OJVM: Um espetáculo clássico

segunda-feira, dezembro 12, 2011

Assistir os concertos da OJVM é presenciar reviravoltas alucinantes, onde cada um tem o seu momento único e marcante que prendem os nossos olhares, seja dos movimentos emblemáticos do maestro aos maravilhosos solistas.
O concerto da noite passada trouxe grandes canções, começando pela alegre e contagiante "Abertura Festiva para OJVM" composta por Serguei Firsanov, a música na minha opinião foi a melhor da noite, com solos de naipes incríveis; logo depois foi a vez do Concerto em ré maior de Jean Sibelius com o solista Emmanuelle Baldini, que confesso não ser o meu favorito, mais interpretou de forma elegante e cativante a obra de Sibelius; posteriormente a OJVM interpretou a mais longa e emocionante canção da noite, a Sinfonia nº 9 op.95 (Novo mundo) de Antonin Dvorak, a canção pode parecer cansativa para os não acostumados ao estilo da música clássica, mas mesmo esses podem perceber nos acordes fortes, nos compassos repetidos, nos lindos solos... a preciosidade da música, que nos faz sentir um toque de nostalgia e esperança de um mundo antigo e novo, e a OJVM passou maravilhosamente esses sentimentos.
A minha impressão desse concerto foi a melhor possível, ao contrário do concerto anterior no Teatro da Paz que teve dois cantores como solistas que fizeram a orquestra se torna apenas um coadjuvante no palco, nesse concerto a orquestra se tornou o personagem principal em todas as canções, inclusive aquela com solista, provando que a orquestra vem amadurecendo a cada concerto.
Só existe uma coisa na qual acho que a OJVM precisa prestar atenção, é o modo de se organizar nas entradas e saídas do palco, como assim? Concordo que a Sala de espetáculo do Arte Doce Hall tem um palco curto para entrada e saída de uma orquestra, mas isso não significa que uma entrada organizada não seja possível, assim como a saída para o intervalo. Em quase todos os concertos feitos na Sala Augusto Meira Filho pela OJVM as entradas foram visualmente feias. Isso é um detalhe que não prejudica é claro o saldo final da apresentação, mas que precisa ser pensado e resolvido.
No Geral dou a nota 8 (oito).
A OJVM é maravilhosa e espero ansiosamente por um novo concerto, e também espero me surpreender mais uma vez. 


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