pensei na seguinte frase: “Queria para você o melhor lugar do mundo”. Seria esse um bom presente? É o que consigo te dar nesses breves momentos: Essas palavras e suas entrelinhas e o mais carinhoso e singelo dos abraços.

Dedicado especialmente à R.L.

Por Jônatas Amaral.

[PRIMEIRAS IMPRESSÕES] Sobre o livro "A Mais Pura Verdade" de Dan Gemeinhart



Foi uma grata surpresa receber em minha casa um pacote da Novo Conceito, trazendo uma pequena mostra do seu novo lançamento; o livro "A Mais Pura Verdade" de Dan Gemeinhart.

Acoplado a ideia da editora de ler uma pequena mostra da história, veio a minha ideia de seguir com algumas primeiras impressões de outros livros, séries e filmes, que acabo tendo contato. Seja em um trailer, o prólogo de um livro, o piloto de uma série, tudo nos causa primeiras impressões.

Sendo assim, aqui é lançado a nova coluna do blog que será chamada, básica e simplesmente, de PRIMEIRAS IMPRESSÕES.



MINHAS PRIMEIRAS IMPRESSÕES SOBRE O LIVRO


"A MAIS PURA VERDADE" DE DAN GEMEINHART

"- Sei lá. Acho que eu gosto... eu gosto... do sentimento de captar alguma coisa. De guardar alguma coisa." (P.78)

Este livro conta a história de Mark, como diz a sinopse "em todos os sentidos que interessam, Mark é uma criança normal". Mas, que por certo motivo decidi fugir de casa e para nossa surpresa viajar quilômetros de distância afim de escalar o topo de uma grande montanha chamada Monte Rainier. 

Ele sai de casa ao lado de seu cachorro Beau, uma máquina fotográfica, um caderno, passagem compradas com antecedência, equipamento de alpinismo e remédios. Sim. Mark está doente. Muito doente.

O que levaria um garoto, que eu imagino pela forma que age, ter por volta de 10 a 12 anos, fugir de casa em suas condições, deixar um bilhete a melhor amiga, e largar tudo? Todo Resto?

É mais ou menos essa pergunta que ficou na minha mente ao longo das aproximadas cem páginas que eu pude apreciar da obra.

É um história que me surpreendeu pelo protagonista e suas atitudes. Assim como me surpreendeu até por muita coisa acontecer em um espaço de tempo e páginas, sem se tornar rápido demais, nem lento demais. Na Medida Certa.

É uma história que emociona e faz pensar.

Algo me incomodou? Sim. A constante lembrança e reafirmação do titulo "A Mais Pura Verdade". Essa frase se repete em vários momentos do livro. Achei, por vezes, desnecessária. Detalhe ínfimo, diante da grandeza da história.

"Isto é uma coisa que eu não entendo: por que desistir sempre parece bom até que você o faça" (P. 63)

Logo, A Novo Conceito deve trazer aos leitores brasileiros, a partir do dia 23 de Março, uma história sobre o qual as atitudes de seu protagonista são a cada página ainda menos previsível. Além de um trama bem amarrada, com personagens extremamente humanos. Com conflitos extremamente humanos.

Essa é a mais pura verdade.

Por Jônatas Amaral

[#OSCAR2015] Whiplash – Em Busca da Perfeição (2014)








“Whiplash – Em Busca da Perfeição” é, que fique claro desde o inicio, um filme perigoso e incrivelmente sufocante. É esses dois adjetivos que fazem dele um dos melhores filmes do ano e do gênero.


“Whiplash” narra a história de Andrew Neiman (Miles Teller) um estudante de bateria de jazz do melhor conservatório dos Estados Unidos. Pretende ser um grande músico. E sua grande chance é ser visto e escolhido por Terence Fletcher (J.K.Simmons), um professor extremamente exigente, para a banda da escola.

Não demora muito para o talento de Andrew ser vislumbrado pelo professor . Andrew é recrutado para ser baterista reserva da banda. Porém, é ali que Andrew ver a face verdadeira do professor; este que utiliza métodos duros, humilhantes, torturadores para que seus músicos cheguem à perfeição exata. 

É um filme que não possui um posicionamento claro em relação ao seu tema. Até onde você iria para alcançar a perfeição? Abriria mão de tudo? Usaria todos os métodos e todas as artimanhas para tal?


Andrew é um rapaz talentoso que aguenta com até certa resistência os métodos do professor que ele quer tanto agradar e que ver como um ótimo mentor para seu futuro. Ele está começando um romance com uma jovem, a dispensa para seguir o seu sonho. Dá o sangue ,literalmente falando, pela aceitação, para chegar ao topo. Miles Teller é um ator que interpreta o personagem da forma que ele precisava ser interpretado, inseguro, mas consciente. Determinado, amedrontado, para que no ápice do filme  tenhamos um dos melhores e mais sensacionais finais de um drama.


Do outro lado da moeda, temos um J.K.Simmons em uma atuação digna do Oscar de melhor ator coadjuvante que ele recebeu. É um personagem que necessita de um alto grau de explosão e um grau de sentimento para ser convincente. O professor Terence tem um método que segundo ele é o necessário para alcançar aquilo que ele tanto almeja: Grandes músicos que façam história. Para ele as duas piores palavras da língua inglesa é “Good Job” ou em português “Bom Trabalho”, o elogio é um instrumento de fracasso. A Critica, a Humilhação não deixa o aluno cair no marasmo.

É nesse ponto que o filme não tem um posicionamento. O Roteiro joga para o telespectador avaliar e decidir, principalmente quando temos o gran finale do filme. Valeu a pena toda a humilhação e tortura? Talvez sim. Por este motivo é um filme perigoso.


Tecnicamente o filme é muito bem produzido. Com uma edição fantástica e incomum. Uma direção de atores competente. Uma trilha sonora vibrante, aos amantes de Jazz será um prato cheio. É um filme que possui um roteiro filmado de forma dinâmica. O Filme nunca fica cansativo, ele vai crescendo e crescendo ao longo do tempo, até o grande ápice. Uma falha talvez seja as histórias secundárias que tem seu papel, mostrar o que Andrew está abrindo mão, mas que vez ou outra se tornam desinteressantes, diante da trama principal que é impactante.

“Whiplash- Em busca da Perfeição” é um filme que nos faz refletir e possivelmente chegar a conclusões estranhas e repensáveis. E um filme sobre a busca da perfeição. Fica a pergunta é possível alcançá-la?


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"Whiplash - Em Busca da Perfeição"
Direção de: Damien Chazelle
Roteiro de: Damien Chazelle
Com: Milles Teller, J.K.Simmons, Paul Reiser, Melissa Benoist... 
Indicado a 5 Oscars Incluindo Melhor Filme. 
Vencedor de 3 Oscars: Melhor Ator Coadjuvante (J.K.Simmons), Melhor Montagem e Melhor Mixagem de Som. 

Por Jônatas Amaral

[ #OSCAR2015 ] "A Teoria de Tudo" (The theory of Everything, 2014)



Uma teoria para explicar tudo, absolutamente tudo. Uma única e simples equação para explicar o começo de tudo. O começo do universo. Seria possível? A teoria da ciência. A Teoria da amizade. A Teoria dos sonhos. A Teoria da capacidade humana. A Teoria do amor. “A Teoria de Tudo”.


Stephen Hawking (Eddie Redmayne) é um jovem cientista, cursando o seu doutorado em astrofísica. É na universidade que ele conhece o grande amor da sua vida Jane Wilde (Felicity Jones). Um romance que surge em meio a vida real e a vida de teorias da faculdade. De desejos e vontades. A História então buscará nos mostrar uma parcela da vida de uma dos maiores cientistas do mundo. Este que fez inúmeras descobertas e é bastante reconhecido por popularizar a ciência com o livro “Uma breve história do tempo”.


O filme é baseado na biografia de Hawking, escrito por Jane Wilde. Logo, o filme faz uma mescla dos principais pontos da vida do cientista, do inicio do doutorado, até a sua consagração como cientista, e no meio de tudo isto uma doença degenerativa que faz este perder os movimentos do corpo e a fala.

Apesar de a ciência ter na vida de Hawking um papel importante à obra foca no romance entre este e sua amada. As dificuldades e as superações deste. Os dilemas vividos pela sua mulher e sua exorbitante força. A relação entre a ciência e a religião estão presentes de forma sutil.


É uma história com grandes personagens, sendo interpretados de forma impressionante pelos atores. Eddie Redmayne faz um atuação forte, corporal e dramática de mexer conosco pela veracidade. Não só nos momentos de diálogos, mas principalmente no momentos de silêncio, onde podemos sentir o sofrimento e as inquietações deste homem; sendo merecido todas as honrarias a ele concedido. O Oscar seria a consagração final. Felicity Jones traz uma atuação forte e destemida. A química entre os dois atores torna a história de amor e luta ainda mais forte e impressionante.


O diretor trouxe ao filme uma visão bastante idealista da história verídica, o que torna o filme primoroso a partir de um ponto de vista, afinal possuímos cenas belas de se ver e se ouvir; a trilha sonora é incrível, emocionante, ajuda ainda mais a contar essa história, faz refletir, faz entender ou não o que está por trás de tudo aquilo.

O idealismo é um problema quando podemos perceber que existem problemas que são citados aos nossos olhos, mas que não foram explorados, dando um possível entendimento que esses problemas familiares e sociais não afetaram tanto assim, é o caso do embate entre a ciência e a religião. A decisão no final do filme de Hawking em relação a sua esposa e surpreendente, e nesse ponto que percebemos que além dos fatores explorados na trama, houve ainda muitos outros. Contudo, é algo tão verossímil que te dá muitas certezas em relação aquele homem e as suas percepções, mesmo que você nem sempre concorde com elas.


No fim das contas, o filme não traz teorias sobre tudo. Todavia, traz inúmeras "teorias" sobre amor e a capacidade do homem, o que em outra análise poderia definir a essência de tudo. Seja para os cientistas, seja para a fé. O Tempo traz as certezas, traz as dificuldades, traz pressões, mas a essência está no Amor.

O grande final me surpreende e me emociona pela utilização de um recurso fantástico, afinal ele busca retroceder o tempo, e quando retrocedemos nesta história percebemos onde está o inicio de tudo até onde ele chegou. E uma frase jamais sairá da minha mente:


“Veja o que nós fizemos Jane.”

Veja o que eles fizeram. E eles viram que era muito bom.

É um filme que trata a vida desse casal com suas realidades, mas idealizando um pouco aquilo que foi real.

"Não deveria haver fronteiras para o esforço humano" (Stephen Hawking)
Bravo! 




O filme ganhou dois Globos de Ouro.
Melhor Ator - Eddie Redmayne e Melhor Trilha sonora.

O filme concorre ainda aos Oscar de "Melhor Roteiro adaptado" e , "Melhor Trilha Sonora".

Por Jônatas Amaral

Promoção de Aniversário: #3anos Seja Cult







Então, Para comemorar o aniversário do Blog Seja Cult, vários blogs se juntaram para premiar você leitor.

Com está promoção o blog aniversariante fecha os quatro dias de promoção.

Trazendo dois kits, com 5 livros.

Participe!





Por Uma Boa Leitura - Carta de amor aos mortos
Um livro e nada mais - Paixão sem Limites
Alma Crítica - Indesejadas
Books and Movies - Louco por você
Seja Cult - kit do livro Uma prova de amor (livro + marcador + mimos sortidos)




Drunk Culture - As Gêmeas
Espaço Yan - Pólvora
Vício em Livros - Destinados a Sentir
Romances e Leituras - Após a tempestade
Ler para Divertir - O Colapso de Tudo
De tudo um pouco - Kit de mimos



Regras:

Nenhuma entrada é obrigatória, mas a que for sorteada será conferida, por isso cumpram as que vocês marcaram porque se não, vai perder os livros.

Regulamento da promoção:

- O ganhador precisa ter endereço de entrega no Brasil;
- O resultado do sorteio estará disponível dia 22/02 e avisarei o ganhador pelo email fornecido no formulário, por isso deixem contatos que vocês acessem com frequência;
- O ganhador terá até o dia 25/02, à meia noite, para enviar seus dados ou um novo sorteio será feito;
- Os prêmios serão enviados pelo respectivos blogs que cederam os livros em até 60 dias;
- Em caso de dúvida contatar no @dnisin ou sitesejacult@gmail.com.

[RESENHA] “Almanaque do Cinema” E. Forlani , E. Borgo, M. Hessel



“Por favor, só não esqueça de desligar o celular”. Esse é o pedido dos organizadores desse livro, afinal eles te convidam a embarcar em uma viagem bem cinematográfica. Uma série de eventos inesquecíveis, importantes, valiosos. Uma história que está longe do fim. 

O livro “Almanaque do Cinema” foi escrito e organizado pelos editores do site Omelete.com, Érico Borgo, Marcelo Forlani e Marcelo Hessel; tem como objetivo explanar de forma divertida, responsável, cuidadosa e curiosa sobre o mundo do cinema. Para isto o livro foi dividido em 6 capítulos.


O primeiro capitulo foca na “Evolução do cinema”, desde os primórdios com os Irmãos Lumiéré, com o trem que poderia sair da tela, até os grandes campeões de bilheterias atuais, os blockbusters Hollywodianos. É de um conhecimento fabuloso. Descobrimos coisas sobre qual jamais imaginaríamos que tivesse acontecido, e algo bastante relevante é que os autores tiveram a preocupação de nos atualizar sobre o que estava acontecendo no Brasil em cada época da história do cinema. Entendemos um pouco porque o cinema brasileiro está no estágio que vemos hoje.

O segundo capitulo intiluado “Mais Importantes”, traz em suas subdivisões listas do que os autores consideraram os mais importantes filmes, atores, atrizes, diretores, parcerias, panelinhas, Animações, animais e trilhas sonoras. Sem a pretensão de fazer uma lista universal e insubstituível, eles partem de determinadas escolhas para selecionar os itens de cada lista, excluindo determinados elementos e acrescentando em outros. Isso é muito bom. 

Em seguida temos um capitulo totalmente dedicado aos “Personagens”. Uma lista dos mais importantes da história do cinema, começando com os heróis, vilões, monstros, aos sedutores, os valentões, até machonas do cinema. Sempre com comentários relevantes e bons argumentos, além de uma boa base histórica. 


O capitulo 04 é um dos mais divertidos, pois ele trata das “Bizarrices, Curiosidades e constrangimentos” dentro do mundo do cinema. É muito divertido você descobrir coisas dentro de filmes que você ama e você nunca percebeu. Você chega a ficar com o queixo caído diante de algumas curiosidades.

Os dois últimos capítulos dedicam-se aos reconhecimentos, como assim? Primeiro o reconhecimento em prêmios. Uma explanação sobre as principais "Premiações" do cinema no mundo, Do Globo de Ouro ao Oscar. Os Festivais. Em seguida, temos o reconhecimento ou não em “Dinheiro”, as maiores e piores bilheterias. Os Fracassos e os sucessos. As Apostas arriscadas. 


O Livro termina com um glossário que vale muito a pena ler; você consegue entender muito mais sobre técnicas de cinema. É um fim, que nos leva a algo mais. O livro não pretende ser completo, mas sim dá base para mais pesquisa. Ele é uma base para muita coisa, desde acadêmicos aos só amantes do cinema, filmes, telespectadores de poltrona e afim.

É um livro divertido e muito bem feito. Recheado de fotos e nos rodapés de cada página tem uma frase clássica do cinema, de diversos filmes, de diversas épocas. Eu votaria por uma nova edição do livro, mas agora atualizada. Não de retirar coisas e sim de acrescentar. O livro foi lançado em 2009 e algumas coisas já mudaram de lá pra cá, principalmente no último capitulo dedicado às bilheterias.

Para você que quer saber mais sobre o mundo do cinema, conhecer novos filmes, diretores, histórias é um livro que vai te levar direto para este mundo.



Até a próxima
Por Jônatas Amaral

Projeto #BLC 04 - Amigo Secreto Fictício


Olá Pessoal,
Tudo bem?

Hoje é dia de Projeto #BLC, se você não sabe do que se trata, CLIQUE AQUI e saiba mais.
O Projeto foi criado e está sendo realizado pelos blogs Blog Os Literatos , Blog Chá & Livros e Blog Diário de uma Livromaníaca.
O Quarto Tema do Projeto corresponde a um Amigo Secreto Fictício, veja como funcionou:

Cada pessoa "tirou" uma pessoa do projeto. Assim cada uma ficou responsável de presentear a outra com uma sugestão de Leitura através de uma carta. Se quisesse enviar um mimo um livro poderia, o importante era escrever uma carta com uma indicação.

Assim, quem me tirou foi a Carolina Giacomelli, ela que faz parte da Equipe Litera junto com a Gabi. E assim o que vocês leram abaixo é a carta que ela me enviou. Chegou hoje (08/01/2015) e realmente gostei da indicação e fui pesquisar. 

Confira qual foi:

Olá, Jônatas =) 
Aqui está a carta do "Amigo Secreto Fictício" tema do #BLC4. Como recomendação, escolhemos um livro que engloba um clássico com fantasia, trazido para a atualidade, com um toque macabro e cenário gótico. 
Percebemos que você gosta dos clássicos da literatura tanto quanto de livros que contém ficção-cientifica, por isso este livro na nossa opinião, combinaria perfeitamente com seu gosto literário. 
Ok, para acabar com o suspense, o livro que escolhemos foi: O Lado mais Sombrio by H.G.Howard, que é uma recriação de Alice no País das Maravilhsas by Lewis Caroll. 

bjos, 
E abraços quentinhos (Olaff invandido hehe).Equipe Litera (Gabi e Carol)


Eu agradeço muito pela indicação e pelos marcadores maneiros que vieram junto.
Eu já tinha ouvido falar do livro e realmente já havia me despertado a curiosidade. Eu realmente gosto dos clássicos e ficção em muitos estilos.
É interessante a indicação, mesmo quando eu não tive uma boa relação com a leitura do original do Lewis Caroll, mas pretendo ler o livro, já coloquei como meta para este ano. Em breve terá resenha, sobre ele.

Se você quiser saber mais sobre o livro, veja a página no SKOOB. 
  
Eu realmente gostei muito desse tema e já estou aguardando o próximo. E além de que estou muito aguardando a chegada minha carta a quem eu tirei. 

E você já leu este livro indicado?
Pelas leituras das resenhas, na página do facebook, que livro você me indicariam para este ano de 2015? 
Aguardo as sugestões.

Até mais!

Jônatas Amaral

Vocês podem conferir todos os outros temas já realizados nos links abaixo.


[#Oscar2015] "Para Sempre Alice" (Still Alice, 2014)




“Para Sempre Alice” (Still Alice, 2014), filme com direção de Richard Glatzer, Wash Westmoreland, narra a história de Alice Howland, uma renomada professora de Linguística. Em ocasiões situacionais a Dr.ª Howland começa a esquecer de palavras, chega a se perder durante uma corrida pela cidade. Os lapsos de memórias tornam-se frequentes. Preocupada, procura um médico e é diagnosticada com Alzheimer. 

A história a partir de então vai contar a trajetória dessa mulher jovem que vai precisar enfrentar uma doença que retira praticamente tudo que ela conquistou: Carreira, Conhecimento, Lembranças... É então que a força de sua família é colocada a prova. A relação com o marido começa a ficar fragilizada. A relação com os filhos já crescidos fica dual, entre o afastamento e a presença que os leva sempre ao estado de “não poder fazer nada”, exceto com a filha Lydia (Kristen Stewart); esta que sempre fora a filha mais distante e destoante da família, começa a ficar mais próxima de sua mãe.


O filme tem um enredo bastante simples, porém esta simplicidade não pode ser confundida com falta de profundidade, afinal é o enredo simples que promove e facilita com que os personagens em sua grande profundidade brilhem ao longo da trama, principalmente a protagonista.


O que me chamou muita atenção nesta produção é a forma na qual a direção e a equipe de roteirista escolheram para contar esta história. A trama tinha tudo para cair no sensacionalismo, na busca incessante pelas lágrimas do telespectador. Tinha tudo para cair na explicação mastigada do tema, porém, nada disso acontece. A doença é vista por um olhar sensível, sem perder o foco na realidade crua e nua da doença. Possui cenas fortes, sim. Porém, realizadas de forma sensível. Focando no sentimento da personagem.

Seria relativamente muito comum contar a história da família que tem que viver com o Alzheimer, mas o filme não usa este elemento como foco principal, ele busca mostrar a vida de alguém com a doença. Logo, nós temos a vida dessa mulher retratada em suas diversas áreas: pessoal, familiar, profissional... Buscando deixar claro que o que aconteceu pode acontecer com qualquer um, mas como você vai enfrentar isto é que será o grande detalhe. Tanto a pessoa afetada, como as pessoas a sua volta.

Temos então personagens como o marido que precisou seguir a sua vida no trabalho para sustentar a família e também se ver realizado, o que gera um contraponto interessante e um conflito na trama. Temos a filha mais velha, que sabe que tem 100% de chance de ter a doença e está prestes a ter um bebê, preocupa-se com isso, afinal é uma doença que também é transmitida por gerações genéticas. Temos o filho do meio, que possui menos função na história, é um jovem que está numa faculdade, cuida da mãe quanto pode, segue a vida. E temos Lydia que é a "problemática", em termos, pelo fato de querer um trilhar um caminho seu, que não é errado, não vejo ela com uma rebeldia sem causa. Ela sabe o quer, e esta fazendo por merecer. Escolhendo o caminho. Porém, é a única que realmente parece voltar os olhos de verdade a mãe e tenta entender o que aquela mulher está passando e tenta ser a ela um porto seguro de amor, mesmo a distância.


“Para Sempre Alice” sendo é um filme de personagens, ele abre espaço para grandes atuações, tanto é que cada um, com o tempo na tela que possui, brilha de alguma forma. Dar o melhor de si. Um grande destaque dos coadjuvantes é com certeza as atuações de Alec Baldwin (John Howland) e Kristen Stewart (Lydia), ambos pela firmeza e segurança em seus personagens, em cada fala, em cada cena. Kristen mostra uma faceta mais madura, um trabalho mais rico do que este que escreve já presenciou dela. Em todas as cenas que Kristen e Julianne Moore estão juntas percebemos a troca e a verdade entre elas.


E, justamente, não se pode deixar de elogiar o incrível trabalho de Julianne Moore. Ela conseguiu fazer da personagem alguém real, conseguiu transmitir uma verdade e uma mensagem sem ser extremamente didático. Sensível e Forte é a atuação de Moore. A meu ver, digna de Oscar e do Globo de Ouro a qual ela está indicada.


“Para Sempre Alice” é um filme que tem como ponto principal, sim, o Alzheimer. Contudo, eu acredito que a base dessa história é o amor. Por quê? Esta de fora é uma coisa, viver é outra. E quem está fora para não desistir é preciso amar de verdade. É o que Lydia prova na última cena do filme. “Para sempre Alice” é sobre relacionamentos, é sobre vida, é sobre Alzheimer, mas principalmente, sobre amor.

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Indicada a Melhor Atriz - Julianne Moore 


Vencedora do Globo de Ouro de Melhor Atriz - Julianne Moore 

Por Jônatas Amaral

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