[FILME] “A Culpa é das estrelas” (2014)

terça-feira, junho 10, 2014

Augustus Walters Hazel Grace Shailene Woodley Ansel Elgort


Há inúmeras possibilidades de ler uma obra literária. Há diversas formas de assistir, apreciar e apreender um filme. Logo, aqui não transmitirei uma leitura, uma opinião final e conclusiva, muito menos buscarei a técnica. Acredito que sendo assim, conseguirei colocar melhor em palavras uma das minhas visões sobre este filme por mim tão esperado e hoje tão amado.

Quando li pela primeira vez o livro de John Green, o apreciei, aprendi, questionei... É hoje um das minhas melhores experiências literárias. 

A filosofia e a narrativa levaram-me para muito além das palavras cravadas no papel, me fez delirar no verbo e adquirir daquela obra momentos e ensinamentos preciosos. Para resumir, tal livro tornou-se uma das obras que figuram minha lista de favoritos. Confira a minha resenha completa AQUI!

Comics Poster filme

Um grande sucesso literário é logo visto como uma excelente aposta para um sucesso cinematográfico. A Fox traz ao cinema, assim, uma das adaptações mais fiéis e delicadas dos últimos tempos.

Ao adentrar no cinema; tudo escurecer; a euforia começar e as primeiras cenas começarem a serem rodadas diante dos meus olhos, a minha impressão foram de ter entrado na minha própria mente ao ler o livro. Visualizado tudo aquilo que eu imaginei de uma forma tão linda. Emocionei-me nas pequenas e sutis frases. Derramei lágrima de prazer e alegria. Sentir profunda tristeza junto com cada personagem.

The Fault of Our Stars A Culpa é das estrelas

O filme possui atores extremamente talentosos e entregues aos seus personagens, principalmente Shailene Woodley que como disse uma, também, amante da obra: “A perfeita Hazel Grace Lancaster”. Com cada olhar e gesto, com toda certeza, este personagem será um dos mais marcantes e lembrados da carreira dessa moça.

Augustus é uma personagem brilhante; vê-lo ganhar vida na tela foi um determinado sonho realizado. Nunca me apeguei tanto a um personagem, desde 2006, com o Max de “A Menina que Roubava Livros” de Marcuz Zusak. Ansel Elgort que teve essa missão de dar vida a Augustus conseguiu estabelecer uma interpretação caprichosa, de pelo menos uma faceta do Gus, que seria o lado com vontade de viver, a ironia, o sorriso, toda a fome de vida. Porém, nos momentos mais dramáticos, apenas em um momento ele conseguiu (lembrando que isso na minha visão) me transmitir, neste ponto, uma emoção real de todas as formas, eu posso até estar equivocado, mas foi o que percebi. Ele brota durante o final uma angustia em nós no final, mas por tudo o que ele fez e falou, do que verdadeiramente pela forma de expressão. Mas, isso não tirou dele o mérito de uma interpretação tão delicada e inteligente.

Shailene Woodley Ansel Elgort Max Woff John Green

“O Elogio Fúnebre” 

De todas as cenas, esta jamais poderia faltar. Seja pela sua carga emocional, seja pela filosófica. Uma sequencia brilhante. Os três atores: Shailene Woodley, Ansel Elgort e Nat Wolff eternizaram a minha cena preferida do livro.  Fizeram dessa cena uma das mais marcantes. Um momento brilhantemente belo e trágico. Uma salva de palmas a John Green, por escrever esta cena tão incrível.

“Na Casa de Anne Frank”

Em cada degrau. Ver aquela cena foi muito simbólico. Ela é um marco tanto no livro quanto no cinema. Por tudo que ela representa. Por tudo que decorre depois dela e antes dela. Gostaria muito de parabenizar o diretor por esta sequencia tão bem produzida. 


Você sentiu falta de algo no filme?

É difícil explicar, porém vou falar como um amante da obra literária e de um admirador, agora, do filme. Gostaria de ter visto algo novo, uma surpresa. Isso de forma alguma tira qualquer brilho da produção, mas como um leitor (no sentido amplo da palavra), ver o filme com uma carga de fidelidade a qual nunca apreciei como este me fez falta uma surpresa. Apenas um detalhe muito pequeno no meio do oceano tão belo. 

Um dos maiores trunfos desta produção é o poder que ela tem de transmitir mensagens tão precisas e filosóficas para públicos de diversas faixas etárias. Tanto para o telespectador mais atento ao mais desatento e exagerado na falta de não querer se aprofundar na mensagem. É difícil entender como diversas pessoas restringem uma história com tanto a dizer a coisas tão frívolas. “A Culpa é das estrelas” sem dúvida alguma é um marco da literatura, no cinema e na vida de muitos.

Entre tantas coisas esta produção retrata a vida e morte de uma forma tão delicada, mas sem deixar de ser brutal/cruel. Para este humilde leitor e telespectador esta obra faz com que a vida possa ser valorizada sabendo que o fim dela é inevitável. Mas a forma como você vai vivê-la define tudo.

Se a culpa disso tudo é das estrelas cabe a cada um decidir?

The Fault of our stars

Por Jônatas Amaral

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2 comentários

  1. Eu não encontrei uma resenha tão boa e tão profunda como a sua,sério. É um dos melhoreslivros que já li e amanhã estarei assistindo o filme, ansiosa até demais. Assim que chegar vou vim fazer minha critica também,espero que saia tão boa assim. Parabéns!
    Beijos, Ariane!
    www.diariodostreze.blogspot.com <<

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  2. Na semana do lançamento do filme eu tinha certeza que passaria um bom tempo lendo apenas postagens ou comentários sobre o filme, mas realmente não esperava que acontecesse como foi. Pra falar a verdade eu também me surpreendi com a quantidade de pessoas que ficaram apaixonados por essa produção e também elogiaram o filme - pra falar a verdade não vi uma crítica totalmente negativa, como costuma acontecer com adaptações. Como você falou, "A Culpa é das Estrelas" é um marco, independente do sentido em que falamos.

    Abraços,
    Ricardo - www.overshockblog.com.br

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