[Resenha] Filme “Percy Jackson e o Mar de Monstros”, Um Mar de Aventuras para 'Curtir'.


Certa noite fãs do mundo inteiro se surpreenderam com a confirmação da produção do filme “Percy Jackson e o Mar de monstros” (Percy Jackson: Sea of the Monsters, 20th Century Fox, 2013 ) filme este que daria sequência a saga lançada em 2010. 

Desde então cada imagem de bastidores divulgada, cada twitter com uma informação nova tornava-se um “evento virtual”. ( Eu fico feliz de poder ter tido oportunidade de levar estas noticias e novidades aos fãs brasileiros através do site OlympiansPi) Até que no dia 16 de agosto chegou aos cinemas o tão esperado “Mar de Monstros”. 


O filme continua a contar a história de Percy Jackson, um semideus, filho de Poseidon, que no capitulo anterior foi acusado de ser o ladrão do raio mestre de Zeus. Nesta nova aventura, o Acampamento meio-sangue está em perigo, pois a árvore de Thalia que dá proteção ao lugar foi envenenada e o Velocino de Ouro é um único objeto que pode salva-la. Clarisse, Annabeth, Grover, Percy e seu meio-irmão Tyson partem para o Mar de Monstros para tentar conseguir este artefato, porém Luke também está atrás dele com planos tenebrosos: ressuscitar o Titã Cronos, a muito tempo destruído por seu filhos e lançado no tártaro.

A fidelidade ao livro era algo que os fãs mais aguardavam neste novo longa, e foi o que de fato aconteceu. O filme é mais fidedigno ao livro do que o primeiro, porém com novamente significativas modificações, mas que não retirou a essência da história criada por Rick Riordan, o que é muito bom.

Logan Lerman e Thor Freudenthal
Conflitos familiares/Família sempre foi o pano de fundo da saga escrita por Riordan; algo que começou discreto no longa inicial e se tornou mais evidente neste, contudo, creio que tenha faltado um pouco mais de desenvolvimento desses enlaces familiares, eles estão no longa, mas foram poucos explorados. Podemos inferir que houve uma preocupação em consertar os “furos” deixados pelo 1º filme, e não se deu margem para tais desenvolvimentos.

O Roteiro não é algo que possamos de chamar de impecável, houve algumas falhas. Marc Guggenheim, contudo, empenhou-se ao máximo dar um novo gás a série no cinema, e particularmente creio que conseguiu.

O diretor escolhido para a sequência foi Thor Freudenthal, que conseguiu entrar no mundo do Acampamento Meio-Sangue, buscar a essência da história e dirigir os atores rumo a ela.

Alexandra Daddario e Leven Ranbim são as duas atuações femininas brilhantes do filme. A Primeira é uma atriz que possui uma presença forte, a segunda se saiu super bem como Clarisse e mostrou ser um acerto de elenco na produção.

Logan Lerman é um ótimo ator, e se mostrou mais maduro neste segundo filme, ao lado de Alexandra e Douglas Smith protagonizaram algumas das cenas mais lindas do filme.

Alexandra Daddario, Logan Lerman, Brandon T. Jackson, Douglas Smith
Jake Abel e Leven Rambin.

Brandon T. Jackson trouxe o Grover como conhecemos, tirando o fato de não conseguir ser o alívio cômico. Ressalto que este foi uma das falhas do roteiro.

As Crianças: Alisha Newton (Annabeth), Bjorn Yearwood (Grover) , Samuel Braun (Luke) , Katelyn Mager (Thalia) foram fantásticas, abriram o filme com pompa e circunstância.

O filme conta ainda com ótimas atuações de Stanlley Tucci (Sr. D), Nathan Fillion (Hermes). Impecáveis.

A trilha sonora fez seu papel e foi bem construída. Merece todos os aplausos.

Na questão dos Efeitos visuais e especiais temos algo irregular: contamos com efeitos belíssimos com destaque para o monstro Caribdís e o cavalo marinho Arco Íris. Do outro lado da balança temos outros que beiram ao ridículo, com super destaque para a sequência do oráculo.

O filme não me decepcionou como fã, de verdade, até a mais drástica mudança na história me agradou muito. Aprendi com o tempo a entender que cinema e literatura são mídias que se complementam e possuem suas distinções. Nem tudo que funciona em livro vai funcionar no filme.

[no próximo parágrafo, precisei expor certas informações que para alguns podem ainda ser spoilers]

A volta do titã Cronos, por exemplo, deu um ar diferente para a saga; ao término do filme podemos sentir que há algo perigoso ressurgindo nesta história, e que uma guerra está à porta. Esta decisão no roteiro dá força a trama e se completa com a tão esperada volta de Thalia. Com isso, dependendo da criatividade e inteligência dos roteiristas, “Percy Jackson e a maldição do Titã” pode se tornar o ponto alto da saga, e espero que verdadeiramente isto aconteça.


O filme “Percy Jackson e o Mar de Monstros” assim como a saga inteira, é um produto a ser curtido. Ouso dizer, se curte mais esse filme quando você busca se desligar por 2hs aproximadamente do livro em que ele foi baseado (claro, que é algo difícil para os fãs, mas fica aqui o conselho).

Aguardamos três anos para ver e curtir as agradáveis surpresas de “O Mar de Monstros”, e o que concluo é que valeu a espera. Só aguardo que não se demore muito a produzir o terceiro filme, porque é grande a expectativa. 

Confira o Trailer e Navegue ao Mar de Monstros no cinema mais próximo: 


Por Jônatas Amaral

[RESULTADO - SORTEIO] Dose Dupla Nicholas Spaks


Olá Queridos Leitores,
Pela Primeira vez um sorteio literário aqui no blog e não podíamos começar melhor.
Em parceria com o Blog Meu Outro Lado, sortearemos os livros "O Melhor de Mim" e o "Casamento" do escritor, tão querido, Nicholas Spaks.
O sorteio é de inteira responsabilidades dos Blogs sem parceria com editora ou empresa alguma.

Para Participar Basta:

- Seguir pelo GFC o blog Alma Crítica.
- Seguir pelo GFC o blog Meu outro lado.

Super Fácil!



a Rafflecopter giveaway


OBSERVAÇÕES:
- O e-mail de divulgação do vencedor do sorteio será enviado ao que está registrado no Formulário Raffecopter quando for feito o Login para participação.
- O prazo de divulgação do vencedor é de 10 dias, contando do término do sorteio.
- O prazo para o envio dos livros é de 10 dias contando da resposta do vencedor com seus dados para a entrega.
- O prazo de chegada dos livros são de até 30 dias após o envio. Se houver alguma implicação, os realizadores irão comunicar-se com o participante vencedor informando.

Participem!


[Resenha] "Para Viver um Grande Amor: Crônicas e Poemas" de Vinicius de Moraes

Amor. Palavra que gerou todas as coisas.

De tão bela muitos se inspiraram nela e escreveram milhares de outras palavras; alguns morreram por ela. De tão forte que é alguns nunca se permitiram sentir, outros tiveram medo por a mesma não ter um significado preciso, apenas suposições.


“Para Viver um Grande Amor: Crônicas e Poemas” (Companhia das Letras, 1991), de Vinicius de Moraes, retrata o amor pela vida, pela “Bem-Amada”, à poesia, à música, o amor de amigos, amor à profissão, ao olhar do Cronista.


Não sou um conhecedor da obra de Vinicius de Moraes, tanto é que este se consagrou como o primeiro livro que eu apreciei do autor, e verdadeiramente não será o último.

Vinicius de Moraes revelou, com excelência, a maestria de escrever e retratar o cotidiano em sua obra, com uma linguagem direta, envolvente... Sem deixar que a mesma torna-se menos lírica e trabalhada.

“Para viver um grande amor” é considerado o primeiro livro em prosa do autor, sendo que, o livro alterna poesias e crônicas escolhidas pelo próprio Vinicius de Moraes para serem publicadas. Analisando como um todo, percebi uma evolução, talvez intencional, nos temas e profundidade dos mesmos, e da própria linguagem o que agradará leitores iniciantes aos mais experientes.

O livro começa com uma exortação ao exercício da crônica. Certa vez um “escritor universitário” elogiou escritores que procuravam iniciar as suas obras com aquela frase, que te surpreende; Vinicius nos traz a seguinte Frase: “Escrever prosa é uma arte ingrata”. Para amantes da escrita e da leitura em prosa, como eu, tal frase é uma surpresa e uma revelação.

A partir de então começa a alternância de poesia e crônicas.

As poesias são de infinita grandeza, por mais simples e curtas que sejam algumas, todas tem um alto grau de significados, nunca verás o mesmo significado duas vezes. Como se estuda na Teoria Literária: contém uma linguagem carregada de signos multivocos.

Destaco algumas que, particularmente, emocionaram e me fizeram refletir, e mais: deram-me motivos para me aventurar cada vez mais no mundo da poesia. São elas: “O Poeta aprendiz”, “Carta aos puros”, “O Poeta”, “O Verbo no infinito” e “O Poeta e a Rosa”, na qual tomo a liberdade de apresenta-la logo abaixo:

Clique para ampliar.
A Crônica é uma paixão antiga, e para aqueles que ainda não buscaram também se aventurar no âmbito da crônica, aconselho a buscar este livro.

Crônicas, não importa de que época seja sempre vamos encontrar vestígios da atualidade em cada uma delas. Tomo por exemplo às crônicas “Separação” e “Namorados Públicos”, que foram escritas por Vinicius de Moraes entre os anos de 1957-1960, e lendo hoje são tão atuais quando naquela época. Ambas retratam o namoro nas praças, o jeito de namorar, o amor platônico, a sociedade... Em “Namorados Públicos” o autor chega a pedir à sociedade uma “Trégua aos namorados”.

Aos estudantes de letras há neste livro abordagens úteis ao estudo da crônica e da poesia. A Crônica “Sobre Poesia” nos faz refletir (falo aqui, também como estudante de letras) e nos leva a uma possível definição do que é a poesia. Vinicius definiu o poeta como ‘estruturador de línguas’ e logo de ‘civilizações’

E não se pode esquecer se mencionar a crônica que dar nome ao livro. A crônica “Para viver um grande amor”, na minha singela opinião, é uma das mais lindas definições de amor já escrita, e traz verdadeiros ensinamentos, para alguns parecerá óbvio, mas são lindos e concretos. Dizer, por exemplo, que ‘não existe amor sem fieldade’, que para viver um grande amor prefeito ‘não basta ser apenas bom sujeito; é preciso também ter muito peito – peito de remador’, são fatos inquestionáveis.

Ao final desta edição de 1991, da editora Companhia das letras, o livro traz crônicas inéditas do autor.


Um livro sempre terá um significado diferente para cada leitor, logo, para mim terminar de ler este livro é guardar na lembrança momentos incríveis de leitura no meu quarto, no ônibus, em um hospital, e acompanhado da pessoa que me apresentou esta obra. Eis aqui um livro que vale a pena ler e reler, além de se apaixonar pela poesia, pela crônica e no meu caso querer mais da obra de Vinicius de Moraes.


"Para viver um grande amor, preciso é muita concentração e muito siso, muita seriedade e pouco riso — para viver um grande amor." (Vinicius de Moraes)

 Por Jônatas Amaral

[Resenha] O Turista

“O Turista” (The Tourist, Sony Pictures, 2011) foi um filme elaborado para ser uma história de ação e suspense. Tudo nos leva a acreditar que será isso o que iremos encontrar, contudo o que vemos de fato é um filme que mais parece “comédia romântica”, com pitadas de ação e investigação.

Depp é Frank Taylor, um norte-americano que improvisa uma viagem pela Europa a fim de curar um coração partido. Tendo como cenário as românticas e excitantes cidades de Veneza e Paris, ele conhece a extraordinária e misteriosa Elise (Jolie), que, sempre elegante e bem vestida, cruza seu caminho e rapidamente o seduz. O que o turista nem imagina é que seus flertes brincalhões e divertidos podem levá-lo a uma perigosa rede de intrigas, crimes e perseguições, já que sua identidade é confundida com a de outro homem procurado por criminosos. O jogo se transforma em romance e o relacionamento entre os dois evolui na mesma velocidade em que eles se envolvem nessa teia mortal. 

O Filme é um remake do filme de 2005, Anthony Zimmer- A Caçada. 


O Roteiro não é o que chamamos de ideal, pois o mesmo é irregular, visto que, temos momentos que nos perguntamos: “afinal estou assistindo que tipo de filme?”, isso pode parece ser, às vezes legal, porém neste filme é algo que se não acontecesse poderíamos de ter um trabalho quase excelente, completo.

“O Turista” conta em seu elenco dois atores muito queridos pelo público: Johnny Depp e Angelina Jolie, o que com toda certeza deu grande visibilidade para a produção.

Angelina Jolie é A grande estrela do filme, rouba a cena diversas vezes, tem em mãos a melhor e mais bem construída personagem do filme. Elise é bonita, sensível, ousada, super inteligente; Até a reviravolta da personagem no meio do filme a torna mais interessante. Ela foi indicada ao Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz Comédia/Musical.

Já Johnny Depp atua bem, contudo é preciso que se diga que, ele atua bem um personagem muito, mais muito mal construído. Faz rir, é desengonçado como pede o personagem, mas Frank não convence o público, ainda mais no desfecho o que deixa algumas características do personagem incoerentes. Depp já conseguiu mostrar que sabe transformar um personagem ruim/chato, em algo interessante. Aqui não tem um bom êxito, talvez pelo roteiro, pois talento ele tem.

Os personagens como um todo são bem caricatos, exceto Elise (Angelina Jolie), o que nos leva ainda mais perceber que é um filme para fazer rir, a trilha sonora favorece o riso, muitos dos diálogos, as situações nos levam a rir.

A direção de arte é um trunfo do filme, a escolha por Paris e Veneza deu um tom sofisticado, romântico e engraçado à produção. Os figurinos de Elise são obras primas. 


Para resolver, “bater o martelo” e definir que esta produção pode ser considerada um filme de “Comédia Romântica”: o filme foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme na categoria Comédia/Musical.

“O Turista” poderia ser um filme muito melhor se o roteiro fosse melhor construído. Talvez se estivesse na categoria “Ação/Suspense”. O próprio filme nos traz um breve diálogo que ilustra esse argumento:

Elise: [...] E é essa cara que você escolhe?
Frank: Acho que vai Servir.

Poderíamos ter um filme de ação/suspense muito bom, mas se escolheu fazer rir e colocar um pouco de ação nisso, e algo que serve e serve muito para divertir. É um filme “Sessão da Tarde” puramente para entreter.

Aconselho o filme para aquelas reuniões de amigos, um “cinema em casa”, com muita pipoca, com o único intuito de rir e divertir, “O turista” é um prato cheio.


Por Jônatas Amaral

[Resenha] As Vantagens de Ser Invisível - INFINITO


Baseado no romance escrito por Stephen Chbosky, “As vantagens de ser invisível” (The Perks of Being a Wallflower, Summit Entertaiment, 2012) surge como um filme sincero, envolvente, infinito.

O filme conta a história de Charlie (Logan Lerman), um garoto de 15 anos, entrando para o colegial; ele esta se recuperando de problemas mentais que lhe renderam tendências suicidas, e tenta superar a perda de sua tia favorita e do seu único amigo. No colégio ele enfrenta as dificuldades da socialização e do crescimento. O calouro introvertido é tomado sob as asas de Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) que o levará a conhecer as vantagens de viver.

as vantagens de ser invisivel

O roteiro, direção, o elenco e a trilha sonora são os grandes trunfos desta produção. O roteiro e a direção estão sob o comando do criador desta história. Stephen Chbosky soube colocar na tela a essência dos seus personagens e da sua história, além disso, conseguiu extrair dos atores o melhor deles.

As vantagens de ser invisivel
O trio principal faz bonito. Emma Watson em sua primeira aparição na tela mostra que veio para brilhar; Ezra Miller trouxe para o Patrick toda uma carga emocional e cômica de tirar o fôlego, e Logan Lerman mostra porque é um dos jovens mais promissores do cinema, ele traz uma atuação muito rica de detalhes e sinceridade.


as vantagens de ser invisivelNão se pode deixar de mencionar a trilha sonora. Ela é um dos fatores que dão todo um sentido, uma emoção a determinadas cenas. Ela atua conforme o ambiente, a sensação que o personagem esta vivendo. Destaca-se a canção “Heroes” de David Bowie, que soa como um hino do filme.

“As vantagens de ser invisível” foi um dos filmes mais comentados e elogiados no inverno britânico de 2012 e merecidamente. Não estamos diante de uma obra qualquer, é um filme que nos dá a possibilidade de inúmeras reflexões: sobre a juventude, estudar/ler, sobre o amor que merecemos, sobre sexualidade, aparência... E tudo de forma bela, sensível, realista. 

Quais as vantagens de ser invisível? Muitas. Contudo o filme resume todas em apenas uma: ser INFINITO.



Por Jônatas Amaral

Preciso escrever algo para meu pai


    Pensei...
                Pensei...
                Preciso escrever algo. Preciso escrever algo para meu pai.
                Mas o que?
                O que eu quero escrever para ele?
                Talvez eu queira dizer que todas as vezes que ele fala eu escuto, mesmo que às vezes de inicio não aceite, depois eu penso e tento entender.
                Poderia escrever sobre todos os momentos legais que passei com ele durante os meus 18 anos... Das coisas que ele fez por mim, que ele falou e me ensinou.
                Poderia escrever um conto agradecendo por ele existir, por me inspirar, por passar para mim tantas qualidades... E por ter me dito: “Tudo tem o seu tempo”, “O Fato de eu ter errado não quer dizer que você precisa fazer o mesmo”, “Estude”...
                Quase tive certeza que deveria escrever páginas e mais páginas sobre ele, escrever um livro e dar para ele, mas precisariam de pelo menos uns 10 “dias dos pais” para escrever tudo... Tinha pouco tempo.
                Foi quando eu percebi: podia resumir todas as coisas que eu tinha para dizer em uma frase, mas qual?
                “Você é especial”? Não. Muito vago.
                “Você foi muito importante na minha vida”? Não. Ele ainda é.
                “Obrigado”? Mas pelo que especificamente? Tinha que dizer
                “Feliz Dia dos Pais”? NÃO!!!
                “Eu te amo”? Sim. Essa é perfeita. Resume bem tudo o que eu queria dizer.
                  EU TE AMO, PAI!!!

De Jônatas Amaral

Dedicado à meu Pai: João Carlos.

O Escritor Fantasma: Nada é o que parece.




O filme começa com a morte do primeiro escritor fantasma de Adam Lang (Pierce Brosnan), um ex - primeiro ministro britânico e logo pensamos: vem aí uma história cheia de mistérios, segredos políticos, falcatruas e suspense, o que de fato encontramos, porém distribuídos razoavelmente em três momentos durante os 128 minutos de filme.

No primeiro momento somos apresentados ao novo escritor fantasma (Ewan McGregor) do Ex – Primeiro Ministro , que tem a missão de terminar o livro de memórias do mesmo.  Aqui conhecemos um pouco da vida política de Adam, a sua relação com a mulher, os problemas, pois logo Adam é acusado de crimes de guerra. É uma parte um tanto monótona, que por vezes parece cansativa.

Contudo, o filme nos apresenta seus mistérios, pois fica claro ao longo das entrevistas com Lang, sobre sua vida, que algo muito importante está faltando, ou  está mal explicado, e talvez seja essa “pulga atrás da orelha” que nos influencia a continuar acompanhando a história.

No segundo momento o mistério, o suspense são aflorados cada vez mais, graças a esposa de Lang: Ruth Lang (Olivia Willians) e também ao Escritor Fantasma. Novas situações são colocadas em pauta, novos personagens nos intrigam. Surgem as perguntas: “Como Mike Navara morreu, e porque?”, “Quem é Paul Emmett” , “Lang cometeu de fato os crimes de guerra?”...

A Terceira e última parte é o grande momento do filme. A caça por respostas leva a perseguições,
momentos de verdadeira tensão, e aqui sim concluímos que em “O Escritor Fantasma” nada é o que parece.

“O Escritor Fantasma” (The Ghost Writer, Summit Entertainment. 2010). É um filme inteligente, com bons diálogos, possui uma boa e coerente história.


Encontramos boas atuações, com destaque para Ewan McGregor, Pierce Brosnan e Olívia Willians, está última pode ser considerada a grande performance do longa.


A trilha sonora é, por vezes, falha. Em certos momentos do longa as composições parecem inapropriadas. Pode-se considera-la parecida como a de um filme de terror barato em certos momentos.

O Filme nos passa uma visão critica da política e seus encargos, do poder, até porque nesse meio, muitas vezes, nada é o que parece de fato. O Escritor Fantasma pode representar a sociedade querendo descobrir a verdade. E se pararmos para pensar (o filme nos leva a refletir sobre isto), quantos já não foram corrompidos, subornados ou até morreram por esta “verdade”?.

Outro ponto relevante, é a forma como é retratada a produção e publicação de livros. Os prazos dados pelas editoras, o dinheiro, a fama...

É um filme que vale a pena assistir. Ressaltamos que: se preparem para assistir a um final surpreendente, porque isto ele nos oferece.

“O Escritor Fantasma” é um filme para aqueles que gostam de se aventurar nas situações e mundos que envolvem a política, e também para os ávidos escritores e futuros escritores. É um filme que trás dois mundos extremamente indagadores e interessantes.


Confira o Trailer:


Por Jônatas Amaral

DIA DO ESTUDANTE AMAZON