Ganhei! Comprei! Fui Presenteado! #5


Mês de fevereiro.
Nem de longe esse é o meu mês favorito. Nem de longe as festas que geralmente ocorrem nele são do meu agrado. Logo, como diz a palavra viva: Tudo tem o seu tempo, ou seja, viva cada dia. 
Vivendo este mês, chego ao final, dizendo: Valeu a pena!
Os Correios encontraram o caminho da minha casa, trazendo grandes surpresas. 
Um amigo também lembrou de mim e trouxe um presente, que já é um dos melhores do ano.

Vamos lá!
Let's go!

"O Olho do Mundo" de Robert Jordan
GANHEI!


Esta preciosidade chegou num dia que eu não imaginava, num dia que eu precisava de uma alegria. Existem esses dias, mas como dizem os verdadeiros amigos sempre aparecem neles para provar suas amizades, e neste dia 3 amigos vieram até mim: Um de carne osso, os outros dois recheados de páginas e personagens.
"O Olho do mundo" foi uma grata surpresa. Ganhei em uma promoção no Blog Cultivando a leitura, na repescagem. Foi graças a uma amiga que soube pelo Twitter.
Este é o primeiro livro da série de 14 volumes chamada "A Roda do tempo". Estou muito animado por ler. Há tempos não fico tão animado por ler um livro  com mais de 700 páginas.
Obrigado ao blog!!

"Mago: livro 1 - O Aprendiz" de Raymond E.Feist.
GANHEI!


"Mago - Aprendiz" foi o segundo amigo a chegar naquele dia que já relatei acima. Um livro que não era esperado. Também o ganhei na promoção Fantasia, do Cultivando a Leitura. Mas, não o esperava. Acabou que foi uma grata surpresa. Achei o livro uma beleza só, muito firme. Um livro que quero ler em breve. Em breve mesmo.
O Mapa é muito firme, estou pesando em coloca-lo em uma moldura. 
Muito obrigado mais uma vez ao blog.

"Presas - A dádiva da escuridão" De Marco de Moraes
FUI PRESENTEADO! GANHEI!


Este mês de fevereiro trouxe muitas alegrias e uma delas foi a parceria com o autor Marco De Moraes. Um autor brasileiro, que deu seu primeiro passo no mundo da literatura, lançando pela editora Novo Século seu primeiro livro.
E ganhei e fui presenteado ao mesmo tempo com um exemplar desta obra que é interessante desde sua sinopse. 
É a minha próxima leitura. Dentro de alguns dias tem resenha para vocês. 
Uma leitura bastante aguardada por mim nos últimos tempos.
Muito obrigado Marco!

Saiba mais: http://alma-critica.blogspot.com.br/2014/02/parceiros-marco-moraes.html

"O Tempo e o vento" de Érico Veríssimo

O Continente II
O Retrato I

FUI PRESENTEADO!


Chegamos a sessão dos presentes que conseguiram chegar ao posto de melhores do ano. Agradeço grandemente e eternamente ao Renato, meu amigo e dono do blog Agora em Diante. 
Este camarada bateu a minha porta em uma quarta-feira no inicio de fevereiro trazendo a mim dois livros. Dois volumes de uma das obras que mais me encantaram ao longo do ano que se passou. Que gostaria muito de continuar a ler, que foi o "O Tempo e o Vento", quem acompanhou a minha retrospectiva literária constatou que o melhor livro lido por mim em 2013 foi o primeiro desta saga.
Este amigo me presenteou com o segundo e o terceiro livro da serie. E fico muito grato de termos ido aquele sebo, onde encontrei o último volume que faltava para completar a coleção

O Retrato II
COMPREI!

... Que vim a comprar. Só faltava aquele. Não estava nos planos, mas era o tempo certo.

Aqui esta toda a coleção da saga "O Tempo e o Vento" da editora Globo Livros.


Uma curiosidade: São variadas edições que compõem essa minha coleção. Livros publicados pela editora globo entre os anos de 1995 a 1997. São os livros mais raros da minha estante, mas valiosos por diversos motivos e sentidos.
Agradeço à meu pai, ao meu amigo Renato por poder ter tido a oportunidade de abriga-los na minha estante e coração.

Assim como eu achei muito maneiro fazer esta coluna hoje, espero que tenham gostado.
Obrigado por tudo!

Até mais!

Por Jônatas Amaral

Maratona Literária de Carnaval


Carnaval.
O que me trazes de bom?

Bom, na verdade o carnaval só me trás de bom um excelente feriado. 
Não gosto da folia. Não gosto dos dedinhos para cima. É cultura, é um festa, muita gente gosta, tenho que respeitar. Afinal, tem as escolas de samba, de vez em quando é a outra coisa agradável de se assistir.

MAS, neste feriado terei uma ótima programação, além de Domingo ser a entrega do #Oscar2014, decidi me desafiar mais uma vez, em outra maratona literária.
Para quem acompanhou, eu participei logo no inicio do ano da Maratona Literária de Férias, que foi um grande sucesso e muito marcante.
Dessa vez, decidi participar da Maratona Literária de Carnaval.

A Maratona está sendo promovida pelos blogs Livros e Chocolates Quente  e Livros y Viagens, quem quiser participar basta clicar no banner no inicio deste post, ou AQUI mesmo! 

A ideia é se desafiar. Será uma maratona de 5 dias.

E para animar ainda mais essa maratona, os blogs farão um sorteio de dois para os participantes.

Já escolhi os livros. 
Dessa vez, escolhi três livros.
Alguns podem dizer: Só?
Podem acreditar, em 5 dias? Não, nunca li 3 livros em 5 dias. Será um desafio prazeroso, pois quero muito ler os livros que escolhi. Espero que gostem da minha escolha também.

Confira:


- "Presas: A Dádiva da Escuridão. Livro 1" de Marco Moraes
- "Diário de um banana: Dias de Cão" de Jeff Kinney
- Contos de Machado de Assis.

Acredito que será uma maratona tranquila e proveitosa.
Como aconteceu na última, haverá Diários da maratona, diariamente. Além das Resenhas.
Não Percam!

E Participem também.
Façam desse 5 dias, um período de alegria literária.

Por Jônatas Amaral

[RESENHA] “Diário de um banana : Rodrick é o cara” de Jeff Kinney



O segundo livro da série de sucesso mundial “Diário de um bana” é a continuação clara das histórias que aconteceram durante o ano de Greg tendo inicio no primeiro volume. O Segundo livro começa em setembro, depois das férias de verão.

E Faça o que quiser, só não pergunte a Greg Heffley como foram essas férias, porque ele realmente não quer falar sobre isso. De volta às aulas, Greg está ansioso para enterrar de vez os últimos três meses... E um acontecimento particular.

Mas, seu irmão mais velho, Rodrick, não vai deixar que as coisas caiam no esquecimento assim tão fácil. Ele é testemunha de um “pequeno” incidente que Greg quer manter em sigilo. Mas sabe como são os segredos, não é? Logo, logo estão na boca do povo, especialmente quando há um diário envolvido na confusão.

O primeiro livro tem como principal característica, o humor. É uma história super engraçada. Entreter fazendo rir com as situações que esse garoto se mete. Esperava bastante que o segundo livro pudéssemos encontrar isso também. Não que não seja. É um ótimo entretenimento, mas não tão engraçado, em minha opinião, como é o primeiro. 

O livro parece querer focar mais na relação de Greg e seu irmão, Rodrick. E este é o ponto forte do livro. A relação familiar é abordada utilizando situações comuns, outras incomuns, mas possíveis. Situações que por vezes não parecem tão engraçadas, mas que auxiliam na mensagem que se quer transmitir.

Os momentos mais engraçados são os que acompanham a presença da mãe de Greg, Susan. Ela é a personagem mas interessante, depois dos irmãos.

Aqui encontro um livro para refletir também. Enquanto o primeiro livro é extramente engraçado, o segundo livro é um tanto mais interessante em relação ao tema “Família”, chegando a divertir e ensinar. Afinal, as situações que Rodrick se mete, não são nem de longe um exemplo a se seguir, e isso fica bastante claro no final de cada enrascada, de cada cena.

“Rodrick é o cara” vem a ser um livro que traz algo novo para série, não sendo um repetição, mas sim evolutivo. O que é um ponto positivo. 

Apesar de não ter superado minhas expectativas, é um livro que muitos irão gostar pelo seu conteúdo. Vale a pena.

Por Jônatas Amaral

Confira a Resenha de “Diário de um banana”

Em breve, Resenha de “Diário de um banana: Gota d’gua”

[#OSCAR2014] Posteres dos Indicados em versão LEGO, Confira:

Está chegando a premiação mais desejada e aguardada do cinema

O OSCAR 2014!

E neste embalo os posteres ganharam uma versão LEGO bem bacana. Aproveitando o lançamento de "Uma aventura Lego"

Confira:

CLUBE DE COMPRAS DALLAS


ELA

 

GRAVIDADE


NEBRASKA


PHILOMENA


O LOBO DE WALL STREET


CAPITÃO PHILLIPS


12 ANOS DE ESCRAVIDÃO

 TRAPAÇA


Sabendo então quais são os indicados.
Sabendo então que a premiação está próxima.

O Blog Alma Crítica, como bom amante do cinema, trará ao longo das próximas semanas especiais sobre esta premiação tão querida, aguardada e almejada.
Sempre que o titulo tiver esta Hastag [ #OSCAR2014 ] você já sabe, vamos embarcar no mundo desta premiação, a maior do cinema.

Gostaram? 
Qual poster você mais gostou?
Qual seu filme preferido?


Por Jônatas Amaral
Créditos: Yahoo!

"A Culpa é das Estrelas" de John Green



É impressionante como um livro pode te surpreender. Como nas suas primeiras linhas te tocam de alguma forma; que aquele livro ganha proporções grandiosas, durante a sua leitura. Torna-se tão importante, que jamais será esquecido.

Ano passado, em 2013, apenas dois livros tornaram-se assim preferidos e inesquecíveis. Este ano, No meu aniversário ganharia o livro que me reservaria momentos lindos, emocionantes e surpreendentes. Fui presenteado com “A Culpa é das estrelas” de John Green. Uma grata surpresa. Um incrível presente. E tornaria-se também preferido e inesquecível.

O livro me surpreendeu. Quando iniciei a leitura eu tinha uma ideia meio que pré-formada sobre o livro. Já havia lido dezenas de resenhas, comentários, imagens, já havia sido divulgado o trailer do filme, pôster, o mundo comentando. Eu vinha com uma ideia que digamos lembrava muito certo “Um amor para recordar”. Nunca fiquei tão feliz de estar enganado.

Logo nas primeiras linhas, eu vi que este livro não era igual a nenhum outro. Eu não podia ter imaginado uma referência tão esdrúxula. As primeiras linhas me revelaram um personagem incrível, chamada Hazel Grace.

Hazel é um paciente terminal. Ainda que, por um milagre da medicina, seu tumor tenha encolhido bastante – o que lhe dá a promessa de viver mais alguns anos -, o último capitulo de sua história foi escrito no momento do diagnóstico. Mas em todo bom enredo há uma reviravolta, e a de Hazel se chama Augustus Waters, um garoto bonito que certo dia aparece no Grupo de apoio a crianças com Câncer. Juntos, os dois vão preencher o pequeno infinito das páginas em branco de suas vidas.

O livro é em primeira pessoa, como um diário de Hazel Grace, é interessante notar com o tempo, que parece que o foco não é contar a sua história como um todo, mas sim contar a  história dela com Augustus Waters. Tudo leva a isto.

Na página 16, da minha edição, conhecemos verdadeiramente Augustus Waters. Vou deixar que ele se apresente:

“ – Meu nome é Augustus Waters – disse. – Tenho dezessete anos. Tive uma pitada de osteossarcoma um ano e meio atrás.”  
Qual o seu maior medo? 
- “Eu tenho medo de ser esquecido – disse ele de bate pronto. – tenho medo disso como um cego tem medo do escuro.” (pag. 16)

Quando esse personagem se apresentou foi como se uma amizade tivesse nascendo ali. Não sei, se todos sentiram isso. Mas, é como se Hazel e cada leitor virassem amigos de Augustus. É estranho como um garoto como Gus, para os íntimos, tenha medo de ser esquecido.

Foi então, que me identifiquei com o personagem. Meu maior medo? Ser esquecido. Foi um choque, foi à primeira lágrima, foi o primeiro momento que prendi a respiração. E desde então, eu percebi: eu não vou ler uma história de adolescentes com Câncer. Eu vou ler uma história de adolescentes enfrentando a adolescência, a vida. Com seus medos, com suas alegrias, com suas limitações.




O The New York Time, disse: “Um misto de melancolia, doçura, filosofia e diversão”. Nunca concordei tanto com este jornal. O Quanto esse livro me fez pensar, é surpreendente. Sobre tanta coisa, sobre a vida. Sobre a morte. A uma passagem que Hazel diz: “ Você morre no meio da vida, no meio de uma frase” (pag.52). Como a vida é frágil, às vezes. A vida é para ser vivida. Aproveitada, ela tem que valer a pena. Cada segundo tem que valer, você estando com uma doença terminal ou não. E quantas vezes, não sentimos o medo de não ser importante para ninguém. Quantas vezes eu já não sentir isso. Talvez, você esteja começando a perceber o porque desse livro ter sido tão importante para mim.

Segue abaixo, uma relação de passagens, que escolhi para apresentar coisas que me fizeram refletir, emocionar, repensar:

“Não acho que todo mundo possa continuar tendo dois olhos, nem que possa evitar ficar doente, e tal, mas todo mundo deveria ter um amor verdadeiro, que deveria durar pelo menos até o fim da vida das pessoas” (pag. 57)

O amor verdadeiro. Isso é importante.

“As pessoas sempre acabam ficando insensíveis à beleza” (pag. 115)

É impressionante, como o simples, como um detalhe tão bonito, torna-se ínfimo, hoje em dia. Sem valor, quando crescemos. Eu não aceito isso, nunca aceitei. Não aceite. Vejo o belo das coisas. Veja o lado bom das coisas.

Aqui está a imagem que eu via da minha janela, enquanto finalizava a leitura desse livro:




“O mundo não é uma fábrica de realizações de desejos”. (pag. 128)

Hazel e Augustus percebem isso em poucos momentos. Nem sempre teremos o que queremos, mas isso não significa não podemos lutar pelas coisas.

“Viver o melhor da sua vida hoje” (pag. 152)

Você conhece o amanhã? Nem eu. Então vivamos o hoje.

“Os Verdadeiros heróis, no fim das contas, não são as pessoas que realizam certas coisas; os verdadeiros heróis são as que REPARAM nas coisas.” (pág.218)

Homens fizeram grandes coisas. Terríveis. Só foram grandes coisas. Os que reparam, observaram esses sim, fizeram grandes coisas. Belas e verdadeiramente importantes.

“A Culpa é das estrelas” é filosófico, é engraçado. De fato, você rir muito... até nos momentos mais tristes. Foram muitas vezes que as lágrimas caiam, mas eu tinha um sorriso e uma gargalhada pronta. Ele é Brutal. É difícil ver as coisas mudarem tão rápido. Tão intensamente. Mas a vida é assim.

Sei, que o texto pode ter ficado um pouco grande, e veja que isso é só o básico do que eu gostaria de dizer. Porém, quero estabelecer um pequeno comentário sobre o titulo: Quem são as estrelas?

1- Estrelas no sentido real da palavra. Aquelas que brilham no céu da noite.
2- As estrelas engarrafas no Champanhe.
3- Ou é uma metáfora para o ser humano? Afinal, o autor como seu personagem é um grande adepto a metáforas.

Os deixo com essa citação e esse questionamento:

“é da natureza das estrelas se cruzar. [...]” (pag. 81)
A culpa é das estrelas, a culpa é....


GREEN, Jhon. A Culpa é das Estrelas. (The Fault in Our Stars)
Tradução de Renata Pettengill
Editora Intrínseca, 2013. 224 páginas.
Augustus Waters se tornou um dos meus personagens favoritos. Nunca eu me identifiquei com um personagem, por várias coisas diferentes de mim, mas tão parecido. É difícil explicar, mas parece que Augustus Waters é um pouco do que eu queria expressar e nunca conseguir.

“A Culpa é das estrelas” é um livro para ser incrivelmente lido com delicadeza, de coração e mente aberta. Se ainda não leu, leia. Se só diz que leu, Leia. Se não quer ler, porque acha que é modinha, eu digo: LEIA!

Se não parar de escrever, será um tese de 400 páginas este post. “Meus pensamentos são estrelas que eu não consigo arrumar em constelações”, pelo menos não, muito bem nesse momento.

O que eu posso dizer, para finalizar: LEIA!

“Eu acredito naquela frase de Uma frase imperial. “A luz do sol nascente forte demais em seus olhos que perecem”. Acho que o sol nascente é Deus, e a luz do sol é muito forte e os olhos dela estão perecendo, mas não estão perdidos. Eu não acredito que retornamos para assombrar ou consolar os vivos, nem nada, mas acho que nos transformamos em alguma coisa.” (pag.118).

Por Jônatas Amaral 

Domingo "Em Família" #2



Um grande salto no tempo. As marcas que o passado deixa. Mesmo que tentemos esquecê-lo, ele faz parte de nós. As marcas do passado. O futuro seguindo com o que se aprendeu. O futuro com seus novos aprendizados.

Se algo não foi resolvido no passado, um dia terá que ser resolvido.

Nesta semana, “Em Família” iniciou uma nova fase. A terceira fase da história da família de Helena. 



Em 2014, Helena recomeçou sua vida ao lado de Vírgilio (Humberto Martins). Teve uma filha, chamada Luiza (Bruna Marquezine). Seguiu a vida, porém o passado, o amor do passado nunca foi completamente esquecido.



Laerte (Gabriel Braga Nunes) saiu da cadeia depois de um ano. Descobriu ter um filho de Shirley. Reconheceu a paternidade e viajou, tornando-se um grande músico. Conheceu Verônica (Helena Ranaldi) , por quem se apaixonou. Porém, Helena nunca, nunca saiu de seu coração. A promessa que fez, ainda está de pé. Ao ver, a filha de Helena, o vislumbre do passado retorna. E parece que não será mero vislumbre. Laerte volta ao Brasil, pois seu pai está muito doente. 


E então, chegamos a uma semana de grandes emoções. Com destaque para Laerte. O reencontro dele com o filho, uma das cenas mais lindas da semana. O quanto são parecidos, o carinho de pai e filho nascendo.

Algo que me chamou bastante atenção, que já fazia parte do estilo de Manoel Carlos, mas que ficou mais evidente, foi pegar pequenos momentos, em família de fato, e transformar isso em algo lindo de ver, algo emocionante, algo importante. Simples momentos, transformados em ilustres cenas, sem ser sensacionalista.

Quando pai e filho tocaram pela primeira vez juntos, as lágrimas rolaram na minha casa. Um momento em família que nunca vou esquecer. Um momento meu e da minha família.

Uma curiosidade pessoal. “Em Família” tem se tornado um momento especial para mim e meus pais. Desde “Caminhos das Índias” que eu e meus pais, não sentávamos juntos para apreciar uma novela. Juntos. Se apaixonar pela história de tal forma, de se torna assunto na mesa do jantar. É incrível.

Nesta semana, “Em Família” ganhou um gás maior. Saímos do prólogo, com poucas coisas verdadeiramente importantes e entramos verdadeiramente nos conflitos e histórias que nos serão apresentadas, que nos farão refletir e comentar.

Alcoolismo é um tema recorrente nas obras de Maneco Carlos, que ainda não foi tão trabalhado, mas mostra força. 

Outro grande destaque essa semana, foi Vanessa Gerbeli, que volta à Rede Globo, a pedido de Manoel Carlos, para viver Juliana. Tia de Helena. Casada com Fernando, mas que vive uma crise no casamento, pois Juliana sempre teve o sonho de ser mãe, porém isso não acontece. Juliana acabou ganhando uma obsessão pela filha de sua empregada. 


Todas as cenas essa semana de Juliana foram incríveis, retratando uma mulher amargurada, um tanto psicótica. Infeliz, mas determinada. Uma personagem que dará muito, mas muito o que se comentar. E Pensar. Muitos falaram que talvez ela pudesse ganhar a antipatia do público, como a Amarilys (Danielle Winitis) de “Amor à vida” ganhou, porém Manoel Carlos, com absoluta certeza, sabe contar uma história. É incrível como cada personagem parece real. Com defeitos e qualidades. É a vida como ela é. As atitudes não parecem forçadas.



Outro grande destaque vai para a história de Clara (Giovanna Antonelli) que se vê encantada, apaixonada por Marina (Tainá Muller). Clara é ajuntada com Cadú (Reynaldo Gianechini), mas que vive um desgaste desse “casamento”. A história está sendo muito bem delineada, e talvez ganhe tanto destaque, quanto o casal Félix e Nico, ou até mais. Quem sabe. Os três atores estão incríveis no papel.


Luiza (Bruna Marquezine) é uma personagem encantadora. É impressionante ver o talento da moça. Estou muito ansioso por ver a história dela se desenvolver



Acredito que todo o elenco está muito bem sintonizado com seus personagens. Seguros. Apesar das críticas sobre a idade dos atores em relação aos personagens, creio que os atores foram bem escolhidos. Apesar de sim, ter se causado uma certa confusão nas idades, creio que isso será o de menos. Como certa personagem falou: “Acabei de entrar em cena e já estou sendo vaiada” By Chica. A novela chegou a sua segunda semana, a terceira fase iniciou-se com maestria. Há muita água para rolar. 


Não se pode deixar de comentar sobre as belíssimas cenas em Viena, que foram incríveis e emocionantes. Apesar de poucas. Lindas e encantadoras, Alguém tem uma passagem sobrando para Viena ai? 

A Próxima semana promete fortes emoções. E para aqueles que acharam a novela um tanto “parada”, pode acreditar no coração de cada personagem a um turbilhão prestes a explodir.

Um bom Domingo em Família.

Por Jônatas Amaral
Créditos das Imagens: GSHOW.COM

[RESENHA] "VENENO - Saga Encantadas Livro 1" de Sarah Pinborough

Sarah Pinborough


Quantas histórias podem começar com um simples “Era uma vez...” ?

Interessante notar, o quanto os contos de fadas nos ensinam. Eles fazem parte da história de cada ser humano. Por mais diferentes que sejam. Os contos de Fadas. Seriam histórias apenas para crianças?

Tais contos, na antiguidade eram passados de geração em geração, cada um trazendo novas passagens, novos acontecimentos, retirando algo, acrescentando um ponto. Crianças e adultos mergulhados nas histórias que tanto ensinavam.

Os contos de fadas podem ser para adultos também. Sarah Pinborough prova isso na saga encantadas, especificamente no livro 1: “VENENO”. 

Em um reino distante, um velho rei precisa se ausentar para uma batalha, deixando sua bela filha aos cuidados de sua esposa, uma mulher sexy e de estrema beleza que foi obrigada a casar-se muito cedo e que aprendeu a tirar os obstáculos da frente tão logo apareçam.
Branca de neve não queria que seu pai fosse para a batalha, ela já tinha problemas demais com sua madrasta. Ela não queria usar corpetes apertadíssimos e se portar como realeza, mas sim aproveitar sua juventude e se divertir. Sozinha, na companhia apenas de seus estranhos amigos anões, ela sabe que haverá problemas.
A rainha não teria problema nenhum com Branca de Neve, desde que ela se portasse como uma dama e não como uma selvagem. Aproveitando a ausência do Rei, ela ensinará algumas lições à enteada; entre outras coisas, ela quer mostrar quem manda ali. Mas Branca de Neve não é do tipo “pobre mocinha”. Aliás, ela não é do tipo “mocinha”, “Princesa”, “esposa”. E essa disputa de forças vai abalar todos no reino. Seja um caçados de passagem por ali, um príncipe desajustado ou os anões à margem da sociedade: quem escolher um lado pagará um preço muito alto pela ousadia.

Ao ler o ponto final deste primeiro livro da Série Encantadas, pela primeira vez eu fiquei em estado de indecisão. Afinal, qual é a minha opinião sobre este livro? Eu gostei? Não gostei? Foram alguns dias pensando e refletindo. E, confesso, não ter chegado a uma conclusão especifica e clara, extremamente claro. Logo, posso dizer da seguinte forma: Um livro que vale a pena ler, por ser encantador, porém que possui pontos falhos, em minha opinião.

Sarah Pinborough trouxe outra releitura sobre os contos de fadas, que tornaram interessantes nos últimos anos. Fez isso de uma forma muito instigante. Trazendo, neste livro, a história de A Branca de Neve. E com a premissa de nos levar a repensar nossos vilões. Repensar os moçinhos.

Branca de neve, não é uma princesa comum. Tem atitudes fora do padrão. Mas pensamos? Ela deixa de ser a princesa que se espera? Ela possui atitudes erradas, diante da corte. Mas seriam elas erradas de fato?



A rainha é má. Pelo seu passado sombrio. A questão da beleza ainda está lá, presente. Mas, não é só isso. Confesso, a rainha tornou-se para mim um personagem muito mais interessante nas mãos de Sarah Pinborough. Assim como, Branca de neve, que nunca fora minha princesa de conto de fadas preferida.

A autora escolheu uma forma muito interessante de contar essa história: Uma linguagem poética, por vezes sarcástica, irônica, sombria, deliciosa, por vezes, sensual. O que eu achei incrível, porque isso faz o livro evoluir.

Porém, em alguns momentos senti falta de um maior aprofundamento de alguns personagens, apesar de achar que a mesma poderá resolver essas pontas no segundo volume. Mas, senti falta durante a leitura de alguns detalhes; alguns personagens, principalmente aqueles de outras histórias, ficaram um pouco jogados. Ainda assim, acredito que a autora preencha isso nos próximos volumes.

Do inicio ao meio, a história flui, começa a tornar-se sombria. E verdadeiramente, se começa a perceber o que os contos têm de melhor, nos levar a uma resposta dentro de nós. Começamos a perceber, por exemplo, por mais nobres que sejam nossas ações nem sempre elas serão vistas com bons olhos. As aparências enganam. A beleza é uma dádiva e também uma maldição. O que imaginamos pode torna-se verdade nas nossas palavras, mesmo que sob forma de mentira.


Nos capítulos finais, geralmente nesse tipo de livro temos uma aceleração, uma ação maior. Algo que senti falta nesse livro, mas creio que é justificável. O foco da autora é nos levar para o ápice, para o fim surpreendente que eu tanto esperava.

Gostaria de comentar rápido sobre um detalhe, que não irei revelar, pois assim estaria dando spoiler, mas confesso que foi a única coisa que detesteis de fato. Foi criativa a saída que ela utilizou para determinada situação, acho que para dá um tom engraçado e sarcástico foi um tiro certeiro. Contudo, acho que outra saída seria muito melhor. Não é algo que atrapalhe a história, é até um fato importante para trama, mas particularmente eu não gostei.

Último Capítulo

O final, preciso comentar, foi o elemento que eu mais gostei. Simplesmente, me surpreendeu de tal forma que eu quase não acreditei. E verdadeiramente, neste final, a frase “repense seus vilões”, ficou clara para mim. Ficou claro no final onde a autora está pretendendo ir. É algo para se saudar de pé. Foi um final psicótico. Aqui, sim, digo valeu a pena ler e continuo querendo ler a continuação até o terceiro e último livro da série.

É uma obra que encanta que te relaxa. É uma boa história para passar um tempo no reino distante em uma tarde. É um livro interessante de ler. Apesar dos seus momentos falhos. É um livro que vale a pena.

Sagas encantadas Sarah Pinborough
Veneno. Titulo Original: Poison. De Sarah Pinborough. Tradução de Edmuno Barreiros
 Editora Única. 2013.  223 Páginas.

Não se pode deixar de falar: A diagramação é linda, o que vale mais a pena. Pois, todos os detalhes te ajudam a imaginar aquele lugar, determinados momentos. Sem falar da capa, que uma das mais lindas que eu já vi. E, confesso você encontrará essa cena no livro. Parabéns a Editora Única, pelo excelente trabalho.

Para finalizar esta resenha, uma das mais difíceis que já escrevi, quero indicar a obra para os amantes de uma boa história de fantasia, com dramas e artimanhas. Atitudes que fazem rir e chorar. Sensualidade, erotismo, sem ser pornográfico. Para aqueles que querem uma história para relaxar e se encantar. “Veneno” é uma obra, que apesar de detalhes falhos, que podem ou não agradar, é um livro que vale a pena mergulhar em suas páginas e se encantar.




Onde Comprar?



Por Jônatas Amaral

DIA DO ESTUDANTE AMAZON