[#OSCAR2013] Resenha "A Hora Mais Escura" , Um Filme Excepcional.

11 de setembro de 2001

Eu tinha 6 anos nesta data e nunca me esqueço do que vi pela TV, foi um dia triste na história. 10 anos depois eu acompanhei, ao lado de milhares com toda certeza, a repercussão da operação que matou Osama Bin Landen, o mandante dos ataques ao World Trade Center.

Em 2012 chegou aos cinemas o filme “A Hora Mais Escura” (Zero Dark Thrity, Colombia Pictures, 2012) dirigido por Kathryn Bigelow (vencedora do Oscar por “Guerra ao Terror”).

“A Hora Mais Escura” é um filme excepcional, conflitante: Controverso.

O filme indicado à 5 Oscar, conta a história real de Maya (Jéssica Chastain) uma agente da CIA que está por trás dos principais esforços para capturar o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden. O filme mostra toda a trajetória: dos interrogatórios ao dia 1 maio de 2011, dia em que militares norte-americanos invadiram o território paquistanês, com o objetivo de capturar e matar Bin Landen.

O filme possui um prólogo tenso, que será o estado em que o filme nos deixará até o fim. Ele cativou-me logo neste começo, em que “mostra” o evento que levou a toda àquela história: Os ataques de 11 de setembro.




Logo depois, acompanhos em 6 partes (bem divididas e nomeadas no filme) aquilo que levou àquela hora tão sombria em 2011, e a partir de então o filme nos coloca em um conflito, em controvérsia, pois, não conseguimos inferir que ponto de vista em especifico, o filme tenta defender. Apesar de todo o foco estar na operação feita pelos EUA, por vezes temos criticas durar ao sistema governamental do EUA, a política na polícia, à própria CIA... Por outro lado vemos um sentimento de justiça e vingança sendo aplicados, e que parece merecida.

Porém, o filme também nos mostra um pouco da miséria, dos conflitos dentro de países como Afeganistão, Paquistão, e então as duras torturas feitas pelos agentes americanos torna-se cada vez mais repugnante, revoltável.

O próprio ápice do filme é algo que nos faz pensar: Os EUA matou o maior líder terrorista da história, Parabéns!!! Mas... Espera! Olha quanto dinheiro foi gasto. Você começa a refletir, o que as tropas americanas fizeram com tantos cidadãos inocentes, e quanto os cidadãos foram mortos por terroristas. Os terroristas merecem morrer, mas o governo americano é cruel, tem que sofrer as consequências dos seus atos... 

Esse é conflito que o filme nos estabelece do inicio ao fim. Talvez, em uma interpretação pessoal, o filme quer nos mostrar que não existe moçinho nesta história, e também não há bondade em tudo isso.

Jéssica Chastain, indicada ao Oscar de Melhor atriz, esta incrível no papel de Maya. Consegue passar para o telespectador o sentimento presenciado em cada evento.

Existe uma cena em que a imagem nos mostra toda uma parte mecânica por onde transitam as informações, ligações, códigos do governo americano e da CIA, e, logo depois um chefe e a própria Maya questionam que com dezenas de milhares de informações e nada é feito; centenas de estudos, bilhões de dólares, e nada é feito.

Esse filme é uma obra prima. Nos leva a refletir, criticar, repensar muita coisa e talvez, em minha opinião, esse estado de conflito de ideais não levou o filme a vencer o Oscar de Melhor Filme do ano, porque com certeza, merecia e ainda merece. Todos esses ideais e ideias deveriam ser premiados.

O titulo do filme refere-se a hora em que provavelmente Osama Bin Laden foi morto, cerca de 30 minutos depois da meia noite. Uma curiosidade bem relevante.

Um Cânone. Este filme devia torna-se isto. Em escolas, Nas faculdades de humanas, cada cidadão deve assistir a essa obra tão peculiar e refletir em cada segundo dela.



Por Jônatas Amaral

[RESENHA] "O Lado Bom da Vida" de Matthew Quick



Acordei certo dia com um pensamento, com um desejo: Com um livro em minha mente. Este livro era “O Lado Bom da Vida”  de Matthew Quick. Eu já havia assistido ao filme baseado no livro (Veja a Resenha Aqui), mas especificamente veio-me a vontade de ler e conhecer ‘o lado bom da vida’ e verdadeiramente foi um das melhores escolhas literárias da minha vida.

O Livro conta a história de Pat Peoples, um ex-professor de história, que sai de uma clinica psiquiatra depois de muito tempo, a pedido de sua mãe, Jeanie. Pat tornou-se adepto a filosofia de sempre ver o lado bom das coisas, e esta determinado a tentar melhorar para sua mulher Nikki, assim que acabar o tempo separados. Porém Pat não lembra que eles estão separados há muito tempo, e Nikki não vai nunca voltar. Também não se lembra de como foi parar naquela Clínica.

Pat tem que encarar uma nova realidade: seu pai está recusando-se a falar com ele, os amigos andam evitando comentar o assunto “Nikki e o lugar ruim”. Ele, agora, é viciado em exercícios físicos e estar determinado a reconquistar sua mulher, pelo simples fato de acreditar em finais felizes. Mas a chegada de Tiffany começa uma nova reviravolta em sua vida.

É uma história de amor, ‘loucura’, futebol americano, família e amizade. Matthew Quick nos apresenta personagens extramentes sensíveis, humanos, com defeitos e qualidades. Apresenta situações muitas vezes engraçadas (De rir mesmo), momentos simples em família, momentos tensos, dramáticos, algumas situações um tanto absurdas, mas que sinceramente críveis.

A História é narrada por Pat, ele conta o “filme da sua vida”, pois assim que ele ver sua vida: como um filme com um final feliz. E pelo fato de termos a história pelo olhar de Pat, percebemos através da escrita, da narrativa a fragilidade emocional que ele se encontra, e logo a evolução no seu quadro psicológico, das pioras e melhoras. E isso torna a leitura mais prazerosa e interessante a cada capitulo.

"É estranho ouvi-la dizer aquilo, tão distante do 'eu amo você' de uma mulher comum, e no entanto, provavelmente mais verdadeiro"

Pat e Tiffany são personagens que te fazem ter múltiplas sensações. Tiffany é grosseira muitas vezes, sarcástica, ao mesmo tempo é/esta frágil, é audaciosa e extramente talentosa. Pat é um homem determinado , ao mesmo tempo que é infantil e imaturo algumas vezes; é perceptível a vontade dele de tentar conseguir seu objetivo, principalmente de nunca perder a esperança. Tiffany é realista, Pat é sensível: e são duas realidades que necessitamos ter. Eu aprendi muito com cada um deles.

O futebol americano é bem presente na obra, para alguns isso foi um grande incômodo, eu não vejo dessa maneira, é algo que mesmo que você odeie futebol você irá entender, e principalmente pode se identificar com os personagens na qual partilham da mesma ideia no livro. Você pode, também, terminar o livro apaixonado por futebol americano, que foi o meu caso.

Patrick, o pai de Pat, vive o futebol. As suas emoções, o seu relacionamento familiar depende dos resultados dos jogos. Essa atitude irrita bastante, mas por outro lado mostra o quanto o autor busca trazer o real para um personagem, para todos eles, e extrapolar essa realidade, essas atitudes, a fim de que nos faça refletir, ou nos identificar.

“O Lado Bom da vida” traz, no meu ponto de vista, tudo o que há de melhor na vida: referências à literatura, a música, ao cinema, futebol, comida, família, amigos, medicina, ensino, à esperança, aos erros e acertos.

Um livro sempre irá oferecer um significado diferente para cada pessoa a partir daquilo que o autor escreveu. Este livro ajudou-me a entender e, sim, acreditar em finais felizes, no lado bom das coisas, a ter esperança... Pois, na vida, às vezes, as coisas não dão certo, contudo você sempre ser pessimista te levará mais para o fundo do poço. A esperança é fundamental. Hoje eu infiro isto desse livro, quando eu o reler terei outra visão, assim como você terá outra.

Raramente o meu #TopFive de livros preferidos é alterado, porém a vida é assim, e este entrou para minha lista. Além de estar no meu rol de maravilhosas capas.

Recomendo este livro a todos que desejam uma ótima leitura, que querem rir, se emocionar, querem uma mensagem de ânimo. Para aqueles que querem conhecer o lado bom da vida. É uma leitura gentil, que também quer ter, e de certa forma, tem razão.

P.S. A Vida é um filme, o final de cada cena depende de sua escolha. As vezes, lembre-se, é “melhor ser gentil do que ter razão”. Creio que Pat ficaria orgulhoso de mim caso me visse escrevendo isso.
"O Lado Bom da Vida"
Titulo Original: The Silver Linings Playbook
Copyright 2008.
Copyright de tradução 2012.
Editora Intrínseca.

Por Jônatas Amaral 

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