[OSCAR2013] Veja "O Lado Bom da Vida"


Pat (Bradley Cooper) é um jovem senhor que perdeu tudo na vida: casa, emprego e a esposa. Ficou durante algum tempo em um sanatório. Ao sair, Pat passa a morar com os pais e está decidido a reconstruir sua vida. Agora com uma nova filosofia. Contudo, seu novo plano muda ao conhecer Tiffany (Jeniffer Lawrence), uma jovem viúva e misteriosa que tem lá seus problemas. Ela é um ponto chave para que Pat recomece sua vida.

Esta é a história retratada no filme “O Lado Bom da Vida” (Silver Linings Playbook, The Weinstein Company, 2012) , dirigido e roteirizado por David O. Russel, que baseiou-se no livro de mesmo nome escrito por Matthew Quick.

O filme possui uma qualidade incrível. David O. Russel focou bastante na atuação do elenco, o foco são os personagens e suas vidas, e claro, é lindo ver cada um deles brilhar.

Bradley Cooper (Pat) traz uma atuação que leva o espectador a entender cada sentimento: mostra que sabe fazer rir e fazer parte de um drama, de emocionar. Neste filme ele me surpreendeu e faz com que se queira mais desse talento.

atriz de jogos vorazes e ator de se beber não case
Bradley Cooper e Jennifer Lawrence
Jennifer Lawrence é sem dúvida uma das melhores atrizes da atualidade. É incrível como ela “se joga” em um papel. Ela em “Jogos Vorazes” é a guerreira, sangue frio, já aqui com Tiffany mostra outra faceta: imprevisível, inconstante, vivacidade... Ela transformou Tiffany em uma personagem mais incrível do que ela já era. 

Ela ganhou o Oscar de Melhor atriz em 2013, por este filme e mereceu de fato, apesar de estar ao lado de outras grandes atrizes que também brilharam e merecia tão quanto. Creio que Jennifer Lawrence está trilhando uma carreira fantástica.


Robert De Niro (Patrick, pai de Pat) e Jacki Weaver (Dolores, mãe de Pat) são duas preciosidades nesse filme. Robert, mostra um trabalho que há tempos não mostrava, você sente uma alegria, uma dedicação ao papel refletindo dele. Jacki, é lindíssima. Todas as vezes que ela é focalizada pela câmera ou não você sente no olhar dela os sentimentos daquela mãe. Ambos foram indicados ao Oscar de melhor ator e melhor atriz coadjuvante por esses personagens.

Como disse antes, Roussel parece focar nos atores, creio que isto explica o fato de que das 8 indicações ao Oscar esse ano, metade estava na categoria atuação.

O roteiro adaptado por David O’Russel é singular. Há diversas modificações feitas a partir do livro para o filme, porém é algo muito bem feito. O roteiro mantém a essência do que Matthew Quick escreveu, contudo trilha outro caminho, levando ao mesmo final, previsível de certa forma, mas como a história até ele é contada é de cativar.

Mais uma vez eu ressalto as duas obras são fantásticas; há coisas no livro que não funcionariam no filme. Ambos são absolutamente belos, cada um com suas peculiaridades. Logo, esses são um dos motivos principais pelo qual David O. Russel recebeu a indicação ao Oscar de Melhor diretor e Roteiro.


filme foi um dos melhores deste ano por trazer algo da elementar e importante: O Recomeço de uma vida. No qual te pode fazer rir, chorar, tomar atitudes extremas, modificar seu modo de pensar e até fazer coisas que você nunca fez.

Recomendo este filme, SEMPRE, a todos que desejam ver algo singular, simples e complexo ao mesmo tempo e àqueles que amam aprender, a tentar ver o lado bom da vida e também para aqueles que ignoram isso.


Por Jônatas Amaral

[#OSCAR2013] “Indomável Sonhadora”: Não deixe a lógica quebrar a poesia e o encanto.



“O Universo depende de que tudo se encaixa perfeitamente”
É a partir desta afirmação que começamos a nos transportar para a jornada de Hushpuppy. Uma das mais lindas jornadas contadas no cinema.

Escrevo ao som da música tema do filme “Indomável Sonhadora” (Beasts of the Southern Wild, Fox Searchlight Pictures, 2012), aquela que ecoa nos créditos finais, e sabe? Escrevo com o coração transbordando de alegria.


O Filme Dirigido por Benh Zeitlin conta a história de Hushpuppy (Quvenzhané Wallis) que mora com seu pai numa região do estado da Louisiana, onde a pobreza e o abandono são evidentes. Uma região permanentemente alagada, isolada às margens de um rio, chamada Bathtub. Ela está correndo risco de ficar órfã, pois seu pai encontra-se muito doente.
Um dia pai, filha e a comunidade têm que enfrentar as consequências de uma grande tempestade que inunda e destrói toda a região. Eles sobrevivem durante um tempo em um barco, porém vendo que tudo está ‘apodrecendo’ a única opção é explodir a barragem de uma represa próxima.

Bathtub, apesar de ser uma comunidade fictícia, é baseada em um lugar real no mesmo lugar dos Estados Unidos que foi atingido gravemente, como é ‘retratado’ no filme, pelo evento do Furacão Katrina. Nesta comunidade viver pessoas que apesar da insistência do governo para que saiam, resistem em ficar: não entendo isso como um ato de teimosia, mas parece coerente vendo meio que a cultura dos EUA. Para onde eles iriam?

É neste contexto que se passa a história de “Indomável Sonhadora”, que conta com essa dura realidade acompanhada de doses do lúdico, essa é um das vantagens de se ter uma criança narrando uma história.

O filme traz um lado de consciência ambiental, onde se introduz as bestas pré-históricas que supostamente são descongeladas, pelo fato do aquecimento global. Esse ponto ambiental não é o ponto central do filme, contudo tem grande função dentro dele. É certo pano de fundo. Faz-nos refletir, ainda mais, pelo fato de estarmos numa região miserável, pouco retratada e mostrada da ‘maior potencial econômica do mundo’.

As bestas pré-históricas no inicio da história me pareceram um tanto deslocadas, porém no final não é relevante saber se elas existem mesmo ou é fruto da imaginação de Hushpuppy, e dou uma dica:

“Não deixem a lógica quebrar a poesia e o encanto”

No desfecho, esses animais chegam a soar como metáforas para a força humana, a força e coragem que existe dentro de um único, as vezes pequeno, Ser. Sem querer adiantar nada , mas o desfecho é de arrepiar.

Mais da metade do elenco deste filme e da mesma região do estado da Louisiana em que o filme se passa inclusive a protagonista.


Quvenzhané Wallis é como muitos definiram: “uma força da natureza em miniatura”. A menina tinha 6 anos durante as filmagens do filme, e ela domina o filme. É lindo ver cada momento da atriz em cena. Uma atriz tão jovem com uma sensibilidade, força, destreza e concentração em cena espetacular!!! 

Ela foi à atriz mais jovem a ser indicada ao Oscar.

O ator, também estreante, Dwight Henry é de uma qualidade surpreendente. Ele veio da região da Louisiana. Em cada cena junto com Quvenzhané Wallis é melhor que a outra, juntos é um furacão de emoções.

A parte técnica é maravilhosa, principalmente o roteiro que foi indicado #Oscar2013, e do inicio ao fim é coerente, coeso e emocionante.
“O universo inteiro depende de tudo se encaixando apenas certo. Se você corrigir o pecado quebrado tudo pode voltar.”
Precisaria, e poderia escrever diversos ensaios, sobre várias frases desse filme, mas, permitam-me dizer três que se tornaram minhas favoritas e me marcaram de certa forma:

“Animais fortes sabem quando o coração está fraco”
“Às vezes você pode quebrar algo tão ruim que não se pode colocar junto de novo”
“Quando você é pequeno você tem que concertar o que poder.”

Hushpuppy diz, repete e reconfirma que um dia os cientistas, professores... todos sabeiram que um dia existiu uma Hushpuppy que morava com seu pai em Bathtub, e Minha maior missão aqui, não é fazer só uma resenha, mas sim realizar, ou tentar, levar a história desta “Indomável Sonhadora” ao maior número de pessoas que eu puder.



Por Jônatas Amaral

[#OSCAR2013] “Os Miseráveis”. Escute a voz deles.

       

“Para os miseráveis desta terra sempre haverá uma chama que nunca se apagará”

De todas as frases cantadas e maravilhosamente interpretadas no Filme “Os Miseráveis” (Les Miserables, Universal Studios, 2012) esta é a que mais consegue despertar-nos o entendimento de que esta produção não retrata só uma sociedade francesa pós-revolução, a vida difícil de pessoas pobres; e sim retratam o ser humano e suas misérias, seus conflitos internos e externos.

“Os Miseráveis” é uma adaptação para o cinema do musical da Broadway, que foi baseado na obra de Victor Hugo. Conta a história de Jean Valjean (Hugh Jackman), um homem preso por roubar um pão, que recebe e quebra sua liberdade provisória, vivendo agora com outro nome, se tornando prefeito da cidade. Ao conhecer Fantine (Anne Hathaway) sua vida e o seu passado começa a confronta-lo novamente, pois o General Javert (Russel Crowne) sempre esteve a sua procura, e junto a isso um desejo de revolução surge no coração da sociedade.

A história se passa na França do século XIX entre duas grandes batalhas: A Batalha de Waterloo (1815) e os motins de junho de 1832, e a direção de arte e fotografia conseguiram construir todo um ambiente deste momento, e ressalto que os cenários são tão bem construídos que conseguiram demonstrar o estado interno de cada personagem, como se ilustrassem o coração de cada um. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Direção de Arte por isso, em minha opinião.

Outro fator técnico que ajudou a contar esta história foi a maquiagem, que foi digna do Oscar que ganhou. Exagerada quando precisava; sutil quando menos se esperava. O exagero é algo que neste filme é um ponto favorável. Tudo é muito grandioso para que quando nos depararmos com os pequenos gestos, simples detalhes, ao sutil percebamos a grandiosidade, também, dos mesmos.

Eu costumo dividir o filme “os miseráveis” em quatro partes, como um espetáculo:

O primeiro momento, é o começo do recomeço de Jean Valjean. Temos aqui, então, um homem tentando recomeçar e mostrar que você precisa ter coragem para tal ato.

Hugh Jackman surpreende nesse filme, sua interpretação é comovente e natural. O Diretor Tom Hopper arriscou em fazer um musical com os atores cantando durante A cena, e isso Hugh Jackman soube explorar, assim como muitos outros do elenco. Jean Valjean é um personagem que demonstra a coragem do homem e seus questionamentos. 



O segundo momento é um dos mais impactantes do filme. Neste momento temos um Jean Valjean “bem-sucedido” em seu recomeço, uma França mais suja e desigual, e então conhecemos Fantine, intepretada como nunca ninguém interpretou. Brilhante e Perfeitamente por Anne Hathaway.

Fantine é o ápice da carreira de Anne Hathaway, são cerca de 23min na tela, que poderiam ser só mais 23min e pronto. Porém o que Anne Hathaway fez em pouco mais de 20 min, dezenas de atriz nunca conseguiram fazer em um filme de 2h30min.

Fantine é a juventude e a maturidade e seus conflitos. Uma mãe que viveu para sua filha, se acabou para conseguir dar uma vida à ela, Cosette (Isabelle Allen).

Anne incorporou o sofrimento e os dramas de Fantine, também se ‘acabou’: abriu mão da vaidade e do simplismo e fez tudo para dar vida a sua filha, talvez mais querida. E assim o Oscar de Melhor atriz Coadjuvante foi para Anne Hathaway.




O terceiro Momento é a tensão social, aqui conhecemos Cosette (Amanda Seyfried) adulta, agora sob os cuidados de Valjean. Marius (Eddie Redmayne) e seus companheiros com sede de justiça, “Os homens com raiva”. Acompanhamos o triangulo amoroso entre Cosette, Marius e Eponine.

Neste terceiro ato vemos uma grande diversidade de sentimentos aflorando: o amor em diversas formas, a raiva social, novamente a crise da identidade e a coragem para fazer o que é certo.

Russel Crowne mostra a que veio neste terceiro ato, e começa deixar transparente toda a carga dramática de Javert, que tem em seu destino fazer o seu trabalho.

“Amar alguém é ver a face de Deus”. 
O amor surge como uma esperança, uma vontade de viver e salvar uma vida. Neste contexto encontramos Eponine, lindamente interpretada por Samantha Barks. Eponine é uma personagem que lutou por aquilo que amava, até o extremo.
O quarto momento e último temos o motim e o gran finale. Aqui cada ator/atriz que tinham sido exigidos ao máximo, são agora exigidos ao máximo grau possível. Você enfrentar a morte por aquilo que ama é uma das injustiças, misérias humanas, é estranho dizer este pensamento, por ser tão injusto ter que morrer, ao mesmo tempo em que é heroico e digno. E é sentimento que se exigi dos atores.

Temos ainda grandes atuações de Helena Bonham Carter , Sacha Baron Cohen , Dee Bradley Baker.


Como foi dito antes, tudo em “Os Miseráveis” é grandioso, porém creio que as cenas mais tocantes e grandiosas são as mais simples, visualmente falando (cenários, efeitos...)

Tom Hopper utiliza um artifício de câmera que dava ao ator a chance de explorar na cena cada sentimento, e ao telespectador sentir todas elas. Se temos um solo a câmera estar focada no rosto do ator, ele não tem escapatória. A Cena é o rosto do ator e os sentimentos. E assim temos os lindíssimos solos de Fantine, Eponine, Jean Valjean e Marius.


E além de outros grande e ‘simples’ momentos que não se precisa de uma palavra. Um olhar neste filme diz tudo, assim como um gesto.

A música liberta, cura, faz refletir. “Os Miseráveis” é um musical do inicio ao fim, são 158 minutos que nossa alma, mente, nossos olhos e ouvidos são bombardeados de emoções (músicas). E os conflitos ali apresentados são tão conhecíveis por nós, que uma lágrima que seja jorrará pelo rosto.

“Os Miseráveis” foi, sem dúvida, um dos melhores filmes de 2012, ouso dizer, da década. Ouso dizer um pouco mais: ele marcará, nem que seja um pouquinho, a vida de cada um que se permitir baixar a guarda e ouvir a voz soante, amorosa, raivosa de “Os Miseravéis”.

Confira o Trailer, e escute a voz de "Os Miseráveis"

Por Jônatas Amaral.

[ #OSCAR2013 ] “Django Livre”, Vida, Liberdade e Sede de Vingança.


O trabalho do diretor Quentin Tarantino sempre despertou a curiosidade dos especialistas em cinema, amantes da 7º arte e muitos telespectadores mundo afora, tanto é que qualquer novidade sobre uma nova produção do “cara” cria-se certo alvoroço nos sites de cinema.

Em “Django Livre” (Django Unchained, Columbia Pictures, 2012-2013), 8º produção do diretor, encontramos tudo o que de melhor pode-se esperar de um filme de ação, tudo o que Tarantino sabe fazer de melhor, em um roteiro fantástico.

Django (Jamie Foxx) é um escravo negro liberto que, sob a tutela do Dr. King Schultz (Christoph Waltz), torna-se também um caçador de recompensar e parte para encontrar e libertar a sua esposa das garras de Monsieur Calvin Candie (Leonardo DiCaprio), charmoso e inescrupuloso proprietário da Candyland, casa no Mississippi onde escravas são negociadas como objetos sexuais e escravos são colocados pra lutar entre si.

“Django” se passa alguns anos antes da Guerra Civil americana, tem todo um ar de faroeste; E o que o torna ainda mais interessante é que o diretor busca, com todas as forças, dar novos ares ao gênero. Temos os antigos clichês, contudo mesmo eles parecem renovados, inéditos. Além de que, Tarantino põe, e não poderia deixar de colocar as características que fazem dele e de seus filmes obras espetaculares.

A violência e a vingança são sempre elementos importantes na obra do diretor. Aqui as cenas de ação, violência e tortura são sensacionais, não me entendam como defensor da violência e nem que eu queira admitir que ela seja algo bom, mesmo no cinema, Porém a violência sempre foi algo que acompanhou a sociedade (infelizmente!), e o filme retrata justamente essa enorme crueldade aos negros na época, e isso nos faz termos cada vez mais asco e ódio de tais atitudes seja no filme, seja na vida real. Tanto é que, em determinados momentos de violência aos “caras pálidas” a agressão gerada na tela por Tarantino, por incrível que seja, é incrível e justa aos olhos, que não minha opinião é um dos pontos altos da produção.

Ainda neste ponto, Tarantino em seu roteiro e direção justifica cada cena de ação e violência, nada estar ali por acaso.

Outras qualidades de “Django Livre” são: A previsibilidade e a Imprevisibilidade. Enquanto acompanhamos sequências que já, de alguma forma, sabemos como será o desfecho, temos outros (sendo a maioria) que você aguarda uma morte, por exemplo, e você é surpreendido por uma tortura e uma fuga espetacular. Ser previsível e imprevisível em um filme de Tarantino é algo espetacular.

O home é um espécime que vez ou outra olha para o passado para entender o futuro, ou simplesmente estuda o tempo pretérito por curiosidade ou traçar uma linha evolutiva. Ao assistir este filme olhamos para o passado de uma sociedade e seus costumes e percebemos o quanto ela mudou em diversos pontos, o Dr. Shutz representa aqui um homem a andar um passo a frente da sociedade. Além disso, percebemos que em outros quesitos o homem continua o mesmo: Ganância é um deles.


Pesquisando um pouco a relação dos primeiros atores cotados para os papeis, percebemos que a escolha pelos que brilham no filme foi algo a ser aplaudido de pé.

Não há uma atuação que seja, que se encontre abaixo do excelente: dos protagonistas aos figurantes. Exatamente todos apresentam um trabalho digno de aplausos e prêmios.

Jamie Foxx (Django Livre), que já ganhou um Oscar pelo filme Ray em 2005, fez de Django um personagem memorável, fantástico. Uma atuação Brilhante.


Christoph Waltz, outro gigante do cinema foi premiadíssimo pelo seu Dr. Shutz, ganhando o prêmio de melhor ator coadjuvante no Oscar, Globo de Ouro e Bafta. Watz deu ao Dr. Shutz uma naturalidade: Humana, cômica, dramática. Cada fala é dita com tanta destreza que não importa o que esteja acontecendo você quer ouvir. Particularmente, ele tornou-se um dos meus personagens do cinema favoritos.

Leonardo DiCaprio interpreta Calvin Candie. Sou um pouco suspeito para falar sobre ele, por ser um dos meus atores favoritos, contudo temos que ser justos: DiCaprio faz uma das suas melhores atuações na carreira. O Olhar de Candie já diz tudo: toda curiosidade ao ver um negro com atitude tão diferente, a audácia e lábia do Dr. Shutz e sua proposta indecente de 12 mil dólares. Leonardo DiCaprio coloca no personagem uma comicidade que soa ao mesmo tempo irônica e perigosa, verdadeiramente como uma cobra.

Samuel L. Jackson (Stephen), Kerry Washington (Broomhilda Von Shalf) Laura Cayouette (Lara Lee) , Nichole Galicia (Sheba) , Dennis Christopher (Leonilde Mugoy) James Remar (Butch Pooch), cada um desses destacam-se. É impossível que os mesmo entrem e saiam sem serem notados.

A trilha sonora é um mistura do clássico faroeste, com o pop, rock, e R&B, é impressionante a inteligência e a criatividade desta trilha durante a produção.
A cena que nos prepara para o Grand Finale é espetacular. Reúne todos esses atores em uma sala de estar em um embate inteligente de discursos, e logo depois com força bruta por toda a casa. Para mim, como amante de cinema, uma das mais bem feitas sequências já produzidas, ouso dizer que chega a ser clássica.

E não é a única. O filme apresenta cenas lindas, com uma fotografia digna da indicação ao Oscar.

“Django Livre” ganhou o Oscar de Melhor Roteiro Original, por ser um filme que conseguiu ser inteligente, ousado, cheio de referências à filmes, literatura e ser em cerca de 2h30min um filme que te prende e agarra até o último ato de Django no filme, na linda fazendo de Candyland.

“Django Livre” é um filme surpreendente, que merece ser assistido e reassistido por várias gerações, enquanto Django “for livre e tiver uma arma”.



Por Jônatas Amaral

Estamos no segundo semestre de 2013, muitos meses depois da divulgação e da cerimônia que premiou os melhores do cinema em 2012. Porém só agora trazemos ao blog as resenhas dos 9 filmes indicados ao Oscar 2013:
- Django Livre (01/09)
- Os Miseráveis (08/09)
- Indomável Sonhadora (15/09)
- O Lado Bom da Vida (22/09)
- A Hora mais Escura (29/09)
- Lincoln (06/10)
- Amor ( 20/10)
- As Aventuras de Pi (27/10)
- Argo (03/11) 
O cinema é uma arte que atravessa gerações. Não importa o ano que alguém decidir escrever uma resenha sobre estes filmes, será tão importantes e atuais quanto como se tivessem escritas na época da estreia.
Foi a primeira vez que conseguir ter contato com todos os filmes indicados à uma edição do Oscar, logo, esta tag é uma realização, assim como um deságio como resenhista, cinéfilo, leitor e escritor.
Durante 9 domingos vocês poderão conferir as resenhas, e durante a semana: curiosidades e vídeos de cada filme que merecidamente chegarão a ser indicados ao #OSCAR2013.