Desafio "100 Livros Essenciais da Literatura Brasileira"


Brasil!
Grande território. Grandes riquezas. Florestas. Águas. Tesouros. Ordem e Progresso. Tudo isso é estampado na bandeira.
Estrelas insistem em brilhar. Estrelas que nunca que se apagam.
Brasil!
País que não produz apenas riquezas matérias, mas também riquezas intelectuais, riquezas da Alma. Literatura.

Hoje, é o marco inicial para um desafio bem desafiador. Sem prazo estipulado. Sem pressão. Puro prazer. Um Desafio de Gigantes, que até o menor dos cidadãos pode se desafiar.

O Desafio.

O Desafio consiste em ler 100 obras da Literatura Brasileira que foram consideradas essenciais na edição de 2006, da Revista Bravo. Quem começou este desafio foi a Tatiane Feltrim do vlog e blog Tiny Little Things. Abaixo você pode conferir o vídeo original do desafio:


Vendo este vídeo me sentir desafiado e confrontado, afinal sou um futuro professor de Língua Portuguesa e também Literatura. A Literatura Brasileira será meu instrumento de trabalho. Essa será uma forma de ler mais dessa literatura. Livros que nunca me vieram a mente estão nesse desafio. Obras que eu não conhecia, me foram apresentadas.
São 100 livros. Quantos desses eu possuo na minha estante? Não chega a 1%, logo também será um desafio encontrar essas obras.
Assim eu contarei com ajuda de amigos, sebos, livrarias físicas e virtuais, além daquela que será a mais importante das ajudas, as Bibliotecas Físicas e Virtuais. 
Podemos perceber que será um desafio abrangente e também uma experiência de vida muito impressionante. A Busca pela literatura e o prazer que ela proporciona.
Por isso desafio você também, se estiver disposto entre nessa conosco.

Como irá funcionar.

Ele será um desafio aberto que só tem data para começar, ou seja, o fim dele é quando eu tiver lido todos os livros citados logo mais abaixo.

Ao fim da leitura de cada obra resenhas serão postadas em seguida aqui no blog. Lembrando que as resenhas terão um teor crítico da leitura, não será uma análise extremamente completa ou fechada das obras.

Além de que, farei posts para informa-los a quantas anda o meu desafio.

Por fim, Hoje estou dando inicio ao desafio e conto com o apoio e comentário de vocês ao longo dessa empreitada. E fiquem à vontade para fazer o desafio, só me contem para eu acompanhar vocês também.

Abaixo segue a lista dos livros que serão lidos no desafio.

Até mais!

Obs: Os livros foram agrupados por autores.

Adélia Prado: Bagagem
Aluísio Azevedo: O Cortiço
Álvares de Azevedo: Lira dos Vinte Anos,  Noite na Taverna
Antonio Callado: Quarup
Antônio de Alcântara Machado: Brás, Bexiga e Barra Funda
Ariano Suassuna: Romance d'A Pedra do Reino
Augusto de Campos: Viva Vaia
Augusto dos Anjos: Eu
Autran Dourado: Ópera dos Mortos
Basílio da Gama: O Uraguai
Bernando Élis: O Tronco
Bernando Guimarães: A Escrava Isaura
Caio Fernando Abreu: Morangos Mofados
Carlos Drummond de Andrade: A Rosa do Povo, Claro Enigma
Castro Alves: Os Escravos,  Espumas Flutuantes
Cecília Meireles: Romanceiro da Inconfidência, Mar Absoluto
Clarice Lispector: A Paixão Segundo G.H. , Laços de Família
Cruz e Souza: Broquéis
Dalton Trevisan: O Vampiro de Curitiba
Dias Gomes: O Pagador de Promessas
Dyonélio Machado: Os Ratos
Erico Verissimo: O Tempo e o Vento
Euclides da Cunha: Os Sertões
Fernando Gabeira: O que é Isso, Companheiro?
Fernando Sabino: O Encontro Marcado
Ferreira Gullar: Poema Sujo
Gonçalves Dias: I-Juca Pirama
Graça Aranha: Canaã
Graciliano Ramos: Vidas Secas, São Bernardo
Gregório de Matos: Obra Poética
Guimarães Rosa: O Grande Sertão: Veredas, Sagarana
Haroldo de Campos: Galáxias
Hilda Hilst: A Obscena Senhora D
Ignágio de Loyola Brandão: Zero
João Antônio: Malagueta, Perus e Bacanaço
João Cabral de Melo Neto: Morte e Vida Severina
João do Rio:A Alma Encantadora das Ruas
João Gilberto Noll: Harmada
João Simões Lopes Neto: Contos Gauchescos
João Ubaldo Ribeiro: Viva o Povo Brasileiro
Joaquim Manuel de Macedo: A Moreninha
Jorge Amado: Gabriela, Cravo e Canela,  Terras do Sem Fim
Jorge de Lima: Invenção de Orfeu
José Cândido de Carvalho: O Coronel e o Lobisomen
José de Alencar: O Guarani,  Lucíola
José J. Veiga: Os Cavalinhos de Platiplanto
José Lins do Rego: Fogo Morto
Lima Barreto: Triste Fim de Policarpo Quaresma
Lúcio Cardoso: Crônica da Casa Assassinada
Luis Fernando Verissimo: O Analista de Bagé
Luiz Vilela: Tremor de Terra
Lygia Fagundes Telles: As Meninas, Seminário dos Ratos
Machado de Assis: Memórias Póstumas de Brás Cubas,  Dom Casmurro
Manuel Antônio de Almeida: Memórias de um Sargento de Milícias
Manuel Bandeira: Libertinagem, Estrela da Manhã
Márcio Souza: Galvez, Imperador do Acre
Mário de Andrade: Macunaíma; Paulicéia Desvairada
Mário Faustino: o Homem e Sua Hora
Mário Quintana: Nova Antologia Poética
Marques Rebelo: A Estrela Sobe
Menotti Del Picchia: Juca Mulato
Monteiro Lobato: O Sítio do Pica-pau Amarelo
Murilo Mendes: As Metamorfoses
Murilo Rubião: O Ex-Mágico
Nelson Rodrigues: Vestido de Noiva, A Vida Como Ela É
Olavo Bilac: Poesias
Osman Lins: Avalovara
Oswald de Andrade: Serafim Ponte, Grande Memórias Sentimentais de João Miramar
Otto Lara Resende: O Braço Direito
Padre Antônio Vieira: Sermões
Paulo Leminski: Catatau
Pedro Nava: Baú de Ossos
Plínio Marcos: Navalha de Carne
Rachel de Queiroz: O Quinze
Raduan Nassar: Lavoura Arcaica, Um Copo de Cólera
Raul Pompéia: O Ateneu
Rubem Braga: 200 Crônicas Escolhidas
Rubem Fonseca: A Coleira do Cão
Sérgio Sant'Anna: A Senhorita Simpson
Stanislaw Ponte Preta: Febeapá
Tomás Antônio Gonzaga: Marília de Dirceu, Cartas Chilenas
Vinícius de Moraes: Nova Antologia Poética
Visconde de Taunay: Inocência


Legenda: PRETO - Não lidos. VERMELHO - Lidos VERMELHO: Autores completos


Por Jônatas Amaral

A canção que soa e consola o coração aflito.


Há alguns anos atrás minha vida foi impactada por muitas canções e ainda continua sendo. Composições que levam o nome de Louvor, àquele único e digno dele. Porém, também, trouxe e trazem ao meu coração força, certezas, firmeza.

Aos meus 15 anos, na festa que comemorou estes 15 anos, cantei uma canção chamada "Eis-me aqui". Esta canção soou ao meu ouvido várias vezes desde então, como ela soa agora enquanto escrevo essas palavras. Ela é uma oração que eu nunca canso de fazer e também não se deixa esquecer. Foi um proposito firmado cantar esta canção. Tanto é, que as vezes no silêncio turbulento do deserto ela vem aos meus ouvidos.
Hoje, uma frase desta canção, de impeto quando decidi escutá-la novamente veio aos meus ouvidos.

"E toda vez que eu chorar ou quiser desanimar o teu espirito me consolará. Se é na fraqueza do meu ser que manisfesta teu poder, Eis-me aqui." (Diante do Trono)
As lutas fazem parte da nossa vida. Os desertos são elementos importantes para, enfim, crescermos. Quem não passa por desertos, não vive ou está puramente mentindo. No mundo temos aflições. E muitas vezes nos sentimos fracos diante delas, diante dos desertos quentes, áridos, frios... Mas, aprendi com outra canção, que existe um tesouro no deserto. Você passa por desertos. Eles passam. Como você chega ao fim dele é que é a questão.


Quando passamos por problemas nossa primeira reação é pensar que não conseguiremos, porém existe alguém olhando por nós que diz, "eu te capacito", "guerreio suas guerras", "Eu vou na sua frente". Esse alguém é Deus. 

Quando passamos por problemas temos vontade de chorar, nos sentimos vazios. Mas existe um alguém que não nos deixa só. Que tem um propósito na nossa vida. Sabe do que precisamos. Devemos pedir, Ele ouve e atende. Mas, mesmo que não peçamos por falta de força, Ele envia alguém para te levantar. Dizer: "- não chore mais". Eu já vivi isso, acredite. As vezes Deus enviou uma canção, outras vezes um amigo, amigo daquele de verdade, que não se importa de passar algumas horas sem comer, mesmo cansado, para dedicar um momento à você. Eu cresço. Você cresce. Bençãos e problemas nos fazem crescer.

Talvez, o dia hoje não esteja sendo fácil. Hoje, tem sido aqueles dias que denominamos de um "dia ruim". E quem disse que só por isso ele não merece ser vivido. "No dia mal, eu quero proclamar: Confio no amor do Senhor que nunca mudará, nem mesmo a morte pode nos separa do teu cuidado e proteção. Mesmo quando não o vemos, sei que a mão dele me guiará".

Aprendi o que é ter fé. Fé não é um sentimento, é uma certeza. Fé é acreditar. A Fé verdadeira se vive não se pega. Hoje tinha tudo para pensar em más noticias, mas simplesmente lembrei do que já foi ministrado em meu coração: "Não temerei más noticias, pois mesmo que eu ande no vale da sombra da morte, não temerei mal algum".

Quando meu coração está aflito, está na angústia, o Espirito de Deus vem e me consola. Ele é o nosso consolador. Ele é a Canção do Amor que soa na terra. Ele me lembra que mesmo que eu falasse a língua dos homens. Ainda que eu falasse a lingua dos anjos, sem amor eu não seria nada. Sem o Amor eu não seria nada. Que as canções de Deus soe nos meus ouvidos e nos seus. Ele diz. Ele fala. Ele nunca esquece de dizer: "Eu te amo. Aguenta Firme".

Para Você.
Jônatas Amaral


[ Festival de Ópera do Theatro da Paz] "Um Americano em Paris e Blue Monday" de George Gershwin


Ao longo das duas últimas semanas fui apresentado a um novo compositor americano chamado George Gershwin. O compositor responsável por introduzir o Jazz na às obras sinfônicas. Eu confesso que não o conhecia até o domingo passado, quando fui a um concerto na Sala Augusto Meira Filho, em Belém, onde a Orquestra Jovem Vale Música fez um concerto belíssimo por sinal. Ali comecei a conhecer uma obra espetacular.

Na quinta-feira (21/08) fui surpreendido por um convite repentino para assistir o ensaio geral do espetáculo “Um Americano em Pais e Blue Monday – ópera de G. Gershwin” que fez parte do programa de apresentações do atual XIII Festival de Ópera do Theatro da Paz. Também com a Orquestra Jovem Vale Música. Foi a consagração de uma descoberta. Vi a composição misturada com a arte da dança, da interpretação, do cantar. Musicas belíssimas. Sai daquele teatro, naquele dia, extasiado. 

Orquestra Jovem Vale Música, sob Regência do Maestro Miguel Campos
A vida é assim a gente conhece, gostamos e não queremos mais parar de conhecer.

Por isso quero lhes apresentar a seguir as composições apresentadas neste espetáculo. E falar um pouco sobre o que eu mais gostei em cada uma das obras e se possível lhes fazer querer apreciar esta obra tão sensacional.


“Um americano em Paris”


Esta obra nasceu quando Gershwin morava em Paris. Quando ela foi apresentada pela primeira vez foi duramente criticada, mas logo tornou-se uma obra que se fez presente nos repertórios musicas da Europa e nos Estados Unidos.

Elenco do Ballet

O cineasta Vicente Minneli, considerado um dos criadores do moderno musical no cinema. Inspirado pela obra, contou a história na película de mesmo nome, de um soldado americano que resolve ficar em Paris para seguir a sua vocação de pintor, no final da Segunda Guerra Mundial. O filme segue as suas aventuras com dois amigos (um cantor popular e um pianista) e a sua paixão por uma jovem bailarina. 

Abaixo você pode conferir a música que embala o balé.




“Blue Monday”

Depois do intervalo, fui surpreendido por um cenário bem cinematográfico, um bar Nova-iorquino dos anos 20, mais precisamente da região de Harlem - bairro nova-iorquino reduto da comunidade negra. Onde seria contada uma história de paixão, amor, ciúme, de um crime.

Uma peça operística bem curta, certa de 20 a 30 minutos. Onde pude perceber bem a introdução do Jazz dentro da produção sinfônica. Algo bem legal de ver, ouvir, ouso dizer, popular. Você pode ouvir a ópera no vídeo abaixo e conferir do que estamos falando.


A Ópera foi apresentada em Inglês, com legendas no topo, por vezes necessária, outras vezes não, para os não conhecedores da língua. A Música unia as línguas, você entendia a emoção, a reação. Era uma trama engraçada de ver, um conto tragicômico. Que nos transmitia certa moral. Falar do amor ciumento, até onde pode ir?

“Em Belém, com equipe composta basicamente por artistas e técnicos paraenses de elevada capacitação, e ainda, com elenco composto apenas por afrodescendentes, sem subterfúgios ou tinturas, será criada uma atmosfera que pretende ser fiel aos bares suburbanos do Harlem da Nova York dos anos 20”, diz Glaucivan Gurgel, diretor cênico.

O bar, ambientado nos anos 20, ganhou concepção cenográfica de Lília Chaves e Maria Sylvia Nunes. Além da direção cênica, de Glaucivan Gurgel, Blue Monday tem figurinos de Hélio Alvarez, iluminação de Rubens Almeida e visagismo de André Ramos. A elaboração e operação de legendas é de Gilda Maia. A supervisão artística é de Gilberto Chaves e Mauro Wrona.

Para finalizar o espetáculo, fomos agraciados com mais uma homenagem ao compositor. Os cantores interpretaram algumas das mais famosas canções desse compositor americano. Inclusive a canção “Summertime”, canção esta que teve inúmeras versões no mundo afora. Além de canções bem humoradas, românticas, emocionantes e vibrantes. Tudo a base do piano e voz.

Confira "Summertime" na voz de Norah Jones:



Se existe destino, foi ele que me levou a esta obra, tão linda de ouvir, tão sofisticada, mas acessível. Um jazz, um clássico bom de ouvir. De curtir. De colocar nos fones de ouvidos e sair por ai, apreciando a vida.

Compositor George Gershwin

O XIII Festival de Ópera do Theatro Da Paz

O Festival é um grande sucesso há 13 anos em Belém. E já trouxe diversas obras clássicas a cidade. Óperas nunca apresentadas no território paraense. Eu, este que vos escreve, já participou do Festival, participando de uma Ópera, chamada “O Viajante das Lendas Amazônicas”, que foi apresentada entre os de 2007 a 2010. Inclusive no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Foi um privilégio e um sonho meu realizado.

Este ano serám apresentadas ao público os espetáculos: “Mefistofele” de Arrigo Bolto, “Um Americano em Paris e Blue Monday” de George Gershwin e “Otelo” de Giuseppe Verdi. 

Além de um recital em homenagem aos 150 anos Richard Strauss, um concerto gratuito ao ar livre. As outras óperas possui um preço acessível que varia de R$20,00 a R$ 60,00. É um evento que quem puder não pode perder.

Saiba mais no Site Oficial do Festival: http://festivaldeopera.pa.gov.br/

O Blog Alma Crítica não poderá estar em todos os espetáculos, mas trará informações sobre todos eles, se tudo der certo.

Espero que tenham gostado. Até breve.

Créditos: Site Oficial do Festival
Por Jônatas Amaral

GANHEI! COMPREI! FUI PRESENTEADO! #8


Olá pessoal,
Estamos de volta com a coluna. Você podem olhar para o banner e se perguntar: "Junho? Mas não teve a coluna de Maio. Como assim?"
Explicando, Maio foi um mês bem fraco para esta coluna, nada teve a ser publicado na verdade.
Mas aí surge outra pergunta: "Mas já estamos em Agosto?". Sim, acabei deixando acumular, mas agora vou resolver isto. Hoje vocês verão tanto o que chegou aqui em casa em junho quanto em julho. Espero que gostem. Primeiramente o mês de Junho.


"Harry Potter: As razões do Sucesso" de Isabelle Smadja

FUI PRESENTEADO!

Meu pai surgiu com este livro em um dia de junho, inesperadamente.
Fora encontrado novo em folha no meu sebo favorito, onde somos clientes VIPS. Meu pai me presenteou com este livro sobre Harry Potter.
Um livro francês que traz uma análise com base em várias teorias literárias.
Muito interessante para estudantes de letras e também fãs da série, como eu.
Thanks Dad!


Harry Potter: As razões do Sucesso - SKOOB


"2012: Nas Cortes do Sol" de Brian D'Amato e "Selvagens" de Don Winslow

COMPREI!


Em Junho ocorreu A Feira Pan-Amazônica do Livro, aqui em Belém. Mais uma edição. Geralmente não compro muitos livros nessa feira, pois são poucas as editoras que fazem promoções ou promoções que meu bolso possa pagar, mas, até que este ano eles pensaram em mim e conseguir em alguns estandes livros bem interessantes a preços justos. Como estes que eu citei. Dois livros inesperados. Não pensava de nenhuma forma em comprá-los, mas acredite quando vi o preço deles, não resistir. Recentemente estou lendo "Selvagens" é vi que fiz um ótimo negócio. Em breve resenha para vocês.

"2012: Nas cortes do ar" é um livro imenso que comprei por uma bagatela, em breve será minha leitura.


2012: Nas Cortes do Sol - SKOOB
Selvagens - SKOOB

"As Memórias do livro" de Geraldine Brooks e "O Galo de Ouro" De Rachel de Queiroz.
COMPREI!

Ainda na feira do livro. O Livro da Geraldine Brooks me chamou. Me escolheu. Veio para minhas mãos, quase sem pensar. Eu vi. Eu comprei.
"O Galo de Ouro" foi um investimento. Nunca li nada da Rachel de Queiroz, quem sabe não é uma nova paixão.


As Memórias do livro - SKOOB
O Galo de Ouro - SKOOB



JULHO!!
FÉRIAS!!
Só se foi para vocês, pois para mim, foi tipo uma pseudoférias. Primeiro que tive aula. Mas, convenhamos teve a copa e foi muito divertido. Basta ver os posts de Julho por aqui. E também trouxe muitos livros. Um mês e tanto.

"Jurassic Park" de Michael Crichton.
COMPREI!
Em uma rápida passadinha no sebo encontrei aquele que é agora meu primeiro livro em inglês na estante. Além que será o meu primeiro livro em inglês lido. É uma versão adaptada para o nível intermediário. Será uma maravilha ler este livro. É um boa dica para quem está começando a estudar inglês: LEIA!

"Garota Interrompida" de Susanna Kaysen e "A Probabilidade Estatística do Amor à Primeira Vista" de Jennifer E. Smith.
COMPREI!


Não resistir quando vi o preço desses livros e os comprei. 
O livro de Jenniffer E. Smith é um livro muito bonito e muito bom de ler. Eu já apreciei a obra e já tive uma opinião sobre ele. Confira a minha RESENHA! 
O livro "Garota Interrompida" me chamou atenção pela sinopse e foi ela que me trouxe a trazê-lo para casa. Não sabia sobre o filme nem nada até ver o livro. Não gosto da capa, mas gosto da premissa da história que é muito mais importante, em breve leitura e depois resenha.


Garota Interrompida - SKOOB
A Probabilidade Estatística... - SKOOB

"O Teorema Katherine" de John Green e "A Casa dos Macacos" de Sara Gruen
COMPREI!

Acho que vocês já perceberam que gastei bastante em livros esse mês, mas acredite as livrarias das lojas ajudaram nisso, trazendo livros tão legais em promoção.
"A Casa dos Macacos" foi uma promoção surpresa dos livros da Editora Record nas Americanas, da minha cidade. É um livro que me chamou atenção em tudo, do titulo, capa, Até a história e edição.
O Livro do John Green é um livro que comprei por empolgação e vi que ele vai esperar um pouco mais para ser lido. Porém, tenho que admitir que ele ficou maneiro na minha estante. Quero muito "Cidades de Papel". #FicaADica


O Teorema Katherine - SKOOB
A Casa dos Macacos - SKOOB


"Indesejadas" de Kristina Ohlsson e "Meu Primeiro Assassinato" de Leena Lehtolainen
GANHEI! FUI PRESENTEADO!

Esses dois livros eu ganhei de parceria com a Editora Vertigio e foram dois presentes sensacionais. Que estão agora em destaque na minha estante.
O Livro "Meu Primeiro Assassinato" eu já li e vocês já podem conferir a RESENHA! e em breve, muito em breve mesmo vocês poderão conferir a resenha de "Indesejadas".
Agradeço a Editora.
Indesejadas - SKOOB
Meu primeiro Assassinato -  SKOOB


"Adeus à Inocência" de Drusilla Campbell
FUI PRESENTEADO!

Este era um livro que eu estava desejando muito desde o lançamento pela Editora Novo Conceito e a minha querida amiga, Jeniffer Yara, do Blog Meu Outro lado, que já foi citada mais de uma vez aqui nesta coluna, me presenteou com este livro e me deu a possibilidade.
Obrigado Jeniffer!
Adeus à inocência - SKOOB
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Espero que vocês tenham gostado.
E pergunto, Já leu algum desses livros? Sim? O que achou?
E Qual desses livros vocês mais queriam ver mais depressa a resenha aqui no blog?

Aguardo o comentário de vocês.
Até mais!!

Por Jônatas Amaral

[RESENHA] “Meu Primeiro Assassinato” de Leena Lehtolainen


Mais complexo do que parece ser, assim é o livro “Meu primeiro assassinato” de Leena Lehtolainen. Um romance policial finlandês que nos apresenta a personagem Maria Kallio, que será a heroína de outros oito romances da autora.

Em uma casa de Veraneio em Vuosaari, Finlândia, um homem aparece morto nas encostas de um penhasco. Este homem é Jukka Peltonen, um jovem de família rica e logicamente muito rico, além de pegador e talentoso. Ele e outros sete jovens estavam ali para ensaiarem, eles formavam um coral estudantil que iria se apresentar por ali nos próximos dias.

Maria Kallio começou na policia rodoviária, passou para a Policia Federal, voltou para facudade de direito, por está entediada com os interrogatórios com adolescentes, pequenos furtos, multas... Sente falta da ação que não encontra, também na faculdade, assim ela acaba entrando neste caso de assassinato, depois que seu chefe meio que tira folga.

Este caso torna-se importante para ela pois 1) será sua primeira investigação de assassinato. 2) por ser um caso que exige dela um autocontrole e imparcialidade, parece óbvio, porém o fato é que ela conhece tanto a vítima quanto os suspeitos. Foram colegas e amiga de alguns no passado. Sabe de histórias sobre eles. E o grande problema é que algum deles matou Jukka, pelo menos é o que tudo indica.

A trama nos é apresentada de uma forma bem interessante. Instiga o leitor a ler, através da sinopse, um mistério de assassinato, o tradicional “Quem matou?”, contudo não é apenas isso que encontramos ao longo dessas páginas. Pois, a obra, também, irá tratar ou abordar temas polêmicos como: a posição da mulher na sociedade, principalmente na polícia. Tráfico de Drogas e Prostituição.

Leena Lehtolainen
A autora dedica bastante espaço para os conflitos internos da sua protagonista e isso é intensificado pela narrativa em primeira pessoa. O que é muito interessante na questão do assassinato, pois, como já foi dito, ela conhece a vítima e os suspeitos, então os sentimentos dela entram na questão, ela é jovem e durona, mas, por vezes, tem problemas para solucionar este problema de não se envolver, de não deixar se levar. Isso torna-se curioso para o leitor e um ponto forte da trama. Acontece que, a autora falha em alguns momentos onde o leitor estar preso ao mistério e quer prosseguir nele, ai então a autora o corta com algum comentário insignificante da protagonista, ou algum pensamento, flashback, lembrança recente, questionamento que mais oferece base para um conflito da protagonista, e isso acaba deixando a leitura, em determinados pontos, arrastada. Principalmente, quando o mistério toma proporções maiores.

Logo, o livro possui essa instabilidade: em alguns momentos a leitura flui, avança, desenvolve-se, é interessante, em outro ela se arrasta, estagna, isso é fruto dessas pequenas descrições de algo, que, apenas alguns acrescentam algo a trama.

A autora, contudo, soube criar uma trama bem interessante. Colocou elementos inesperados, assuntos interessantes, que faz com que o leitor não desista da leitura naqueles momentos baixos. Aviso que a introdução de vários assuntos em um determinado ponto da história deixa a trama um tanto complicada, então o leitor precisa de total atenção nas páginas para não se perder.

Este livro possui muitas referências à literatura policial finlandesa e mundial, o que enriquece alguns diálogos. Confesso que muitos eu nunca tinha ouvido falar, mas é bom pois desperta a curiosidade de conhecer. A obra possui também elementos da cultura finlandesa, costumes, música, literatura, cidades... O que é legal, pois nós pouco conhecemos da Finlândia, então acaba sendo uma boa viagem à região.

"Ensimmäinen murhani" - Meu Primeiro Assassinato de Leena Lehtolainen
Tradução do Inglês por Salma Saad Editora Vertigio, 2013. 224 páginas.
Livro Cedido pela Editora.
Não se assuste com os nomes dos personagens, alguns nos confunde, principalmente quanto ao gênero. Uma dica é você anotar o nome e sobrenome de cada personagem e o gênero, pois ao longo da trama eles utilizam muito os sobrenomes, que pode gerar dúvidas sobre de quem eles estão falando. São nomes bem diferentes.

O livro possui um final bom e coerente com toda a trama contado, com todo o mistério gerado, o que não significa que vá agradar a todos, mas irá convencer. Eu particularmente achei um tanto decepcionante, porém tenho que admitir que seja bom e coerente.

A edição da Editora Vertigio é muito boa. A diagramação é simples, mas que oferece ao leitor uma boa leitura, sem incômodos. Encontrei alguns poucos erros de revisão, que não alteram em nada, de certa forma, passam despercebidos. Um livro que esteticamente é simples, mas que não deixa de ser elegante.

“Meu Primeiro Assassinato” é um bom livro que oferece conhecimentos diferentes, uma trama interessante, personagens que convence; uma escrita com momentos bons e ruins. Indicado para os amantes de literatura policial e àqueles que estão começando no gênero e querem começar a ler uma trama um pouco mais complexa. Foi uma boa estreia para investigadora de policia, Maria Kallio.

Por Jônatas Amaral
Agradecimentos à Editora Vertigio.

[PURA MAGIA DISNEY] “Peter Pan” (1953) #3


Você quer voar? Peter Pan te ensina como.

Existe na história de James Barrie, o escritor da peça original intitulada “Peter Pan”, algo que é imortal. Um clássico que muitos nunca leram, mas de alguma forma o conhece, permanece vivo no coração de cada um.



O filme da Disney “Peter Pan” baseado nesta história é mais um elemento que faz com que esta lenda permanecer viva. Ali foram introduzida os principais fundamentos, as principais metáforas que nos ensinam a nunca deixar morrer a criança que há em nós, porém também é necessário crescer. Pois, esta jornada que é crescer, trará suas próprias aventuras. Trará principalmente o crocodilo que engoliu o despertador sempre a nos perseguir...

Quando Wendy e seus irmãos são convidados a ir a terra do nunca, ou a ilha encantada, eles são apresentados há um mundo de aventura, sonhos, diversão, mas também sentimentos desagradáveis. Mesmo em meio a todas as brincadeiras, algo faz falta. No filme, a figura da mãe é esta falta. Quando nos esquecemos dos pais, vem a independência fora de hora, falta um porto seguro, um amor.




Wendy e Peter Pan são opostos: um desistiu de crescer e tornou-se um símbolo da eterna infância, podemos perceber nas atitudes dele que é um garoto travesso, mas que tem atitudes, por vezes, de um adulto “responsável”. Porém, não entende que isto é vital. Wendy, por outro lado percebe que estar na hora de crescer, mas porque isso significa que devemos deixar totalmente a fantasia, a criatividade, o sonho de lado? A cena final é um exemplo disso.


O filme possui uma linguagem bem infantil. É como se estivéssemos na mente de uma criança brincando em seu quarto, imaginando estar dentro de um navio, nadando com as sereias, caçando índios, voando... Você percebe que toda a história é construída assim: “temos os meninos indo caçar os índios, mas enquanto isso Wendy está sendo atacada pelas sereias, mas então, de repente, tudo escurece e surge o Capitão Gancho...” entende? Quem nunca inventou histórias assim quando brincava. Voltamos a ser crianças.

A essência da obra de Barrie foi preservada, percebemos isto principalmente porque essa foi a primeira adaptação que não teve nenhum dos diálogos originais utilizados. O humor irônico e sagaz, inocente típico de uma criança está lá. O ciúme é um elemento retratado bem, algo que tem espaço na obra de James Barrie.



A trilha sonora de “Peter Pan” tem todo o toque Disney, tem uma emoção linda. Ela vem para dar todo o ambiente da trama, da brincadeira. A música dos piratas é super divertida, entramos no mundo deles. É divertido, como, mesmo o Capitão sendo mal, você não consegue odia-lo, afinal, em uma brincadeira as crianças sempre acabam perdoando seus personagens. A música e o roteiro dão todo esse ar divertido. O Tema de Peter é um clássico, baseado plenamente em flautas e instrumentos mais agudos. É uma obra prima musical. Uma das melhores trilhas sonoras da Disney.

“Peter Pan” foi e sempre será minha história favorita. Com ele eu aprendi a crescer da forma certa, pena que poucos se deixem encantar pela sua mensagem, poucos se permitam voar. Tenham pensamentos felizes, pois eles te levantam no ar.



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  • Filmografia

A adaptação dos estúdios Walt Disney fez muito sucesso, mas não fora o único a adaptar essa história de forma magistral. E também, não deixaram de contar a história do criador dela. Confira abaixo outros filmes que tivera a obra de James Barrie como base.

 "Em Busca da Terra do Nunca" (2004)
Sinope
J.M. Barrie (Johnny Depp) é um bem-sucedido autor de peças teatrais, que apesar da fama que possui está enfrentando problemas com seu trabalho mais recente, que não foi bem recebido pelo público. Em busca de inspiração para uma nova peça, Barrie a encontra ao fazer sua caminhada diária pelos jardins Kensington, em Londres. É lá que ele conhece a família Davies, formada por Sylvia (Kate Winslet), que enviuvou recentemente, e seus quatro filhos. Barrie logo se torna amigo da família, ensinando às crianças alguns truques e criando histórias fantásticas para eles, envolvendo castelos, reis, piratas, vaqueiros e naufrágios. Inspirado por esta convivência, Barrie cria seu trabalho de maior sucesso: Peter Pan.


O Filme foi indicado a 7 Oscars.
Saiba mais AQUI!
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"HOOK - A Volta do Capitão Gancho" (1991)

Sinopse
Aos quarenta anos Peter Banning (Robin Williams), que um dia já foi Peter Pan, é um homem tão envolvido com o trabalho que deixou de dar atenção à família e esqueceu a sua origem. Mas o Capitão Gancho (Dustin Hoffman) seqüestra seus filhos, obrigando-o a retornar a Terra do Nunca.


Dirigido por Steven Spielberg

Robin Williams interpretou Peter Pan aos 40 anos. Uma adaptação diferente e original. Vale a pena conferir.

Saiba mais AQUI!

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"PETER PAN" (2003)
Sinopse
Peter Pan (Jeremy Sumpter) é um garoto que nunca cresce e que vive na Terra do Nunca juntamente com os Garotos Perdidos e a fada Sininho. Num belo dia Peter Pan visita a casa dos Darling e convence Wendy (Rachel Hurt-Wood), John (Harry Newell) e Michael (Freddie Popplewell) a viajaram com ele para o lugar onde vive. Lá todos enfrentarão a ameaça do temível Capitão Gancho (Jason Isaacs).

Em uma opinião pessoal, consideramos esta uma das melhores adaptações da obra de James Barrie, inclusive mantém alguns tradições sempre realizadas, quando esta história é contada no teatro.

Saiba mais AQUI!


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  • CURIOSIDADES
* É o décimo-quarto longa-metragem de animação dos estúdios Disney e foi lançado nos cinemas em 5 de Fevereiro de 1953.

* Margaret Kelly, que na época tinha 22 anos, serviu como modelo para a definição do corpo da personagem Sininho. 

* A canção "The Second Star to the Right" foi originalmente escrita para Alice no País das Maravilhas (1951). Na época a canção se chamava "Beyond the Laughing Sky".

* O orçamento de Peter Pan foi de US$ 4 milhões, sendo que o filme arrecadou nos cinemas americanos US$ 87,4 milhões. O filme se tornou, segundo o site Box Office Mojo, a maior bilheteria do ano de 1953 arrecadando $87,404,651.


* A Diney produziu uma sequência uma sequência, lançada em 2002, intitulada "De volta a Terra do Nunca" e um nova série de filmes mas agora com foco na fada Sininho. Em breve a coluna irá falar de ambos os filmes, além da série completa "Tinker Bell".


* A versão Disney de PETER PAN foi a primeira a ter o personagem título ser interpretado por um menino – neste caso Bobby Driscoll, que fez a voz de Peter Pan. Até este filme, Peter Pan sempre era interpretado por uma jovem mulher.



* O animado da Disney marcou a primeira vez em que Sininho, Nana e o Crocodilo foram retratados fielmente à visão original de Barrie. No palco, Sininho não era nada mais do que um ponto de luz, Nana era interpretada um ator de verdade fantasiado, e o Crocodilo era representado por um tique-taque fora do palco. Aqui, Sininho pode ser vista como uma fada de verdade, Nana é um cão de verdade e o Crocodilo é um crocodilo verdadeiro que engoliu um relógio.



* Este foi o último dos três únicos filmes no quais todos os nove dos Nine Old Men trabalharam juntos. Os outros foram CINDERELA e ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS.

Por Jônatas Amaral

Créditos:  Adoro Cinema, Google Images Disney Brasil .

Agradecimentos à:
Walt Disney e o seu estúdio e ao criador dessa história
e persongens, James Barrie 


[PROMOÇÃO] INDEPENDÊNCIA LITERÁRIA


Olá pessoal,

é com toda a pompa e circunstância que a data merece que trazemos uma nova promoção pra vocês!!!!


O Blog Minha Velha Estante, o Blog Alma Crítica e mais 22 blogs se uniram para ajudar a começar a sua  #IndependênciaLiterária!!! Isso mesmo!!! São 4 kits com 6 livros cada um. Veja abaixo as regras e os livros oferecidos em cada kit e não deixe de participar!!!


Kit 1 


Kit 2 
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Kit 3

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Kit 4
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Regras:

ü  Ter endereço de entrega no Brasil;

ü  Todas as regras serão conferidas;

ü  Os vencedores terão 48 horas para responder o email com os dados pessoais  para entrega dos prêmios;

ü  Caso o sorteado não responda no prazo estabelecido outro sorteio será feito;

ü  Os blogs terão até 30 dias para enviarem o livro;

ü  Nenhum blog será responsável por extravio, roubo ou perda ocasionado pelos Correios ou por reenvio em caso de endereço incorreto;

ü  O ganhador será sorteado apenas 1 vez;

ü  Os livros chegarão em datas diferentes pois serão enviados cada um por um blog.

ü  Qualquer dúvida, deixe um comentário nesta postagem ou mande um e-mail para minhavelhaestante@gmail.com.

[RESENHA] “Bom de Briga” de Markus Zusak



"- A gente tem que conseguir. A gente tem que conseguir. [...] – Eu sou Ruben Wolfe. [...] E você é o Cameron Wolfe. Isso tem que começar a querer dizer alguma coisa, garoto. Tem que começar a agitar alguma coisa dentro da gente, fazer a gente querer ser alguém para esses nomes, e não apenas outro par de caras que não fez mais do que as pessoas diziam que faríamos." (P. 76-77)

Markus Zusak nos leva a ver o mundo por uma janela. De fora para dentro: existe um universo que influência o interior da casa. Assim como, de dentro para fora, pois há outro universo ali dentro que também influência o mundo aqui fora.

“Bom de Briga”, segundo livro da trilogia dos irmãos Wolfe, retrata um tema interessante e instigante: encontrar a si mesmo, além de um jovem se encontrar no mundo e enfrentar as lutas que ele oferece.

Camerom e Ruben Wolfe são sobreviventes. Vivendo um dia de cada vez com sua família que passa por dificuldades, os dois procuram um propósito para a vida. Após terem uma série de ideias estúpidas, os garotos recebem uma oferta tentadora. Um promotor de lutas clandestinas de boxe vê potencial nos dois, mesmo que a experiência deles se resuma a uma brincadeira de quintal. A partir daí os irmãos veem suas vidas mudarem. Ruben é o mais talentoso dos dois, Cameron luta com alma. Mesmo perdendo no rinque, é um vencedor na vida. Nem sempre quem ganha é o vencedor.

Ruben e Cameron são dois adolescentes que se acham “merdas” na sociedade, sem valor algum. Quando decidem aceitar a proposta, Ruben percebe que ele quer ser um lutador, mas na vida, alguém que batalhe e não desista, como o irmão. Cameron é um cara que sabe o que é ser derrubado, mas sempre levanta. É um grande exemplo.

“ – Não perca o seu coração, Rube. 
E, com uma voz bem clara, sem se mexer, meu irmão responde. 
Ele Diz: 
- Não estou tentando perder, Cam. Estou tentando encontrar” (pag. 137)

Em tempos em que poucos personagens masculinos tem se mostrado protagonistas relevantes nas histórias, nesta trilogia dos irmãos Wolfe somos apresentados e confrontados com dois excelentes personagens que protagonizam uma história cheia de “sujeiras” humana, medos, alegrias, vida cotidiana e momentos de contentamento.

Fighting Ruben Wolfe. Tradução de Ana Resende.
Editora Bertrand Brasil, 2013. Rio de Janeiro, 206 páginas.
Depois de finalizar o primeiro livro “O Azarão” (Confira a resenha AQUI ) eu gostaria muito de saber como ele iria continuar esta história. (Mesmo sabendo que você não precisa ler necessariamente na ordem) A surpresa foi extrema, quando ele escolheu o caminho do “siga em frente”. Ele não precisou inventar situações mirabolantes ou uma guerra, ele simplesmente fez a vida seguir e os eventos que eles enfrentam estão ligados a vida comum: o desemprego, a fome, o medo, a amizade,a busca pela identidade, os desafios de crescer...

O boxe já estava presente no primeiro livro e ele é o elemento de transição para este livro. Existe certo significado nas lutas, pois eles lutam não só pelo dinheiro, percebemos depois, mas eles lutam para se provarem ou lutam contra o mundo (aqui uma referência a um sonho de Cameron em “O Azarão”). É aquela questão, a luta diária, que pode ser mais cruel que um ringue.

A relação de Ruben e Cameron é vital para esta história. Ao fim de cada capitulo lemos uma conversa deles no quarto, conversas sobre o seu cotidiano, sobre seus medos e outras coisas. É incrível. A relação de irmandade deles é bem construída desde o primeiro livro, assim como é mais intensificada neste. É traçado pelo “nós”, não pelo “eu” ou o “ele”. É sempre “Precisamos fazer isto juntos”. Existe a individualidade, mas um precisa do outro. O final, em uma cena fabulosamente escrita, o leitor é levado a concluir isto.

Markus Zusak
Zusak possui uma escrita muito realista, ele não tem medo de usar uma determinada palavra. Ele sabe que aquele “porra” seria dito ali naquele momento por aqueles garotos. E isso não soa ofensivo ou desnecessário de forma alguma, cabe na história e cabe no personagem. O autor evoluiu do primeiro livro para este, a linguagem beira ao poético, ao filosófico, sem ser inatingível.

O autor conseguiu desenvolver cenas que são de um significado sensacional, nos leva a pensar, a questionar. Cria diálogos que chegam à porta do objetivo, e depois é só abrir a porta, ou virar a página e adentrar no significado. Nada é descartável.

Eu poderia dizer que o único defeito deste livro é ter um ponto final, mas não digo porque sei que no momento que aquele ponto final é colocado, a história não acabou. Ela persiste. Ela luta para nunca ser esquecida.


“Mas nenhum de nós sabe, porque uma luta não vale nada se você sabe desde o inicio que vai ganhar. São as lutas no meio disso que põem você à prova. São as que trazem perguntar com elas” (pag. 180)
Agradecimentos:
Jeniffer Yara, Blog Meu Outro lado.
Por me emprestar esta preciosidade.

Por Jônatas Amaral 

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